Pesquisar neste blogue

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Novembro Cultural

Afinal, existe cultura em Coimbra e Novembro é o mês quando tudo acontece. Sem dúvida que está a ser um mês bastante enriquecido culturalmente.
No início do mês, como em anos anteriores, ocorreu o 11º Festival do Cinema Francês. Já começa a ser um ritual em Coimbra, e eu faço questão de particpar, pois é sempre uma agradável surpresa, onde são exibidos filmes muito interessantes e enigmáticos que gosto bastante.


Terminou o festival e nada melhor que assistir a um grande concerto no Teatrão -"Dead Combo & Royal Orquestra das Caveiras". Que belo espectáculo! Que dupla genial e maravilhosa. Desta vez vieram acompanhados pela orquestra o que ainda tornou as coisas mais deliciosas. Sem dúvida que as músicas tocadas remetem-nos para bandas sonoras de filmes imaginários. O concerto foi espectacular, onde todo o ambiente envolvente e a sonoridade transmitem-nos uma força e intensidade imensa. Foi uma noite notável e inesquecível!


Agora, segue-se o Festival dos Caminhos do Cinema Português, que também promete ser um sucesso, pois o programa é bastante interessante que, para além da selecção oficial, inclui workshops, secção de Ensaios Visuais, caminhos do cinema europeu, sessões de Caminhos Júniores e after-parties. Estou a contar assistir a algumas sessões, pois aqui está mais uma oportunidade preciosa para assistir a alguns filmes raros em tela.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Repúblicas


Domingo terminou a peça que esteve em cena durante 1 mês no Teatrão que foi a peça as "Repúblicas". Digamos que foi um espectáculo delicioso onde me diverti imenso.
Na peça, além de se falar da República e dos seus cem anos, também se fala das repúblicas (casas de estudantes) de Coimbra.
Compara-se as Repúblicas - essas Repúblicas dos Pequenitos que, como a República dos grandes, acordam ao meio-dia, de ressaca, cheias de dívidas "aos sociais" e de grandes dramas acerca do que é feito daquilo que íamos ser (tudo porque, enfim, poucas coisas nestes cem anos correram como deviam ter corrido, e ainda por cima acabou o gás).
Tudo se passa na Real República do Deuz-Darah onde o objectivo das residentes é chegar a uma forma/projecto de conseguir dinheiro para comemorar o centenário da sua República. Instala-se a confusão, e por fim elas decidem protestar de forma convicta e destemida e decidem sair à rua, raptar todas as estátuas, placas e monumentos alusivos à implantação da República e substituí-los por símbolos vivos, que são elas mesmas. E assim conseguem o indispensável subsídio para festejar o seu e não o centenário republicano.
Foi sem dúvida um espectáculo fantástico, hilariante pela sua metáfora, onde esteve patente a ironia, a crítica e a democracia. Valeu a pena. E é claro, que a presença da minha grande amiga no elenco, também ajudou a tornar tudo muito mais aprazível. Obrigada Mimi!

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Chuva

As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir

São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder

Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera

A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade

domingo, 17 de outubro de 2010

New York

O que se pode dizer acerca de NY, que não tenha sido dito já? Sinceramente não sei, mas não há duvida nenhuma que foi uma cidade que me surpreendeu a cada minuto e me deixou boquiaberta a todos os instantes, por tudo o que ela contém.
Foram 6 dias em Manhattan com 5 miúdas fantásticas, onde me diverti muito a cada minuto. Os 6 dias de estadia foram bastante intensos, sempre acordar cedo, a comer mal e andar bué!!!! Uma verdadeira maratona! E com peripécias pelo meio...
Mas valeu cada minuto! Podemos dizer que palmilhamos Manhattan de baixo para cima. Eu sempre com a minha Diana F+ em punho e elas com as suas máquinas digitais. Era só fotos a disparar!
Começámos logo no 1º dia, pelo Finacial District e atravessámos a Brooklyn Bridge que foi espectacular! Tirando os atroplemantos!!
Passámos por Soho, Tribeca, Little Italy, Chinatown, you name it!
Um dos meus locais preferidos foi Washington Square em Greenwich Village, onde fizemos um maravilhoso piquenique e deliciámo-nos com os cupcakes da Magnolia Bakery. Hmmmmmmm.... East Village e Meatpacking District também foram muito interessantes.
Acabávamos todas as noites, e foram mesmo todas as 6 noites, na famosa Times Square. Não há palavras nem fotos para descrever este local!! Ainda tivémos tempo de espreitar um espectáculo soberbo na Broadway - Mamma Mia. Espectacular!
Empire State Building, Rockefeller Center, NY Public Library, Grand Central Terminal, UN. Foi tudo visto.
E claro, passámos um bom bocado no inesquecível Central Park. Fabuloso! Claro que o sol e o calor foram nossos amiguinhos durante todos estes dias, o que tornou tudo ainda mais agradável.
Visitámos também os museus obrigatórios: MoMa (o meu preferido), Metropolitan e American Museum of Natural History. O Guggenheim ficou para uma próxima. Isso e a Estátua da Liberdade, mas a Elsa e a Ana Filipe não a deixaram escapar!
E claro, terminámos a jornada em Harlem e foi uma experiência única. Não foi meninas?
Aliás, NY foi uma experiência única.
Agora, aqui ficam algumas das minhas fotos da lomo Diana F+ em NY.





Nada mal...

domingo, 3 de outubro de 2010

Concerto do ano

Este era o concerto mais aguardado do ano. Depois de há um ano atrás ter dormido ao relento para comprar o bilhete, eis que chegou o derradeiro momento, o concerto. Nem queria acreditar!!
Eu e a minha irmã, fomos para as imediações do estádio por volta das 15h. Já lá estava meio mundo! Em todos os cantos havia gente. Tudo aguardava que as portas abrissem.
As portas acabaram por abrir às 17:15 e isso é que foi correr para conseguir o melhor lugar à frente do palco. Parecia que estavamos a correr pela vida. Lol! Quando entrámos ainda o estádio estava vazio. Só se via a imponente estrutura metálica em forma de aranha, numa das pontas do estádio. Brutal!

E qual o nosso espanto quando conseguimos entrar na Red Zone! Sim, com bilhete de relvado conseguimos ir para a zona VIP!!! Nem queriamos acreditar. Daí a pouco tempo, íamos estar a poucos metros dos U2. Surreal!!

E ali estávamos nós, diante do gigantesco palco que dali a umas horas receberia a banda liderada por Bono Vox.
Abancámos de imediato e não arredamos pé dali a noite inteira, por nada deste mundo! E dali em diante, foi esperar e quase deseperar.
Os primeiros a soar em palco foram os nova-iorquinos Interpol, às 20:15. Já há muito que tinha vontade de os ver ao vivo e hoje era a noite!
Os Interpol entreterem a multidão nesta primeira parte com musicas do novo album e ainda as minhas preferidas do álbum "Antics". Não foi uma tarefa fácil, até porque as pessoas em meu redor nem sequer os conheciam. Quanto a mim, serviu para abrir o apetite para o concerto que vão dar, em Lisboa no próximo mês.

À medida que o tempo pasava a zona iam-se enchendo cada vez mais e a excitação também ia aumentando.
Os aplausos e os gritos iam aumentando até que ás 21:45 os U2 fizeram a sua entrada triunfal no estádio, ao som de "Space Oddity" de David Bowie. Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr. pisavam o palco e foram recebidos com uma enorme ovação no estádio de Coimbra.

Bono circulou pelo anel do palco, a poucos metros de nós, cumprimentando os fãs e a gritar "Briosa" até que de repente fez-se tocar “Beautiful day”. Loucura total!
A noite toda foi tentar seguir as pisadas de todos os elementos da banda que desfilaram variadas vezes pelo palco. Foi literalmente um concerto de 360º.
O Alinhamento do concerto foi:
Return Of The Stingray Guitar
Beautiful Day
I Will Follow
Get On Your Boots
Magnificent
Mysterious Ways
Elevation
Until The End Of The World
I Still Haven't Found What I'm Looking For
North Star
Mercy
In A Little While
Miss Sarajevo
City Of Blinding Lights
Vertigo
I'll Go Crazy If I Don't Go Crazy Tonight
Sunday Bloody Sunday
MLK
Walk On

1º Encore:
One
Where The Streets Have No Name

2º Encore
Ultraviolet (Light My Way)
With Or Without You
Moment of Surrender

E terminou assim um concerto fantástico com Bono a despedir-se de nós e a evocar "Vocês são o máximo. Estamos rendidos a vós, Portugal". E nós também, Bono!!

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Lomografia-Parte I

Pois é, isto da lomografia ao inicio, é mais complicado do que parece! Mas isto é mesmo assim, a praticar é que conseguimos atingir a perfeição!
Depois de uma sessão nocturna, por Coimbra, já lá vai 1 filme de 120 e o resultado final são 3 fotos! Que gargalhada!!
O resultado não estava mal de todo, afinal são 3 fotos originais (não são João?), mas acho que consigo melhor! Havia sempre qualquer coisa que falhava, ou era a abertura que estava errada, ou esquecia-me de rodar o rolo, ou então a luz não era suficiente, etc...etc...
Para já, o pinhole fica para mais tarde e quando tiver um tripé! Ah, e treinar o pinhole de dia!
Mas tudo isto foi uma aprendizagem, e tenho a certeza que a próxima vez será melhor! Agora tenho 1 filme a preto e branco, para ver como fica o efeito! Fantástico, concerteza!
A outra aventura foi a revelação do filme. Fnac em Coimbra nem pensar! Descobri uma loja fujifilm em Celas (perto do HP), que poderá ser designada como uma verdadeira "Photo Professional Lab" tal como nos é recomendado nos manuais de instrução e que me revelou o filme em 20 min. Espectacular!! E a simpatia do pessoal ainda melhor. Recomendadíssimo!!
Foi sem dúvida uma aventura e tenho a certeza que mais virão!!

domingo, 26 de setembro de 2010

Lomografia

Ultimamente tenho-me debruçado sobre o tema Lomografia. Fiquei curiosa sobre o tema e andei a pesquisar tudo o que havia sobre este assunto, até que fiquei mesmo com o "bichinho".
Lomo é a sigla de Leningradskoye Optiko Mechanichesckoye Obyedineni que traduzido do russo significa União de Óptica Mecânica de Leningrado, uma empresa fabricante de equipamentos ópticos na Rússia.
A Lomo é uma máquina fotográfica compacta e analógica que surgiu em 1982 durante a Guerra Fria. A União Soviética tinha interesse político na época de divulgar o estilo de vida das famílias e, para isso, criaram uma máquina leve e fácil de usar, e distribuiram-na por todas as casas e famílias que deveriam fotografar o seu dia-a-dia.
A “Lomomania” propriamente dita começa em Praga em 1991, quando dois jovens vienenses, de férias na capital da República Checa, descobriram a máquina Lomo. Começaram então a fotografar tudo, muitas vezes sem sequer olhar através da objectiva. De regresso a casa, o fascínio dos dois fotógrafos pela cor, a luz e a qualidade das imagens (focadas ou desfocadas) foi tão contagioso que rapidamente a moda das Lomos se espalhou.
O estilo fotográfico ganhou enorme sucesso por causa das suas imagens impressionantes.
O que mais me cativa nas fotos são as cores supersaturadas, os efeitos, como as sobreposições e a espontaneidade.

Para os lomógrafos existem dez regras básicas:

1. Leva a tua Lomo onde quer que vás.
2. Usa-a a qualquer hora do dia ou da noite.
3. A Lomografia não interfere na tua vida, faz parte dela.
4. Fotografe sem olhar no visor.
5. Aproxima-te o máximo possível do objecto a fotografar.
6. Não penses...lomografa.
7. Sê rápido.
8. Não precisas de saber antecipadamente o que fotografaste.
9. Nem depois.
10. Não te preocupes com quaiquer regras.


Depois de tudo isto, ontem resolvi ir à embaixada lomografíca em Lisboa e comprei a minha Diana F+!!!



Pus-me logo a fotografar na baixa de Lisboa, e a colocar os meus dotes lomográficos em prática. Por isso, já é oficial, faço parte da Lomomania. Agora, é só lomografar...
Em breve, mostrarei o resultado dos meus ensaios...