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segunda-feira, 27 de abril de 2026

Valência


Com a oferta atual de voos baratos para Valência, decidimos fazer uma escapadinha de 2 dias à terceira maior cidade da Espanha.

Ficámos no bairro de Quatre Carreres, no B&B Hotel Valencia Arena, perto da Ciudad de las Artes y las Ciencias, uma zona sossegada e com espaços verdes.

A cidade tem uma excelente rede de transportes públicos mas também é possível percorrer a cidade a pé.
No 1º dia visitamos a Cidade das Artes e das Ciências, um complexo composto por seis grandes edifícios com uma arquitetura vanguardista e futurista. Percorremos os 2 km do complexo mas só o admiramos por fora.
De seguida entramos a pé pelos Jardins del Turia, e percorremos vários km até a Ciutat Vella. Os Jardins têm 9 km de extensão e atravessam a cidade, sempre com uma verdura luxuriante onde nos conseguimos abstrair completamente do busílis da cidade.
Chegadas à Ciutat Vella, percorremos as pitorescas ruas do centro histórico.
Entre os principais pontos estão:
- Catedral de Valência
- Plaza de la Virgen
- Lonja de la Seda
- Mercado Central
- Palácio del Marquès de Dos Aigües
- Torres de Serranos
- Bairro del Carmen
- Mercado de Cólon

La Seu é a Catedral de Valência, o maior templo da cidade. Oficialmente Catedral de Santa Maria, a magnífica igreja gótica alberga, numa capela dedicada, o Santo Cálice do século I (que se pensa, ser o Santo Graal). A torre do campanário conhecida como Miguelete (El Micalet) é um dos grandes símbolos de Valência.

Nas costas da Catedral encontrámos a Plaza de la Virgen que é uma praça pitoresca e animada que se situa onde outrora existiu um fórum romano, o que faz desta zona a mais antiga de Valência. Hoje é casa de animados cafés e incríveis edifícios como, no meio da praça está a Fonte do Túria que representa o rio Turia.

A Lonja de la Seda é um edifício onde funcionava o mercado da seda no século XV (o Século de Ouro Valenciano). Este edifício é considerado um dos exemplares mais bonitos da arquitetura gótica civil da Europa e por isso classificado como Património da Humanidade pela UNESCO.

O Mercado Central é a admirável joia do modernismo valenciano, mas a verdadeira experiência está nas mais de mil bancas de produtos frescos e espaços de restauração que enchem o interior de cor e vida. Aqui compramos os famosos produtos de charcutaria espanhola. 
Na parte exterior do edifício há também muitas bancas e restaurantes com comida e bebida, onde aproveitamos para almoçar, uma vez que os restaurantes do interior estavam lotados.

A poucos metros da Praça da Catedral, encontra-se também outra das joias da cidade, o Palácio do Marquês de Dos Águas, um palácio do século XVIII, cuja fachada é de deixar qualquer um sem palavras e que alberga atualmente o Museu Nacional de Cerâmica e Artes Suntuárias “González Martí”.

A Torre Serranos e Torre de Quart são os portões sobreviventes das muralhas medievais da cidade. Ao passarmos os portões entrámos no Bairro del Carmen, um vibrante distrito do centro histórico em Valência, conhecido pelas suas ruas estreitas repletas de cafés, bares de tapas, boutiques e lojas de souvenirs.

O Mercado de Colón localiza-se em Eixample, um bairro “chique” e de luxo na cidade de Valência. Aqui aproveitámos para experimentar a orxata - uma típica bebida valenciana. A Horchata é uma bebida não alcoólica elaborada com água, açúcar e os tubérculos de uma planta herbácea chamada chufa.

Uma coisa muito boa de Valência é poder alternar turismo cultural com dias de praia. Por isso, decidimos visitar a praia mais perto do centro - Playa del Cabanyal. Para aqui chegar foi muito fácil, pois o que não faltam são opções de autocarros públicos e estações de metro.

Outra experiência imperdível em Valência é a experiência gastronómica, pois falar de Valência é falar de Paella. Não podíamos perder a parte essencial da experiência valenciana e por isso jantámos no Restaurante Pelayo onde comemos a melhor paella na nossa vida.

Valência é uma cidade cuja visita é obrigatória pois oferece um pouco de tudo: história, modernidade, praias e uma gastronomia incomparável. É uma cidade para caminhar sem pressa, para descobrir monumentos históricos e experimentar uma verdadeira paella.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

A tempestade Kristin

Na madrugada do dia 28 de janeiro de 2026 Portugal foi assolado por uma tempestade sem precedentes - a tempestade Kristin.

Tal como estava previsto, começou a formar-se nos Açores e moveu-se muito rapidamente para o continente português, tendo entrado e se intensificado entre a região de Leiria e da Figueira da Foz.

A tempestade, sobretudo o vento, começou a ser sentida logo depois da meia noite, tendo atingido a sua intensidade máxima entre as 4h00 e as 6h00 da manhã, altura em que despertei do sono com as fortes rajadas de vento que ultrapassavam os 100 km/h (registada uma rajada de cerca de 187km/h, na Base Aérea de Monte Real, e mais de 208 km/h na estação automática de Soure).

Foram horas de terror pois as rajadas de vento eram tão intensas e os barulhos eram tão fortes que julguei que a casa iria voar...

Quando saímos à rua no dia seguinte, percebemos o rasto da devastação, pois o cenário era desolador - casas destelhadas, placas de trânsito dobradas, postes de cimento partidos como galhos, fios de eletricidade espalhados pela via pública, árvores arrancadas e caídas na estrada, inundações, corte de eletricidade, de água e das telecomunicações ...um cenário dantesco.

Os estragos foram imensos e estava instalado "o maior apagão da nossa história". Em Leiria estivemos mais de 15 dias sem eletricidade, dependentes de geradores e da recolha de água da chuva para as tarefas básicas diárias, sem qualquer ligação ao mundo exterior, com alimentos a estragarem-se nas arcas frigoríficas...

Além dos imensos danos materiais, contabilizaram-se 6 mortos, por queda de estruturas e árvores. Outras vítimas se sucederam, nos trabalhos de reconstrução/reparação de estruturas...

O impacto ambiental desta tempestade também foi brutal, pois estima-se que a tempestade tenha derrubado cerca de 8 milhões de árvores apenas na região de Leiria, modificando permanentemente a paisagem.

Esta tempestade foi sem dúvida o maior desastre natural da história contemporânea do país — pois deixou um rasto de destruição infra estrutural, económico e ambiental, para além do impacto psicológico que teve em todos os que a vivenciaram. 

terça-feira, 9 de setembro de 2025

Bacalhôa Buddha Eden

Resolvemos fazer um passeio em família ao mais belo jardim do país, que é também considerado o maior jardim Oriental da Europa: o "Bacalhoa Buddha Éden - Quinta dos Loridos."

Com uma extensão de 35 hectares, o Bacalhôa Buddha Eden foi criado em protesto contra a destruição dos Budas Gigantes de Bamyan (Afeganistão), um dos maiores atos de terrorismo cultural de que há memória! Joe Berardo é um colecionador compulsivo, podemos ver isso em todas as suas exposições e este espaço, sempre em crescimento é mais um dos exemplos disso.

Nós fomos depois do almoço e passeamos pelo jardim até à hora do fecho. O parque dispõe de um Comboio Turístico que proporciona uma visita mais confortável. O percurso de comboio tem 3 estações onde podemos entrar e sair para explorar os recantos do jardim. Não andamos a correr e conseguimos explorar todo o parque de forma tranquila e relaxante.
Ao longo do percurso vimos inúmeras estátuas de Budas, Pagodes, Terracota e várias outras esculturas que se encontram harmoniosamente entre a vegetação do jardim. A dimensão das estátuas é o que mais impressiona.

A escadaria central é um dos pontos principais do jardim, onde os Budas Dourados nos dão as boas-vindas. No centro do jardim existe um lago artificial onde podemos ver os peixes koi e atravessar uma ponte. Há também um espaço enorme dedicado ao continente Africano.

É sem dúvida um jardim monumental, com características únicas no nosso país e que nos proporciona uma viagem a outras culturas, nomeadamente a oriental. É um passeio que vale a pena fazer.

quarta-feira, 11 de junho de 2025

Passeio de Barco nas Portas de Ródão


Surgiu a oportunidade de fazer um passeio de barco por uma das 7 Maravilhas de Portugal - as Portas de Ródão - com a
Wildest e porque não aproveitar?

Foi um passeio de 1 dia que incluiu passeio de barco e almoço.

Embarcamos no cais fluvial de Vila Velha de Ródão e navegamos pelo Rio Tejo cerca de 50 minutos, passando pelas emblemáticas PORTAS DE RÓDÃO, consideradas Monumento Natural Nacional.

As portas consistem em duas paredes escarpadas, cada uma com cerca de 170 metros de altura, que funcionam como portas e como uma passagem mais estreita. Aqui encontra-se a maior colónia de grifos do país, que conseguimos avistar facilmente. É realmente uma beleza natural impressionante.

O resto do passeio serve para apreciar as margens do rio assim como toda a paisagem envolvente. 
O mais surpreendente é a tranquilidade que se sente. É sem dúvida um passeio muito bonito pela natureza. 

O almoço foi simples e saboroso.

No final do passeio de barco fomos visitar o Castelo do Rei Wamba e a sua torre de menagem (a única parte restante). No cimo também existe um miradouro que tem uma vista privilegiada para o Rio Tejo.

Foi um dia interessante e bem passado.

segunda-feira, 19 de maio de 2025

Passadiços do Mondego



Conhecer os passadiços do Mondego já estava na minha lista desde de 2022, altura em que foram inaugurados. No entanto, nunca surgiu a oportunidade até este ano, em que decidi juntamente com umas amigas, ir até à Guarda percorrer os famosos passadiços.

Para fazer o trilho é necessário adquirir um bilhete com antecedência, exclusivamente online (tickets.visiteguarda.pt) que custa 2,5€ por pessoa.

Os passadiços estão integrados no Parque Natural da Serra da Estrela e no Estrela Geopark Mundial da UNESCO. O percurso estende-se entre a Barragem do Caldeirão e a aldeia de Videmonte. Nós optámos por iniciar a caminhada junto à barragem do Caldeirão, pois é oficialmente o sentido recomendado.

São 12 km de caminhada sempre junto às margens do rio Mondego e afluentes com paisagens de cortar a respiração. O percurso aproveita cerca de 5 km de caminhos rurais já existentes (a maioria em terra batida) que vão intercalando com os 7 km de passadiços. É fascinante a dimensão do passadiço!

A caminhada ao longo dos passadiços é uma verdadeira imersão na natureza, pois ao longo do trajeto, podemos ver cascatas, pequenas lagoas e rochas impressionantes.

Existem poucas sombras, por isso não é aconselhável ir com muito calor e os locais para descanso ou piquenique também são escassos, no entanto, existem casas de banho, a meio do percurso.
Levámos almoço e conseguimos um spot fantástico improvisado à beira do rio.

O percurso é considerado de dificuldade média, que com o calor poderá se tornar de dificuldade elevada. É necessário ir com algum preparo físico, pois o mais difícil foi mesmo subir e descer tantos degraus. Mas no final de tudo, apesar de todo o esforço, não há a menor dúvida que valeu bem a pena. 

O regresso ao inicio, foi feito de taxi, que contratamos no final, pois já não havia pernas para voltar a pé!!

quinta-feira, 24 de outubro de 2024

Roteiro 15 dias pelo Japão

 


O Japão é um país que fascina qualquer um, principalmente pela sua distância, quer geográfica, quer cultural. É daqueles países que estava no meu imaginário, e no topo da minha lista de locais a visitar há algum tempo. Este ano chegou a oportunidade de conhecer a Terra do Sol Nascente.

Decidimos ficar 3 semanas no Japão devido à sua distância geográfica e diversidade cultural. Depois de muitas pesquisas encontrámos um voo relativamente barato de Lisboa para Seul (Incheon) pela Korean Airlines com escala em Amsterdão.
A ideia de ir até Seoul pareceu-nos a desculpa perfeita para encaixar uma visita à Coreia também! 
Ficámos 2 dias em Seoul, na ida e na volta. Seoul é a capital e a maior cidade da Coreia do Sul. É uma cidade surpreendente! Entre as suas muitas atrações, destacam-se palácios, templos, santuários, belos parques públicos, design de ponta e centros comerciais gigantes.

Visitámos:
- Gyeongbokgung Palace
- Bukchon – a vila antiga
- Changdeokung Palace
- Myeondong
- Insadong
- Bairro de Gangnam
- Bairro de Hongdik
- Mercado Namdaeman

Seoul é também conhecida por ser um paraíso para a compra de cosméticos, adquiridos por baixos preços, com produtos de excelentíssima qualidade que em outros lugares do mundo seriam pagos a preço de ouro.

Dica: O cartão T-money é usado para pagar os transportes públicos (autocarros e metro). Compra-se e carrega-se nas lojas de conveniência, como o 7 Eleven ou no CU. Pode ser comprado com cartão bancário, mas os carregamentos só podem ser feitos com dinheiro. Atenção: não se vende nas bilheteiras do metro, tem mesmo de ser nas lojas de conveniência.

Depois de Seoul viajamos para Tokyo numa low-cost japonesa. Seguimos para o Japão numa viagem de 14 dias, com um roteiro ambicioso que nos permitiu conhecer uma parte do país, no entanto, muitos destinos ficaram de fora, pois o país é imenso e tem opções de itinerário quase infinitas.
Tivemos que fazer escolhas difíceis porque o tempo é limitado e com muita pena nossa, eliminámos Nikko, Monte Koya e Kanazawa do nosso itinerário. Gostaríamos também de ter pernoitado num Ryokan mas não houve tempo.

O nosso roteiro de viagem foi este:
Dia 1: Chegada a Seoul
Dia 2: Seoul
Dia 3: Seoul
Dia 4: Voo para Tokyo
Dia 5: Tokyo (Asakusa, Harajuku, Shibuya)
Dia 6: Tokyo (Tokyo Station, Palácio Imperial, Ginza, Tokyo Tower, Shinjuku)
Dia 7: Daytrip a Kamakura
Dia 8: Daytrip ao Monte Fuji
Dia 9: Kyoto (Kinkakuji Temple, Fushimi Inari)
Dia 10: Kyoto (Kiyomizu-Dera, Ninenzaka, Sannenzaka, Hokanji, YasakaShrine, Gion, Nishiki Market, Pontocho Street)
Dia 11: Daytrip a Nara
Dia 12: Kyoto (Arashiyama) e Ashiya
Dia 13: Ashiya, Himeji e Hiroshima
Dia 14: Hiroshima
Dia 15: Ilha de Miyajima
Dia 16: Osaka
Dia 17: Osaka e Viagem para Seoul
Dia 18: Seoul
Dia 19: Viagem de regresso

1 - Tokyo
Começamos o nosso roteiro em Tokyo, a capital do Japão. Tokyo é uma cidade gigantesca, com milhares de pessoas a cruzar ruas, a viajar de comboio e metro, a trabalhar, a comer ou a fazer compras. É uma cidade que não nos deixa parar.
Escolher o melhor lugar para se hospedar em Tokyo é algo que depende do estilo de viagem e do orçamento. Para mim, o fator mais relevante na escolha é o preço e a proximidade aos transportes. Por isso, depois de uma pesquisa exaustiva escolhemos o bairro de Ueno, que recomendo pela sua localização e tranquilidade.
Ficámos 5 dias na cidade. O 1º dia em Tokyo serve praticamente para entender como nos locomovemos na cidade e para nos situarmos. Aproveitamos o 1º dia também para comprar cartão SIM e o cartão SUICA, que é um método muito prático para pagar os transportes. pois funciona em todos os comboios, metro e autocarros, nas várias cidades do Japão.
Tokyo é uma cidade imensa e as melhores atrações são os bairros e as ruas, por isso o melhor é vaguear pelas ruas.

- Harajuku, bairro onde visitámos o Templo Meiji e a Takeshita Street - uma rua alternativa com cultura pop japonesa.
- Asakusa, o é bairro mais tradicional de Tokyo, com o templo Senso-ji, rickshaws e diversas lojinhas
- Shibuya, é um dos bairros mais famosos e movimentados de Tokyo. É um bairro com imenso comércio, edifícios com ecrãs gigantes e com publicidade e música frenética. Aqui localiza-se o maior cruzamento do mundo - o Shibuya Crossing, onde atravessam 3000 pessoas a cada vez que o semáforo abre. Aproveitámos para ir ao Starbucks café, de frente para o cruzamento e assistamos ao cruzamento mais louco do mundo!! A vista é privilegiada.
- Shinjuku, é um bairro também bastante movimentado e para ir à noite. Aqui jantámos yakitoris (pequenas espetadas de carne grelhadas na hora, tradicionalmente em fogareiros a carvão) no Piss Alley ou Omoide Yokocho que é uma rua pequena recheada de minúsculos restaurantes com um ambiente tradicional, mas que aparenta ser meio underground, uma espécie de submundo alternativo;
De seguida fomos ver o Golden-gai que é o exemplo de como uma zona decadente se torna de repente trendy, com os seus pequenos bares, nalguns dos quais cabe menos de meia-dúzia de pessoas.
- Ueno, o bairro onde ficámos alojada. Aqui existe um mercado de rua - Ameyayokocho que tem de tudo, peixe fresco, frutos do mar seco, frutas descascadas em espetos, roupas, bolsas, tudo...
- Akihabara, também conhecido como o Electric Town. Aqui encontramos prédios inteiros dedicados a anime, manga, cosplay e salões de video-jogos.
- Chiyoda, bairro onde existem muitas instituições governamentais, como a Assembleia, a residência do Primeiro Ministro, a Estação de Tokyo e o Palácio Imperial cujo acesso está interdito.
- Ginza, a zona mais elitista e cara da cidade, com avenidas amplas e lojas de marcas de luxo. É a região de Tokyo mais cosmopolita.


2 - Kamakura
Kamakura fica a 48kms de Tokyo e optamos por ir de comboio. Chegámos lá sem dificuldade e passámos o dia a visitar os templos da cidade.
Kamakura foi a capital feudal do Japão de 1185 a 1333 e isso reflete-se na quantidade de templos que existem na cidade.
Chegadas a Kamakura iniciámos a nossa visita no Tsurugaoka Shrine, um santuário em homenagem a Hachiman, o Deus da Família. É um dos templos mais importantes de Kamakura, que foi construído em 1063.
De seguida, visitámos o Kenchoji-zen Temple que é constituído por vários pavilhões e salas de meditação.
Depois do almoço, afastamo-nos um pouco do centro da cidade e fomos visitar o Great Buddha Temple, um dos templos mais visitados. O buda de Kamakura é um sobrevivente do templo Kotoku-in, que foi destruído por um tsnumani no século XV. O templo não foi reconstruído, mas o buda continua onde estava, sobre uma enorme plataforma de pedra. A figura é impressionante, com os seus 11 metros de altura (somente o de Nara é maior que este).
A cerca de 500m fica o templo Hasedera um templo muito bonito, com jardins muito cuidados e cheios de estátuas de budas em miniatura. No templo existe também um bonito terraço com vista da cidade e do mar.
Um pouco mais abaixo fomos ver o praia de Yuigahama, a praia mais popular da cidade. De seguida, voltámos para o centro da cidade e visitámos a rua Komachi e as suas lojinhas de recuerdos.


3 - Monte Fuji
É a montanha mais alta do Japão (3.776 metros) e um dos principais símbolos do país. Para os japoneses, o Fuji san (como lhe chamam) não é apenas um monte, é um local sagrado. No entanto, para vê-lo, o dia tem que estar aberto, e mesmo assim é preciso ter paciência, pois muitas vezes fica encoberto pelas nuvens várias vezes durante o dia. A esperança era estar um dia solarengo para poder contemplá-lo mas não tivemos essa sorte.
Fomos de autocarro de Tokyo para Kawaguchiko. Uma vez lá, para chegar aos sítios visitáveis tivemos que apanhar alguns comboios cujas carruagens são verdadeiras obras de arte. 
Durante a nossa passagem pelo Fuji, nunca conseguimos contemplá-lo, pois esteve todo o dia chuvoso e nebulado e o seu perfeito formato cónico esteve sempre envolto num manto de nuvens. Ficámos um pouco desanimadas, mas não querendo desistir, esperámos e esperámos mas nem um pequeno vislumbre do monte tivemos.
No entanto, valeu pela experiência!

4 - Kyoto
Kyoto foi capital do Japão e a residência do imperador de 794 a 1868. Durante este tempo, acumulou uma coleção enorme de palácios, templos e santuários, construídos para os imperadores, gueixas e monges. Como não foi bombardeada na segunda guerra, ela ainda possui a arquitetura antiga.
A cidade tem o cenário que esperamos encontrar no Japão. Um Japão mais tradicional com as Gueixas, casas de madeira de arquitetura tradicional, e muitos templos. É sem dúvida uma cidade charmosa, que encanta! Nós ficamos 4 dias em Kyoto e, seguramente, não vimos tudo o que gostaríamos.

Templos que visitamos:
- Templo Fushimi Inari - é um dos principais santuários Xintoístas de todo o Japão. Ainda assim, é mais famoso pelos seus 30 mil portais vermelhos (Toris) para trazer prosperidade aos negócios
- Kinkaku-ji Temple, o templo do pavilhão dourado. O edifício está coberto por uma folha de ouro puro.
- Kiyomizu-dera Temple - a sua arquitetura é famosa pelos seus grandes pilares de madeira, que seguram a varanda e impressiona saber que os pilares não têm nenhum prego. Este templo é fascinante.
- Yasaka Shrine - é um santuário localizado no Maruyama Park, e é um local de culto onde as pessoas pedem os seus desejos, tocando os sinos do santuário,
- Gion Corner - é um distrito tradicional localizado no coração da cidade, com edifícios de madeira e ruas pedonais. O bairro tem muitas lojas, casas de chá e restaurantes discretos, frequentadas por gueixas e maiko (aprendiz de gueixa). Aqui aproveitámos para entrar numa casa de chá e de saborear um chá japonês tradicional.
- Arashiyama - distrito um pouco afastado do centro da cidade onde visitámos o Templo Tenryu-ji, a famosa Floresta de Bambu, Templo Otagi Nenbutsu-ji e o Templo Adashino que tem uma floresta de bambu mais pequena mas com muito menos pessoas.
- Nishiki Market - mercado repleto de produtos com aspeto delicioso
- Pontcho Street - considerada a rua mais bonita de Kyoto, Pontcho é uma ruela estreita, próxima do bairro Gion, com muito carisma e uma atmosfera misteriosa. Existem inúmeros restaurantes e bares e por isso aproveitámos para jantar.


5 - Nara
Dia dedicado a visitar Nara, que fica a 45 minutos de viagem de comboio a partir de Kyoto e vale a pena visitar.
Nara foi a primeira capital do Japão, que deixou ali de herança os maiores e mais antigos templos. Os templos são maravilhosos e situam-se no parque de Nara onde para além dos templos existem imensos veados à solta pelo parque sempre atentos aos turistas, na expectativa de lhes calhar um biscoito (há-os à venda, criados especificamente para este efeito). 
Visitámos vários templos:
- Todaiji Temple - é o maior edifício construído em madeira do mundo e tem também o maior Buddha em bronze
- Nigatsu-do Hall - um pequeno templo que possui uma varanda com uma vista imperdível sobre Nara
- Kasuga Taisha Shrine - constituído por centenas de lanternas de pedra


6 - Himeji
A caminho de Hiroshima fizemos uma breve paragem em Himeji. Nesta cidade, fomos ver o Castelo de Himeji, pois é considerado o mais bonito e o maior do país. O castelo é o único atrativo da cidade, por isso decidimos que não valia a pena dormir na cidade. 
O castelo é realmente bonito pois a sua cor branca, com vários andares e telhados pretos sobrepostos uns nos outros torna-o verdadeiramente belo!
Após a visita e um almoço retemperador, apanhámos novamente o comboio-bala para Hiroshima.


7 - Hiroshima
Ficámos 2 dias na cidade. Incluir ou não Hiroshima no itinerário dependia do tempo mas desde o inicio fizemos questão de a incluir e ainda bem que o fizemos. É uma cidade moderna que transformou o seu passado triste em atrações para consciencializar as pessoas sobre os perigos da guerra. Pelo contrário, a cidade seguiu frente e tem um vibe muito boa.
No 1º dia, de manhã cedo, visitamos o Museu da Paz de Hiroshima, que retrata o lançamento da primeira bomba atómica. É uma experiência dura e emotiva, que recomendo a todos, pois foi uma das experiências mais comoventes de toda a viagem. Ver presencialmente os efeitos da devastação da bomba atómica e ouvir alguns testemunhos em vídeo de alguns sobreviventes, é muito emocionante. De seguida visitámos o Memorial da Paz e caminhamos pela cidade. O destaque é o Atomic Bomb Dome, a única estrutura sobrevivente da época e tornou-se um dos cartões-postais da cidade.
Viitámos também o Castelo de Hiroshima, tal qual como os vários outros edifícios da cidade, foi destruído na guerra e a construção atual é uma réplica.
No 2º dia visitámos a Ilha de Miyajimi, que fica perto de Hiroshima e é conhecida pelo seu torii gigante no meio do mar e pelo templo flutuante. 
Visitámos o templo Myajima Itsukushima, o templo que deu nome à ilha e que está construído sobre as águas da baía de Hiroshima. 
Visitámos também o Templo Daisho-in que fica no topo de um monte e que é super bonito.
A ilha é linda, com uma paisagem verdejante e também tem veados à solta pela ilha.
De regresso a Hiroshima, pegámos na bagagem e apanhámos novamente o Shinkansen rumo a Osaka – último destino da viagem


8 - Osaka
É uma das maiores e mais agitadas cidades do Japão. Ficámos aqui 2 dias e ficámos alojadas em Umeda, que fica perto da estação de Osaka, o que nos permitiu entrar e sair da cidade facilmente.

Visitámos:
- Castelo de Osaka
- Namba Yasaka Shrine - templo com uma arquitetura curiosa em forma de dragão.
- Dotonbori - bairro famoso por suas luzes néon, lojas, restaurantes e entretenimento. É um verdadeiro marco da cidade e tornou-se num dos cartões postais mais famosos de Osaka.
- Templo Shitennoji - templo reconhecido como o mais antigo templo budista do Japão. Foi fundado em 593 pelo príncipe Shotoku, que promoveu a introdução do budismo no país.
- Umeda Sky Building - arranha-céus com uma arquitetura surreal.


O Japão tem muito para oferecer! É um país que conjuga cerimónias ancestrais e a calma dos santuários com a agitação e a modernidade das grandes cidades.

Cada cidade tem uma personalidade única, oferecendo desde templos antigos e jardins zen até a agitação dos mercados de rua e a culinária local deliciosa.

As palavras de ordem no Japão são: organização e educação! Tudo por lá funciona absurdamente perfeito! É cheio de rituais e regras. Existem informações por todo lado, as ruas são super limpas, e existem sanitas super equipados por todo lado, com o assento quentinho e um controle com mil botões.
É um país extremamente seguro. Vimos crianças pequenas da escola primaria a voltar da escola, sozinhas de metrô.
Os japoneses são educados, mas não são os mais simpáticos da Ásia, são um pouco fechados mas por vezes conseguimos roubar um sorriso deles.

Dicas:
- Entre cidades viajámos de comboio-bala, porque este meio de transporte nos podia levar, de uma forma veloz, pontual e económica a todos os locais que queríamos visitar no país. Não comprámos o JR pass porque não nos compensava. Quando viajámos de comboio-bala compramos unreserved seats que são bilhetes um pouco mais baratos e que não têm lugar marcado nem horário, ou seja, podemos entrar no comboio que nos dá mais jeito!
- As lojas de conveniência como o 7Eleven, Lawson´s ou o Family Mart encontram-se por todo o lado no Japão e são ótimos locais para tomar uma refeição económica. Há sempre comida pronta, dá para a aquecer e muitas delas têm mesas e cadeiras para comer. 
- Só conseguimos levantar dinheiro nos ATM's do 7Eleven. Foi o único sítio onde davam os nossos cartões Revolut.
- Os japoneses falam pouco inglês. Ás vezes é difícil comunicar nos restaurantes por isso aconselho a escolher restaurantes que têm fotos dos pratos no menu, pois ajuda a escolher o prato e depois basta apontar para o que se quer comer.
- Ficámos várias vezes alojadas no APA Hotel que é uma cadeia de hotéis com ótima relação preço/qualidade e habitualmente estão muito bem localizados nas cidades.