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terça-feira, 9 de setembro de 2025

Bacalhôa Buddha Eden

Resolvemos fazer um passeio em família ao mais belo jardim do país, que é também considerado o maior jardim Oriental da Europa: o "Bacalhoa Buddha Éden - Quinta dos Loridos."

Com uma extensão de 35 hectares, o Bacalhôa Buddha Eden foi criado em protesto contra a destruição dos Budas Gigantes de Bamyan (Afeganistão), um dos maiores atos de terrorismo cultural de que há memória! Joe Berardo é um colecionador compulsivo, podemos ver isso em todas as suas exposições e este espaço, sempre em crescimento é mais um dos exemplos disso.

Nós fomos depois do almoço e passeamos pelo jardim até à hora do fecho. O parque dispõe de um Comboio Turístico que proporciona uma visita mais confortável. O percurso de comboio tem 3 estações onde podemos entrar e sair para explorar os recantos do jardim. Não andamos a correr e conseguimos explorar todo o parque de forma tranquila e relaxante.
Ao longo do percurso vimos inúmeras estátuas de Budas, Pagodes, Terracota e várias outras esculturas que se encontram harmoniosamente entre a vegetação do jardim. A dimensão das estátuas é o que mais impressiona.

A escadaria central é um dos pontos principais do jardim, onde os Budas Dourados nos dão as boas-vindas. No centro do jardim existe um lago artificial onde podemos ver os peixes koi e atravessar uma ponte. Há também um espaço enorme dedicado ao continente Africano.

É sem dúvida um jardim monumental, com características únicas no nosso país e que nos proporciona uma viagem a outras culturas, nomeadamente a oriental. É um passeio que vale a pena fazer.

quarta-feira, 11 de junho de 2025

Passeio de Barco nas Portas de Ródão


Surgiu a oportunidade de fazer um passeio de barco por uma das 7 Maravilhas de Portugal - as Portas de Ródão - com a
Wildest e porque não aproveitar?

Foi um passeio de 1 dia que incluiu passeio de barco e almoço.

Embarcamos no cais fluvial de Vila Velha de Ródão e navegamos pelo Rio Tejo cerca de 50 minutos, passando pelas emblemáticas PORTAS DE RÓDÃO, consideradas Monumento Natural Nacional.

As portas consistem em duas paredes escarpadas, cada uma com cerca de 170 metros de altura, que funcionam como portas e como uma passagem mais estreita. Aqui encontra-se a maior colónia de grifos do país, que conseguimos avistar facilmente. É realmente uma beleza natural impressionante.

O resto do passeio serve para apreciar as margens do rio assim como toda a paisagem envolvente. 
O mais surpreendente é a tranquilidade que se sente. É sem dúvida um passeio muito bonito pela natureza. 

O almoço foi simples e saboroso.

No final do passeio de barco fomos visitar o Castelo do Rei Wamba e a sua torre de menagem (a única parte restante). No cimo também existe um miradouro que tem uma vista privilegiada para o Rio Tejo.

Foi um dia interessante e bem passado.

segunda-feira, 19 de maio de 2025

Passadiços do Mondego



Conhecer os passadiços do Mondego já estava na minha lista desde de 2022, altura em que foram inaugurados. No entanto, nunca surgiu a oportunidade até este ano, em que decidi juntamente com umas amigas, ir até à Guarda percorrer os famosos passadiços.

Para fazer o trilho é necessário adquirir um bilhete com antecedência, exclusivamente online (tickets.visiteguarda.pt) que custa 2,5€ por pessoa.

Os passadiços estão integrados no Parque Natural da Serra da Estrela e no Estrela Geopark Mundial da UNESCO. O percurso estende-se entre a Barragem do Caldeirão e a aldeia de Videmonte. Nós optámos por iniciar a caminhada junto à barragem do Caldeirão, pois é oficialmente o sentido recomendado.

São 12 km de caminhada sempre junto às margens do rio Mondego e afluentes com paisagens de cortar a respiração. O percurso aproveita cerca de 5 km de caminhos rurais já existentes (a maioria em terra batida) que vão intercalando com os 7 km de passadiços. É fascinante a dimensão do passadiço!

A caminhada ao longo dos passadiços é uma verdadeira imersão na natureza, pois ao longo do trajeto, podemos ver cascatas, pequenas lagoas e rochas impressionantes.

Existem poucas sombras, por isso não é aconselhável ir com muito calor e os locais para descanso ou piquenique também são escassos, no entanto, existem casas de banho, a meio do percurso.
Levámos almoço e conseguimos um spot fantástico improvisado à beira do rio.

O percurso é considerado de dificuldade média, que com o calor poderá se tornar de dificuldade elevada. É necessário ir com algum preparo físico, pois o mais difícil foi mesmo subir e descer tantos degraus. Mas no final de tudo, apesar de todo o esforço, não há a menor dúvida que valeu bem a pena. 

O regresso ao inicio, foi feito de taxi, que contratamos no final, pois já não havia pernas para voltar a pé!!

quinta-feira, 24 de outubro de 2024

Roteiro 15 dias pelo Japão

 


O Japão é um país que fascina qualquer um, principalmente pela sua distância, quer geográfica, quer cultural. É daqueles países que estava no meu imaginário, e no topo da minha lista de locais a visitar há algum tempo. Este ano chegou a oportunidade de conhecer a Terra do Sol Nascente.

Decidimos ficar 3 semanas no Japão devido à sua distância geográfica e diversidade cultural. Depois de muitas pesquisas encontrámos um voo relativamente barato de Lisboa para Seul (Incheon) pela Korean Airlines com escala em Amsterdão.
A ideia de ir até Seoul pareceu-nos a desculpa perfeita para encaixar uma visita à Coreia também! 
Ficámos 2 dias em Seoul, na ida e na volta. Seoul é a capital e a maior cidade da Coreia do Sul. É uma cidade surpreendente! Entre as suas muitas atrações, destacam-se palácios, templos, santuários, belos parques públicos, design de ponta e centros comerciais gigantes.

Visitámos:
- Gyeongbokgung Palace
- Bukchon – a vila antiga
- Changdeokung Palace
- Myeondong
- Insadong
- Bairro de Gangnam
- Bairro de Hongdik
- Mercado Namdaeman

Seoul é também conhecida por ser um paraíso para a compra de cosméticos, adquiridos por baixos preços, com produtos de excelentíssima qualidade que em outros lugares do mundo seriam pagos a preço de ouro.

Dica: O cartão T-money é usado para pagar os transportes públicos (autocarros e metro). Compra-se e carrega-se nas lojas de conveniência, como o 7 Eleven ou no CU. Pode ser comprado com cartão bancário, mas os carregamentos só podem ser feitos com dinheiro. Atenção: não se vende nas bilheteiras do metro, tem mesmo de ser nas lojas de conveniência.

Depois de Seoul viajamos para Tokyo numa low-cost japonesa. Seguimos para o Japão numa viagem de 14 dias, com um roteiro ambicioso que nos permitiu conhecer uma parte do país, no entanto, muitos destinos ficaram de fora, pois o país é imenso e tem opções de itinerário quase infinitas.
Tivemos que fazer escolhas difíceis porque o tempo é limitado e com muita pena nossa, eliminámos Nikko, Monte Koya e Kanazawa do nosso itinerário. Gostaríamos também de ter pernoitado num Ryokan mas não houve tempo.

O nosso roteiro de viagem foi este:
Dia 1: Chegada a Seoul
Dia 2: Seoul
Dia 3: Seoul
Dia 4: Voo para Tokyo
Dia 5: Tokyo (Asakusa, Harajuku, Shibuya)
Dia 6: Tokyo (Tokyo Station, Palácio Imperial, Ginza, Tokyo Tower, Shinjuku)
Dia 7: Daytrip a Kamakura
Dia 8: Daytrip ao Monte Fuji
Dia 9: Kyoto (Kinkakuji Temple, Fushimi Inari)
Dia 10: Kyoto (Kiyomizu-Dera, Ninenzaka, Sannenzaka, Hokanji, YasakaShrine, Gion, Nishiki Market, Pontocho Street)
Dia 11: Daytrip a Nara
Dia 12: Kyoto (Arashiyama) e Ashiya
Dia 13: Ashiya, Himeji e Hiroshima
Dia 14: Hiroshima
Dia 15: Ilha de Miyajima
Dia 16: Osaka
Dia 17: Osaka e Viagem para Seoul
Dia 18: Seoul
Dia 19: Viagem de regresso

1 - Tokyo
Começamos o nosso roteiro em Tokyo, a capital do Japão. Tokyo é uma cidade gigantesca, com milhares de pessoas a cruzar ruas, a viajar de comboio e metro, a trabalhar, a comer ou a fazer compras. É uma cidade que não nos deixa parar.
Escolher o melhor lugar para se hospedar em Tokyo é algo que depende do estilo de viagem e do orçamento. Para mim, o fator mais relevante na escolha é o preço e a proximidade aos transportes. Por isso, depois de uma pesquisa exaustiva escolhemos o bairro de Ueno, que recomendo pela sua localização e tranquilidade.
Ficámos 5 dias na cidade. O 1º dia em Tokyo serve praticamente para entender como nos locomovemos na cidade e para nos situarmos. Aproveitamos o 1º dia também para comprar cartão SIM e o cartão SUICA, que é um método muito prático para pagar os transportes. pois funciona em todos os comboios, metro e autocarros, nas várias cidades do Japão.
Tokyo é uma cidade imensa e as melhores atrações são os bairros e as ruas, por isso o melhor é vaguear pelas ruas.

- Harajuku, bairro onde visitámos o Templo Meiji e a Takeshita Street - uma rua alternativa com cultura pop japonesa.
- Asakusa, o é bairro mais tradicional de Tokyo, com o templo Senso-ji, rickshaws e diversas lojinhas
- Shibuya, é um dos bairros mais famosos e movimentados de Tokyo. É um bairro com imenso comércio, edifícios com ecrãs gigantes e com publicidade e música frenética. Aqui localiza-se o maior cruzamento do mundo - o Shibuya Crossing, onde atravessam 3000 pessoas a cada vez que o semáforo abre. Aproveitámos para ir ao Starbucks café, de frente para o cruzamento e assistamos ao cruzamento mais louco do mundo!! A vista é privilegiada.
- Shinjuku, é um bairro também bastante movimentado e para ir à noite. Aqui jantámos yakitoris (pequenas espetadas de carne grelhadas na hora, tradicionalmente em fogareiros a carvão) no Piss Alley ou Omoide Yokocho que é uma rua pequena recheada de minúsculos restaurantes com um ambiente tradicional, mas que aparenta ser meio underground, uma espécie de submundo alternativo;
De seguida fomos ver o Golden-gai que é o exemplo de como uma zona decadente se torna de repente trendy, com os seus pequenos bares, nalguns dos quais cabe menos de meia-dúzia de pessoas.
- Ueno, o bairro onde ficámos alojada. Aqui existe um mercado de rua - Ameyayokocho que tem de tudo, peixe fresco, frutos do mar seco, frutas descascadas em espetos, roupas, bolsas, tudo...
- Akihabara, também conhecido como o Electric Town. Aqui encontramos prédios inteiros dedicados a anime, manga, cosplay e salões de video-jogos.
- Chiyoda, bairro onde existem muitas instituições governamentais, como a Assembleia, a residência do Primeiro Ministro, a Estação de Tokyo e o Palácio Imperial cujo acesso está interdito.
- Ginza, a zona mais elitista e cara da cidade, com avenidas amplas e lojas de marcas de luxo. É a região de Tokyo mais cosmopolita.


2 - Kamakura
Kamakura fica a 48kms de Tokyo e optamos por ir de comboio. Chegámos lá sem dificuldade e passámos o dia a visitar os templos da cidade.
Kamakura foi a capital feudal do Japão de 1185 a 1333 e isso reflete-se na quantidade de templos que existem na cidade.
Chegadas a Kamakura iniciámos a nossa visita no Tsurugaoka Shrine, um santuário em homenagem a Hachiman, o Deus da Família. É um dos templos mais importantes de Kamakura, que foi construído em 1063.
De seguida, visitámos o Kenchoji-zen Temple que é constituído por vários pavilhões e salas de meditação.
Depois do almoço, afastamo-nos um pouco do centro da cidade e fomos visitar o Great Buddha Temple, um dos templos mais visitados. O buda de Kamakura é um sobrevivente do templo Kotoku-in, que foi destruído por um tsnumani no século XV. O templo não foi reconstruído, mas o buda continua onde estava, sobre uma enorme plataforma de pedra. A figura é impressionante, com os seus 11 metros de altura (somente o de Nara é maior que este).
A cerca de 500m fica o templo Hasedera um templo muito bonito, com jardins muito cuidados e cheios de estátuas de budas em miniatura. No templo existe também um bonito terraço com vista da cidade e do mar.
Um pouco mais abaixo fomos ver o praia de Yuigahama, a praia mais popular da cidade. De seguida, voltámos para o centro da cidade e visitámos a rua Komachi e as suas lojinhas de recuerdos.


3 - Monte Fuji
É a montanha mais alta do Japão (3.776 metros) e um dos principais símbolos do país. Para os japoneses, o Fuji san (como lhe chamam) não é apenas um monte, é um local sagrado. No entanto, para vê-lo, o dia tem que estar aberto, e mesmo assim é preciso ter paciência, pois muitas vezes fica encoberto pelas nuvens várias vezes durante o dia. A esperança era estar um dia solarengo para poder contemplá-lo mas não tivemos essa sorte.
Fomos de autocarro de Tokyo para Kawaguchiko. Uma vez lá, para chegar aos sítios visitáveis tivemos que apanhar alguns comboios cujas carruagens são verdadeiras obras de arte. 
Durante a nossa passagem pelo Fuji, nunca conseguimos contemplá-lo, pois esteve todo o dia chuvoso e nebulado e o seu perfeito formato cónico esteve sempre envolto num manto de nuvens. Ficámos um pouco desanimadas, mas não querendo desistir, esperámos e esperámos mas nem um pequeno vislumbre do monte tivemos.
No entanto, valeu pela experiência!

4 - Kyoto
Kyoto foi capital do Japão e a residência do imperador de 794 a 1868. Durante este tempo, acumulou uma coleção enorme de palácios, templos e santuários, construídos para os imperadores, gueixas e monges. Como não foi bombardeada na segunda guerra, ela ainda possui a arquitetura antiga.
A cidade tem o cenário que esperamos encontrar no Japão. Um Japão mais tradicional com as Gueixas, casas de madeira de arquitetura tradicional, e muitos templos. É sem dúvida uma cidade charmosa, que encanta! Nós ficamos 4 dias em Kyoto e, seguramente, não vimos tudo o que gostaríamos.

Templos que visitamos:
- Templo Fushimi Inari - é um dos principais santuários Xintoístas de todo o Japão. Ainda assim, é mais famoso pelos seus 30 mil portais vermelhos (Toris) para trazer prosperidade aos negócios
- Kinkaku-ji Temple, o templo do pavilhão dourado. O edifício está coberto por uma folha de ouro puro.
- Kiyomizu-dera Temple - a sua arquitetura é famosa pelos seus grandes pilares de madeira, que seguram a varanda e impressiona saber que os pilares não têm nenhum prego. Este templo é fascinante.
- Yasaka Shrine - é um santuário localizado no Maruyama Park, e é um local de culto onde as pessoas pedem os seus desejos, tocando os sinos do santuário,
- Gion Corner - é um distrito tradicional localizado no coração da cidade, com edifícios de madeira e ruas pedonais. O bairro tem muitas lojas, casas de chá e restaurantes discretos, frequentadas por gueixas e maiko (aprendiz de gueixa). Aqui aproveitámos para entrar numa casa de chá e de saborear um chá japonês tradicional.
- Arashiyama - distrito um pouco afastado do centro da cidade onde visitámos o Templo Tenryu-ji, a famosa Floresta de Bambu, Templo Otagi Nenbutsu-ji e o Templo Adashino que tem uma floresta de bambu mais pequena mas com muito menos pessoas.
- Nishiki Market - mercado repleto de produtos com aspeto delicioso
- Pontcho Street - considerada a rua mais bonita de Kyoto, Pontcho é uma ruela estreita, próxima do bairro Gion, com muito carisma e uma atmosfera misteriosa. Existem inúmeros restaurantes e bares e por isso aproveitámos para jantar.


5 - Nara
Dia dedicado a visitar Nara, que fica a 45 minutos de viagem de comboio a partir de Kyoto e vale a pena visitar.
Nara foi a primeira capital do Japão, que deixou ali de herança os maiores e mais antigos templos. Os templos são maravilhosos e situam-se no parque de Nara onde para além dos templos existem imensos veados à solta pelo parque sempre atentos aos turistas, na expectativa de lhes calhar um biscoito (há-os à venda, criados especificamente para este efeito). 
Visitámos vários templos:
- Todaiji Temple - é o maior edifício construído em madeira do mundo e tem também o maior Buddha em bronze
- Nigatsu-do Hall - um pequeno templo que possui uma varanda com uma vista imperdível sobre Nara
- Kasuga Taisha Shrine - constituído por centenas de lanternas de pedra


6 - Himeji
A caminho de Hiroshima fizemos uma breve paragem em Himeji. Nesta cidade, fomos ver o Castelo de Himeji, pois é considerado o mais bonito e o maior do país. O castelo é o único atrativo da cidade, por isso decidimos que não valia a pena dormir na cidade. 
O castelo é realmente bonito pois a sua cor branca, com vários andares e telhados pretos sobrepostos uns nos outros torna-o verdadeiramente belo!
Após a visita e um almoço retemperador, apanhámos novamente o comboio-bala para Hiroshima.


7 - Hiroshima
Ficámos 2 dias na cidade. Incluir ou não Hiroshima no itinerário dependia do tempo mas desde o inicio fizemos questão de a incluir e ainda bem que o fizemos. É uma cidade moderna que transformou o seu passado triste em atrações para consciencializar as pessoas sobre os perigos da guerra. Pelo contrário, a cidade seguiu frente e tem um vibe muito boa.
No 1º dia, de manhã cedo, visitamos o Museu da Paz de Hiroshima, que retrata o lançamento da primeira bomba atómica. É uma experiência dura e emotiva, que recomendo a todos, pois foi uma das experiências mais comoventes de toda a viagem. Ver presencialmente os efeitos da devastação da bomba atómica e ouvir alguns testemunhos em vídeo de alguns sobreviventes, é muito emocionante. De seguida visitámos o Memorial da Paz e caminhamos pela cidade. O destaque é o Atomic Bomb Dome, a única estrutura sobrevivente da época e tornou-se um dos cartões-postais da cidade.
Viitámos também o Castelo de Hiroshima, tal qual como os vários outros edifícios da cidade, foi destruído na guerra e a construção atual é uma réplica.
No 2º dia visitámos a Ilha de Miyajimi, que fica perto de Hiroshima e é conhecida pelo seu torii gigante no meio do mar e pelo templo flutuante. 
Visitámos o templo Myajima Itsukushima, o templo que deu nome à ilha e que está construído sobre as águas da baía de Hiroshima. 
Visitámos também o Templo Daisho-in que fica no topo de um monte e que é super bonito.
A ilha é linda, com uma paisagem verdejante e também tem veados à solta pela ilha.
De regresso a Hiroshima, pegámos na bagagem e apanhámos novamente o Shinkansen rumo a Osaka – último destino da viagem


8 - Osaka
É uma das maiores e mais agitadas cidades do Japão. Ficámos aqui 2 dias e ficámos alojadas em Umeda, que fica perto da estação de Osaka, o que nos permitiu entrar e sair da cidade facilmente.

Visitámos:
- Castelo de Osaka
- Namba Yasaka Shrine - templo com uma arquitetura curiosa em forma de dragão.
- Dotonbori - bairro famoso por suas luzes néon, lojas, restaurantes e entretenimento. É um verdadeiro marco da cidade e tornou-se num dos cartões postais mais famosos de Osaka.
- Templo Shitennoji - templo reconhecido como o mais antigo templo budista do Japão. Foi fundado em 593 pelo príncipe Shotoku, que promoveu a introdução do budismo no país.
- Umeda Sky Building - arranha-céus com uma arquitetura surreal.


O Japão tem muito para oferecer! É um país que conjuga cerimónias ancestrais e a calma dos santuários com a agitação e a modernidade das grandes cidades.

Cada cidade tem uma personalidade única, oferecendo desde templos antigos e jardins zen até a agitação dos mercados de rua e a culinária local deliciosa.

As palavras de ordem no Japão são: organização e educação! Tudo por lá funciona absurdamente perfeito! É cheio de rituais e regras. Existem informações por todo lado, as ruas são super limpas, e existem sanitas super equipados por todo lado, com o assento quentinho e um controle com mil botões.
É um país extremamente seguro. Vimos crianças pequenas da escola primaria a voltar da escola, sozinhas de metrô.
Os japoneses são educados, mas não são os mais simpáticos da Ásia, são um pouco fechados mas por vezes conseguimos roubar um sorriso deles.

Dicas:
- Entre cidades viajámos de comboio-bala, porque este meio de transporte nos podia levar, de uma forma veloz, pontual e económica a todos os locais que queríamos visitar no país. Não comprámos o JR pass porque não nos compensava. Quando viajámos de comboio-bala compramos unreserved seats que são bilhetes um pouco mais baratos e que não têm lugar marcado nem horário, ou seja, podemos entrar no comboio que nos dá mais jeito!
- As lojas de conveniência como o 7Eleven, Lawson´s ou o Family Mart encontram-se por todo o lado no Japão e são ótimos locais para tomar uma refeição económica. Há sempre comida pronta, dá para a aquecer e muitas delas têm mesas e cadeiras para comer. 
- Só conseguimos levantar dinheiro nos ATM's do 7Eleven. Foi o único sítio onde davam os nossos cartões Revolut.
- Os japoneses falam pouco inglês. Ás vezes é difícil comunicar nos restaurantes por isso aconselho a escolher restaurantes que têm fotos dos pratos no menu, pois ajuda a escolher o prato e depois basta apontar para o que se quer comer.
- Ficámos várias vezes alojadas no APA Hotel que é uma cadeia de hotéis com ótima relação preço/qualidade e habitualmente estão muito bem localizados nas cidades.


quinta-feira, 20 de junho de 2024

UNEXPLORED ALBÂNIA



Fazia já algum tempo que queria visitar a Albânia, mas foi sempre ficando para trás nas minhas viagens até que este ano decidi que era desta.
Não é a minha primeira vez nos Balcãs, pois já estive na Croácia, Montenegro e Bósnia, países que gostei muito de visitar e certamente que a Albânia não iria ficar atrás. E não ficou!!

O tempo obrigou-nos a fazer escolhas e excluímos o norte da Albânia do nosso roteiro, com muito pena.
Estivemos 9 dias a visitar o país e para aproveitar ao máximo alugámos um carro. A ideia era nunca estar muito tempo no mesmo lugar e saltitar de uma cidade para outra para tirar o máximo partido da cultura, das tradições, da gastronomia, das gentes, das paisagens, sem horas marcadas ou preocupações.

A viagem começou e terminou na capital Tirana. Foram 9 dias a explorar ao máximo tudo o que o país nos tinha para oferecer.

1 - TIRANA
Cidade pequena mas que me surpreendeu pela positiva, pois é uma cidade interessante com uma vibe bem agradável.
Tem algumas atrações que visitámos:
- Skenderberg Square – uma grande praça onde existem alguns museus como o museu nacional de historia, o museu nacional de ópera e ballet, existe também o monumento Skenderberg - um dos maiores heróis nacionais, que ajudou a libertar esta região do controlo do Império Otomano.
- Et’hem bey mosque - localizada na praça Skendenberg esta mesquita pequenina é surpreendente pois os detalhes do interior são de deixar qualquer um admirado.
- Pirâmide - é um edifício em forma de pirâmide que antigamente era um museu sob o legado comunista e agora é um centro de investigação para jovens. É possível subir ao topo e admirar as vistas sobre a cidade.
- Castelo de Tirana - ainda só restam as muralhas do castelo e transformaram o interior numa espécie de mercadinho a céu aberto, onde para além de algumas lojas, encontramos vários restaurantes e cafés. Todo este comércio tem muito bom aspeto.
- Pazaar i Ri - considerado o novo bazar de Tirana, é um espaço ao ar livre com restaurantes, bares e um mercado onde são vendidos vários tipos de produtos.
- Dajti Express - é um teleférico localizado ligeiramente fora do centro de Tirana e oferece umas vistas incríveis sobre a cidade. A viagem demora cerca de 15-20 minutos e leva-nos até a um miradouro na montanha Dajti. O passeio de teleférico vale a pena.
- Bunk'art 1 e 2 - o país possui 168.000 bunkers, que foram construídos durante a ditadura e 2 deles são agora museus e localizam-se na capital. Apesar de ser um sitio que queríamos muito visitar não conseguimos, pela falta de tempo.
Aqui ficámos alojadas 2 noites no Marion 
Hotel que recomendamos pela sua localização e pelo staff, que foi excecional. 
No dia seguinte, seguimos para o interior do país.

2 - BERAT
Berat é Património Mundial da UNESCO e é conhecida por ser a cidade das mil janelas e de facto compreende-se porquê. A vila é atravessada por um rio e de um lado e do outro existem casinhas construídas numa colina com imensas janelas, um legado Otomano. É um verdadeiro cartão-postal. É sem dúvida uma vila bastante charmosa e rústica.
Subimos até ao castelo de carro e visitámos o interior do castelo, que ainda é bastante grande. Aqui ainda moram pessoas e existem igrejas, uma mesquita, um museu e algumas lojas e restaurantes.

Seguimos para o sul do país, quase perto da fronteira com a Grécia.

3 - PERMET
No caminho para Permet, fizemos uma paragem na cidade de Tepelene, que não valeu muito a pena. Seguimos para Permet que inicialmente não constava do nosso roteiro mas que foi acrescentado por sugestão de um conhecido albanês e ainda bem porque valeu muito a pena. Aí ficamos a conhecer o rio Vjosa, e a sua história pois este é considerado o último rio selvagem da Europa.
A cidade de Permet é pequena mas vale a pena conhecer pela sua localização, pois situa-se numa colina banhada pelo rio Vjosa e rodeada por umas montanhas belissimas e gigantescas.
Aqui conhecemos os banhos termais de Benja e aproveitamos para nadar na água naturalmente aquecida.

Partimos de Permet em direção a Gjirokaster.

4 - GJIROKASTER
Cidade histórica classificada como Património Mundial da Humanidade pela UNESCO. Gjirokastër é uma cidade pequena e um dos exemplos raros de uma cidade Otomana. É particularmente conhecida pelo seu Bazar Antigo do tempo do Império Otomano. Aqui encontramos casinhas tipicas, várias lojas de souvenirs, restaurantes, bares e cafés. Uma atmosfera muito agradável.

De Gjirokaster fomos visitar o "Blue Eye” que está a 36km de Gjirokaster. É um parque natural com uma nascente de água de cor azul intensa, um fenómeno natural impressionante.
É preciso pagar para entrar no parque (1€) e o percurso demora cerca de 20 min para chegar à zona com água. O percurso é alcatroado com poucas sombras e tem algumas subidas e descidas, que com o calor pode tornar-se insuportável!!

No dia seguinte, viajamos para a costa, atravessando as montanhas e entramos na chamada “Riviera Albanesa”, uma linha de costa, com cerca de 130 Km, que vai desde as praias de Ksamil até à cidade de Vlorë.

5 - KSAMIL
Em Ksamil fomos logo visitar o Butrint National Park, um parque arqueológico que faz parte da lista de Património Mundial da Unesco. Habitada desde os tempos pré-históricos, a cidade de Buthrotum terá sido, segundo a mitologia clássica, fundada por exilados em fuga depois da queda de Troia.
A visita a esta cidade antiga é uma viagem através dos tempos da história, testemunhando as civilizações Helénica, Romana, Bizantina, Veneziana e Otomana.
A visita é bastante agradável e organizada, onde é possível ver as ruínas de mais de uma dúzia de edificações.

Depois da visita cultural estava na hora de finalmente experimentar as águas azulinhas da Riviera Albanesa. Escolher uma praia nesta zona é difícil pois a lista é infindável, mas depois de alguma pesquisa, escolhemos a Praia Pulbardha. A praia é relativamente pequena e está toda concessionada. Alugámos 2 espreguiçadeiras e 1 guarda-sol junto à água pelo valor de 1000 LEK (10€).

Seguimos para Sarande, mas pelo caminho fizemos um desvio para o Castelo Lëkurësi. Daqui a vista sobre Ksamil, a ilha de Corfu e Sarande é incrível. No castelo existe um restaurante/bar que estava cheio de gente. Por sorte encontramos uma mesa onde ficámos a beber um refresco e assistimos ao pôr do sol. Que momento mágico!!!

6 - SARANDE
Saranda é considerada a capital da Riviera Albanesa. É uma cidade bastante grande e cosmopolita, com uma marginal moderna, à beira mar. No entanto, a cidade pode tornar-se um pouco claustrofóbica pela intensidade de edifícios, uns em cima dos outros.
Os hotéis são imensos e por isso a escolha pode tornar-se difícil. Seguimos o conselho de A Ticket to Take Off e ficámos 2 noites no Hotel Portanova, que fica na ponta sul da cidade com acesso a uma praia “privada” e direito a 2 espreguiçadeiras e um guarda-sol, o que compensa!

Aqui aproveitamos para descansar e fazer praia. Num dos dias, por indicação de um conhecido fizemos passeio de barco. O passeio de barco foi muito agradável, fizemos algumas paragens em praias desertas e mergulhamos em alto mar. Foi um dia incrível e divertido.

Nos dias seguintes, iniciámos a nossa viagem pela Riviera Albanesa, encontrando ao longo da estrada dezenas de praias de água azul turquesa, onde fomos parando e pequenas aldeias que fazem recuar no tempo.

7 - DHERMI
Dhermi é uma dessas aldeias, uma aldeia típica localizada num ponto alto e com vistas espetaculares para o mar. Aqui ficámos 2 noites.
Num dos dias visitámos a Gjipe Beach, uma das praias mais populares da região. Esta praia é apenas acessível de barco, de 4×4 ou por uma longa caminhada de 20-30min com um piso irregular, que foi o que fizemos. Mas valeu a pena, pois era um verdadeiro paraíso. O motivo para esta praia ser tão popular é a paisagem de fundo que tem um canhão montanhoso que é possível explorar a pé. É realmente impressionante.

O dia seguinte foi passado entre mergulhos na Drymades Beach que é mais uma praia de pedrinhas e mar azul turquesa. Esta foi uma das nossas preferidas. A praia é bastante extensa, fácil de estacionar e muito agradável.

Durante a tarde tivemos que regressar a Tirana e por isso metemo-nos pela estrada até Vlore, passando no Llogara Pass, que é a estrada que está integrada no Parque Nacional de Llogara e que serpenteia as Montanhas Ceraunian ao longo da Riviera Albanesa. Há uma parte da estrada que é um verdadeiro zig-zag mas as vistas são deslumbrantes. A viagem até Vlore ainda é grande. Em Vlore fizemos uma pequena paragem à beira de uma praia para apreciar a paisagem que é bastante bonita e depois seguimos para Tirana.


DICAS:
- ter sempre dinheiro, pois não são aceites pagamentos com cartão em praticamente lado nenhum (100LEK=1€)
- os levantamentos nas caixas de multibanco cobram taxas altíssimas mesmo com cartão Revolut
- a maioria das praias têm pedrinhas, por isso, são aconselhados sapatos de água para não magoar os pés


Albânia é um país seguro com belezas naturais incríveis e com um povo muito simpático. É um país que oferece a perfeita simbiose entre cultura, natureza e praia. As praias são simples e rústicas que apesar de serem concessionadas ainda continuam praias simples. A comida é muito saborosa. É uma junção de comida grega e italiana. Os albaneses são um povo muito simpático e muito acolhedor.

É sem dúvida um país com imenso potencial e que ainda não foi entregue ao turismo em massa, mas já não falta muito tempo!

sábado, 4 de maio de 2024

Viagem de carro por Ávila e Segóvia

Aproveitei o feriado 1 de Maio para fazer uma escapadinha de carro por Castela e Leão, de forma a visitar as cidades espanholas de Ávila e Segóvia.

De Coimbra a Ávila são cerca de 425km. Saímos de Coimbra de manhãzinha e chegámos a Avila por volta das 16h30, com paragens pelo meio.

Ávila é conhecida como a cidade-berço de Santa Teresa e a sede da Grande Inquisição, declarada Património Mundial da UNESCO.

Um dos destaques da cidade é a sua muralha medieval, pois é umas das muralhas medievais mais bem preservadas da Europa, cuja planta mantém-se inalterada e intacta, tendo sido palco de várias batalhas entre mouros e cristãos. E quando se chega a Ávila, realmente ninguém lhe fica indiferente pela sua magnitude.


O centro histórico de Ávila é pequeno, no entanto, alberga uma grande diversidade de monumentos e atrações históricas, incluindo igrejas, conventos e palácios.

Fomos sem grandes planos e andámos a calcorrear as ruas empedradas descontraidamente e acabámos por ficar encantadas com a cidade.

Ficámos alojadas 2 noites no Hotel las Leyendas, que apesar de estar situado extramuros, está muito bem localizado pois está praticamente encostado à muralha.

No dia seguinte fomos conhecer Segóvia, mais uma cidade considerada Património da Humanidade pela UNESCO.

Começamos o nosso roteiro junto ao Aqueduto de Segóvia, um dos monumentos romanos melhor preservados na Península Ibérica. O Aqueduto é uma obra-prima da engenharia romana que se estende e destaca majestosamente na cidade.



De seguida, perdemo-nos pelas ruas da cidade medieval e descobrimos a Catedral de Segóvia, uma majestosa construção gótica, também digna de destaque. Pagámos bilhete para entrar e visitar o seu interior que se revelou igualmente bela e riquíssima.



Por último, visitámos o Alcázar de Segóvia que é outro destaque notável. É um castelo com uma imponente estrutura, construído sobre um penhasco rochoso erguendo-se acima da cidade. 
O Alcácer de Segóvia foi inicialmente usado como fortaleza e palácio real. Mas, após a instalação da Corte em Madrid, perdeu a sua condição de residência real e foi transformado em prisão estatal. Este antigo palácio real, que remonta ao século XII, parece um palácio de conto de fadas. O seu estado de conservação é impressionante e a visita ao seu interior permite a entrada em esplendorosos salões, salas e torres com maravilhosas vistas panorâmicas sobre a cidade. É, muito provavelmente, a atração mais espetacular de Segóvia – e a sua visita é, para mim, imprescindível.



Resumidamente, visitar estas 2 cidades é fazer uma viagem no tempo pela Espanha medieval. São sem dúvida 2 cidades encantadoras, notórias pela sua história e arquitetura medieval, que valem a pena conhecer.