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sábado, 4 de junho de 2011

Passeio pelo Alentejo


Mais umas férias e desta vez, decidimos passar as férias cá dentro. Afinal, Portugal é maravilhoso e com imenso para ver.
Para além de paisagens lindas, todos os sítios têm história e a comida é a melhor do mundo. Então, porque não explorar o melhor que o nosso país tem?
E assim foi, eu, a minha irmã e a Salete optámos por ficar cá dentro e a região eleita foi o Alentejo.

Partimos de carro de Lisboa em direcção a Évora.
1º dia - Évora
Cidade muralhada cheia de história e de encanto. Pernoitámos no hostel Sant'Antão na Praça de Giraldo. Muito bem localizado e com boas condições.
Iniciámos a visita à cidade pelo Jardim Botânico, onde está o Palácio de D. Manuel. Seguimos para a Capela dos Ossos, visitámos as igrejas, a Catedral, os Palácios e obviamente o Templo de Diana, que se ergue desde o século I d.C. Percorrémos as ruas e ruelas medievais que possuem muito encanto. Sem dúvida, é uma cidade encantadora, cheia de vida e de animação.
2º dia - Portel, Vidigueira, Ruínas S. Cucufate, Cuba, Beja.
Saímos de Évora por volta das 12h e partimos pelo IP2 em direcção a Portel. Em Portel, parámos para visitar o castelo, que é enorme e cujas muralhas estão praticamente intactas. No entanto, o inteior está um bocado abandonado. É uma pena! Mas foi o que mais constátamos ao longo de toda a nossa viagem, que o nosso Património histórico está completamente ao abandono e isso entristeceu-nos bastante. Enfim, mais uma daquelas políticas que não perecebemos!!
Acabámos por almoçar nesta localidade e depois seguimos para Beja, passando pela Vidigueira e Cuba.
Chegámos a Beja, por volta das 17h. Aí permanecémos na pousada de juventude.
Visitámos o castelo que já estava fechado, no entanto, andámos a explorar a cidade percorrendo as suas ruas e ruelas também muito pitorescas e a relaxar numa esplanada.
3º dia - Serpa, Pias, Moura, Barragem do Alqueva, Reguengos de Monsaraz, Monsaraz, Mourão.
Saímos de Beja pela manhã, rumo a Serpa. Em Serpa visitámos as muralhas, que ainda possui alguns importantes panos de muralhas. Pareceu-nos uma cidade pacata, aninhada dentro da sua muralha, e com um encanto único que tão bem caracteriza o alentejo.
De seguida passámos por Pias, Moura, onde parámos para almoçar e visitar a cidade.
Esta por sua vez estava bastante movimentada. Mais um castelo, e este estava em recuperação, por isso não deu para visitar.
Continuamos a viagem, vislumbrando sempre paisagens magnificas de campos e campos dourados pontuados. Surge entretanto o rio Guadiana que começa a serpentear os campos, até que nos deparámos na Barragem do Alqueva, a maior barragem da Europa e que torna a paisagem bastante agradável.
Daí vamos para Reguengos de Monsaraz e finalmente Monsaraz.
Lá foi a surpresa total. Ergue-se no alto uma vila medieval cercada por muros. Interessantíssima! As ruelas, as casas, os cafés e as lojinhas de artesanato, todas com uma vista fabulosa. Absolutamente encantador!
Próxima paragem foi Mourão, que também possui um castelo imponente, mas que está, mais uma vez, completamente abandonado. Uma pena!!
Dali fomos para o nosso pequeno "paraíso" onde pernoitámos no "Monte Falperras". Um verdadeiro paraíso, delicioso e onde recarregámos as baterias.
4º dia - Redondo, Estremoz, Borba, Elvas, Badajoz.
Saímos de manhã, após um pequeno-almoço maravilhoso e rumámos para norte em direcção a Estremoz. Cortámos a Serra D'Ossa, passámos pelo Redondo e parámos em Estremoz. Ainda chegámos a tempo da feira de artesanato que é realmente uma feira digna de se ver. Depois de almoço fomos dar um passeio pela cidade, subimos ao castelo e visitámos a capela da Rainha Santa, que segunda a senhora, que nos abriu a porta, foi em tempos o quarto dela. Entrámos na pousada (soberba!) e subimos à Torre de Menagem que possui uma vista espectaular.
De seguida, passámos por Borba e fizémos uma paragem em Elvas e Badajoz. Elvas revelou-se uma cidade muito grande mas um pouco suja e desprezada. Badajoz, por sua vez uma verdadeira metrópole. Porque será estas diferenças??
5º dia - Vila Viçosa, Alandroal, Terena, Évoramonte
Partimos para Vila Viçosa de manhã e visitámos o palácio ducal onde viveram reis e rainhas de tempos passados, e que revelou-se extraordinário!
Ao visitá-lo é possível imaginar o ambiente familiar que ali se viveu. Cada uma das divisões tem uma história para contar. Vale mesmo a pena!
Ainda nesta vila visitámos o Castelo e o Santuário de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, que se situam dentro dos muros medievais do castelo.
Depois de Vila Viçosa fizémos uma paragem no Alandroal para almoçar e uma paragem em Terena para visitar o Castelo, que se vislumbra belo ao longe mas à medida que nos aproximamos vamos nos aperecbendo da detrioração.
No caminho já para Lisboa, parámos em Évoramonte, que também possui um castelo lindíssimo, que se ergue imponentemente lá no alto.
De lá partimos para Lisboa, terminando assim a nossa viagem por esta região de Portugal.
Esta viagem pelo Alentejo foi inesquecível onde vimos paisagens assombrosas, de campos dourados pontuados por oliveiras e sobreiros, cidades e aldeias históricas aninhadas junto a muralhas medievais, aliado a uma gastronomia única e deliciosa.

sábado, 23 de abril de 2011

Patrick Watson em Coimbra



Ontem tive o privilégio de assistir a um concerto inesquecível cá em Coimbra, no TAGV, que foi o concerto "Patick Watson".
O Patrick veio acompanhado pela sua banda, Robbie Kuster, Mishka Stein, e Simon Angell, 3 músicos fantásticos, que deram um espectáculo digno de se ver, do inicio ao fim!
Foi um concerto cheio de melodias e imprevisibilidades sonoras.
A voz do Patrick é uma delícia sonora, que aliada ao seu piano, transporta-nos através das mais variadas e exuberantes experiências musicais.
A sua voz aliada aos outros músicos e à diversidade instrumental que possuem, torna o concerto único e diria quase mágico!
Pará além de toda esta performance, o Patrick Watson também se revelou um excelente comunicador e entertainer, com sentido de humor, onde o riso esteve presente.
Foi um concerto simplesmente espantoso!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Talvez...



A esta hora branda d’amargura,
A esta hora triste em que o luar
Anda chorando, Ó minha desventura
Onde estás tu? Onde anda o teu olhar?

A noite é calma e triste… a murmurar
Anda o vento, de leve, na doçura
Ideal do aveludado ar
Onde estrelas palpitam… Noite escura

Dize-me onde ele está o meu amor,
Onde o vosso luar o vai beijar,
Onde as vossas estrelas co fulgor

Do seu brilho de fogo o vão cobrir!
Dize-me onde ele está!… Talvez a olhar
A mesma noite linda a refulgir…

Florbela Espanca, Trocando Olhares

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Workshop de Lomografia

Neste momento estou de costas voltadas para a fotografia digital e dediquei-me inteiramente à analógica e à lomografia.
Apesar de não perceber muito, tenho investido algum do meu tempo para praticar. Parece fácil mas não é. Tem os seus truques, mas nada que com a prática não se consiga.
Resolvi então, frequentar um workshop de lomografia em Lisboa, na Embaixada Lomográfica para me aprefeiçoar nesta arte.
Apesar de ter ficado um pouco desiludida com o workshop, porque esperava mais, aprendi alguns truques e dicas, que passei a praticar.
Recebi as fotos há pouco tempo e tenho a dizer que apesar de tudo, não estão nada más.
Ficam aqui algumas fotos tiradas nesse workshop com a minha Diana F+.
Espero que comentem ou que tecem alguma critica (construtiva, claro) para poder melhor.













quarta-feira, 30 de março de 2011

Viena-Bratislava-Budapeste

E assim foi mais uma viagem de mochila às costas com direito a comboio e tudo! Lá fomos nós, 4 raparigas à procura de aventura pela Europa!


A viagem começou em Budapeste onde apanhámos o comboio, na estação de Keleti, para Viena, que durou 3 horas bem passadas a jogar Bismark.
Budapeste nesta altura pareceu-nos cinzenta e suja e a ansiedade para chegar a Viena era mais que muita.

Chegámos a Viena à estação Wien Meidling por volta das 20h e aí estivémos um pouco à nora para apanharmos o metro para a pousada, mas como boas portuguesas que somos lá nos desenrascámos. Saímos em Kettenbruckengasse, no Nashmarkt e demos logo com a pousada "Wombats City Hostel". Espectacular! Recomendo totalmente. Foi uma bela surpresa.

Foram 3 dias a passear em Viena, que revelou-se ser uma cidade majestosa e imperial, com todos os seus palácios e palacetes. A cidade respira música e história e é bastante limpa e civilizada.

Passámos um bocado de frio mas nada nos impediu de correr Viena de cima a baixo. Visitámos alguns museus e palácios. Claro que não conseguimos ver tudo, mas para mim há que realçar a Stephansdam e o Belvedere onde pude ver e admirar o famoso quadro de Klimt "O Beijo".



Assistimos também a um concerto de música clássica que também foi interessante e que melhor que tudo - não tinha dress code!!

De resto foi passear pela cidade e contemplar a sua forma de vida. Percebemos que a vida aqui não é propriamente barata, por isso lá se foram alguns euros a mais!
Terminada a visita a Viena estava na hora de pegar novamente nas mochilas e apanhar o comboio para Bratislava, capital da Eslováquia.



Dirigimo-nos à estção de Wien Sudbanhof e por meros minutos perdemos o comboio das 19h. Que chatice! Tivémos que secar durante 1h pelo próximo comboio, mas a chatice maior foi que a compra dos bilhetes era feita apenas nas máquinas automáticas, que tivémos alguma dificuldade em decifrar. Depois de muito perscrutármos a máquina, percebemos que não existem bilhetes de apenas ida para bratislava, só existem bilhetes de ida e volta e foi o que acabámos por comprar. Balcão de Informações nesta estação não existe!!!!

Viagem de comboio Viena-Bratislava foi durante 1h. Chegámos à capital eslovaca às 21h. Apanhámos facilmente o autocarro para a pousada e as pessoas revelaram-se muito simpáticas e prestáveis. A primeira impressão da cidade foi bastante positiva e manteve-se assim o resto da viagem.

Bratislava é uma cidade pequena mas que possui o seu encanto. Passeámos relaxadamente pela cidade, a contemplar a sua arquitectura e modo de vida.


O sol sempre acompanhar-nos, mas bom bom foi a sopa que comémos num restaurante tipicamente eslovaco. Foi maravilhoso, porque não era uma sopa qualquer. Era uma sopa de alho com queijo servida num pão! Extraordinário!

Terminámos de ver a cidade em meio dia e então o próximo passo foi pegar nas mochilas e rumar a Budapeste. Só que desta vez fizémos mal a pesquisa e fomos a correr desenfriadas para a Estação Petrzalka, a estação onde chegámos de Viena. Mas não era aqui que se apanhava o comboio para Budapeste. Então, tivémos que apanhar o autocarro de volta para a cidade, para a Estação Hlavaná, que ficava a meros passos da pousada onde estávamos. Inacreditável!!

Tivémos que esperar umas horitas pelo próximo comboio, mas a nossa preocupação maior era a hora de chegada a Budapeste que seria às 23h o que não é nada aconselhável, segundo os guias. Bem, não há-de ser nada! E não foi mesmo nada! Inclusivamente, cometemos uma infracção, porque apanhámos o metro até Blaha Luiza Square sem bilhete! Tivémos uma sorte, porque mais tarde descobrimos que revisores são o que abundam mais em Budapeste! Não é meninas??
Bem, Budapeste revelou-se uma cidade enorme, uma verdadeira metrópole. Foi uma agradável surpresa!
Passeámos por toda a cidade. Optámos por começar por Peste, que é a parte mais urbana e comercial, onde se concentram a maioria dos pontos turísticos. A destacar a Igreja de Sto. Estêvão, que é magnânime e o Parlamento, nas margens do Danúbio!



Em Buda visitámos o Castelo ou Palácio Real (é a mesma coisa) e passámos horas no Bastião dos Pescadores a contemplar a maravilhosa paisagem!
Esse dia foi finalizado com um banho termal divinal nas Termas de Szechenyi, onde permanecemos 3 horas seguidas dentro de água! Recomendo totalmente!

Mas no meio de toda a beleza da cidade pudemos constatar que existem muitos esquemas para extorquir dinheiro às pessoas e nós fomos alvo de uma tentativa. Por isso aqui vai uma dica, piquem sempre os bilhetes, quer seja no metro, autocarro ou eléctrico, porque existem revisores falsos que topam logo e que tentam de tudo para nos enganar. Ah, e não acreditem em revisores que não estejam fardados! São falsos!!!
Mas no final tudo acabou bem, são e salvo!
Foi uma viagem cheia de aventuras e acontecimentos. E como sempre a Europa e as suas cidades conseguem-me surpreender sempre pela positiva!

segunda-feira, 14 de março de 2011

País à Rasca


O país está à RASCA!! Sabemos todos que isto não é só de agora, é já de há algum tempo, mas o que acontece é que já não aguentamos mais esta injustiça social em que vivemos. O povo está a chegar ao seu limite e foi por isso que no passado sábado, dia 12 de Março, se uniu todo e veio para as ruas manifestar-se, aproveitando o proteso da Geração à Rasca.
A brincar a brincar, o proteso juntou cerca de 300 mil pessoas na rua.



Foram novos e velhos, famílias inteiras e crianças que participaram na marcha. Todos apelaram aos seus direitos, por melhores condições de trabalho e reclararam pelo seu futuro.
Desta vez, não houve partidos, nem entidades politicas na organização, apenas o POVO! Um verdadeiro exemplo de solidariedade nacional e patriótica.
Aqui em Coimbra, a manifestação foi morna. a praça da República estava um pouco despida, pois ao que parece a maioria das pessoas deslocaram-se até à capital para protestarem.
O país tem estado apático e entorpecido mas parece que está acordar e que já começa a dar sinais do seu mal-estar. 1º foi a eleição da musica "Lutar é Alegria" dos Homens da Luta para o Festival da Eurovisão e depois esta mega manifestação...
O país está acordar e não vamos deixar que nos continuem a pisar e a maltratar. Já existem promessas de novas manifestações. Por isso, cuidem-se governantes...

quinta-feira, 3 de março de 2011

Just Another Ordinary Day



Hoje foi mais um dia ordinário em Coimbra.
Um dia entre muitos dias da vida e que foi passado a passear pela cidade, a conversar, a trocar ideias, pontos de vista.
Também a fotografar, a observar pessoas, estilos, comportamentos, e energias(?)...
Basicamente, foi viver!
Tudo isto podemos fazer numa dia qualquer e ordinário da nossa vida, mas dependendo de como o vemos e vivemos, ele pode até se transformar num dia extraordinário.