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domingo, 28 de agosto de 2011

Algarve...soube a pouco

Todas as profissões têm coisas boas e coisas más. Existem muitas coisas na minha profissão que não gosto (mesmo), mas uma das coisas que gosto, são os horários, isto é, o "roulement". Pois permite-nos, por exemplo, juntarmos algumas folgas, de forma a ficármos uns dias sem trabalhar, o que é espectacular! E foi assim que consegui juntar 5 folgas e ir até o algarve ter com os meus pais. O que foi maravilhoso!
Já soube um pouco a férias, já que férias só em outubro, pois todos estes meses de verão, passei-os a trabalhar. Enfim...opções!
Foram 5 dias espectaculares na Praia da Oura, com bom tempo, de "papo para o ar" sem fazer nada, na bela companhia dos papás. Serviram para relaxar e abstrair-me um pouco do dia-a-dia, aqui por Coimbra. Foram uns diazinhos muito bons, apanhar sol e a dar uns belos mergulhos naquele mar magnifico de águas transparentes!

Claro que soube a pouco mas já foi muito bom!
Na vinda para cima, fizemos um desvio até à Barragem do Alqueva, que possui aquela paisagem inigualável. Visitámos a imponente obra de engenharia, que ali pacientemente estanca as águas do Guadiana, para que os terrenos tenham alguma água.

Fizémos também uma breve paragem na Aldeia da Luz, a aldeia que quanto a mim, se parece a uma aldeia fantasma, onde não se vê vivalma e que apesar de nova é uma aldeia desprovida de identidade. Pelo menos, é o que me parece.

E claro, paragem obrigatória em Monsaraz, bela vila medieval que não me canso de visitar, pois ainda em maio lá estive. Não me canso de olhar para toda aquela paisagem em redor que tanto me seduz.


Assim foi esta semana, que serviu para me reabastecer de novas energias para mais um mês de trabalho antes das férias.

domingo, 7 de agosto de 2011

Saudade



"...Saudade é amar um passado que ainda não passou,
É recusar um presente que nos machuca,
É não ver o futuro que nos convida...

Saudade é sentir que existe o que não existe mais..."

Pablo Neruda

sábado, 6 de agosto de 2011

Andanças 2011


Depois de regressar do 16º festival internacional de danças populares, que me deixou completamente exausta, ficam as saudades de todo aquele ambiente vivido e do que mais se fez por lá – Dançar!
O Andanças é um festival que promove a música e a dança popular.
Lá revivemos as danças e a música tradicional, aprendemos vários estilos de dança diferentes. Eu tentei aprender tudo de um pouco, no entanto é muito dificil conseguir ir a tudo, tal é a quantidade de actividades.
Participei nas danças castelhanas, valencianas, europeias (que foram maravilhosas), ranchos (variados), danças populares portuguesas de roda, danças orientais, escocesas, danças tribais africanas (que me deixaram rota!). Foi tudo espectacular!
Era de manhã cedo até altas horas da noite, sempre a dançar e a viver intensamente tudo o que conseguia.
Havia workshops de tudo, até de massagem, para relaxar o corpo e que bem que me soube! Tentei também um pouco de malabarismo, mas percebi que aquilo não é para mim.
O festival é caracterizado por ter gente de todo o lado. São adultos e crianças a correr alegremente por todo o recinto. Parece uma Aldeia Global.
A energia e o ambiente que se vive ali pode-se dizer que é único! Digamos que é um ambiente de partilha e de muito boa energia.
A realçar são as condições que nos são proporcionadas, quer no campismo quer em todo o espaço, e que só são possíveis graças aos muitos voluntários que nele participam.
O festival é marcado por atitudes de sustentabilidade como a utilização pessoal de uma caneca e por variadas atitudes de consciência ambiental como a simples separação do lixo e o desperdício zero! E a verdade é que quando queremos conseguimos mesmo fazer a difernça!
Foi sem dúvida um festival muito exaustivo mas ao mesmo tempo muito revigorante! Obrigadas amigas pela vossa companhia. Venha o próximo…

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Frieza


Os teus olhos são frios como as espadas,
E claros como os trágicos punhais,
Têm brilhos cortantes de metais
E fulgores de lâminas geladas.

Vejo neles imagens retratadas
De abandonos cruéis e desleais,
Fantásticos desejos irreais,
E todo o oiro e o sol das madrugadas!

Mas não te invejo, Amor, essa indif'rença,
Que viver neste mundo sem amar
É pior que ser cego de nascença!

Tu invejas a dor que vive em mim!
E quanta vez dirás a soluçar:
"Ah, quem me dera, Irmã, amar assim!..."

Florbela Espanca, in "Livro de Sóror Saudade"

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Meco, Sol & Rock N’Roll



Depois de 3 dias intensos no 17º Super Bock Super Rock ficam as saudades e a nostalgia de todo aquele ambiente festivaleiro apesar de todo o pó e falta de condições no campismo, mas tudo isto se aguenta estoicamente em nome da boa musica.

Ficam as memórias do acordar com o calor sufocante na tenda mal os primeiros raios solares apareciam, dos banhos de água gelada pela manhã, das casas de banho pestilentas e das filas intermináveis. Aliado a tudo isto ficam obviamente os momentos de convívio extraordinários, o companheirismo e a musica fabulosa acompanhar todos estes momentos.


Acrescentar a tudo isto fica também na memória o meu 33º aniversário, que foi inesquecível. O dia começou ao som de Portishead e Arcade Fire que foram arrasadores. Foi um dia passado na companhia dos meus amigos com muito boa disposição. Foi sem dúvida um dia Espectacular!!


Quanto aos concertos, destaco Arcade Fire que foram brilhantes e para mim os melhores do festival, Portishead, The Strokes e Artic Monkeys. Houve agradáveis surpresas como Noiserv, Chromeo e The Vaccines.
Ficou por ouvir Lykke Li, El Guincho, L.A. e Junip de José Gonzales, mas não dava para ouvir tudo.
menos bom foi Beirut, do qual sou fã, mas fiquei um pouco desiludida pois, o concerto foi morno, o som estava baixo demais e achei o Zach um pouco apagado. Digamos que o concerto não correspondeu às minhas expectativas. Espero voltar a vê-los, talvez numa sala mais pequena e sossegada.

Ao olhar para todo o festival digamos que a musica compensou todo o pó e sujidade dos 3 dias, por isso o saldo foi positivo. Foram 3 dias espectaculares, com musica da melhor que há. Vamos ver para o ano...

sábado, 9 de julho de 2011

Optimus Alive 2011


Para mim já começaram os festivais. O Optimus Alive foi o 1º de muitos que ainda hão-de vir este verão, assim o espero!
Foram dois dias de festival muito intensos, como sempre!
No 1º dia, a estreia do festival, digamos que foi morno. As coisas ainda estavam aquecer. Não vi muitos concertos, mas valeu a pena ver Grouplove, uma novidade para mim. Vi um pouco de Avi Buffalo e Mona, não foram maus. Passámos algum tempo no Palco Clubbing que este ano estava bastante melhorado em relação a anos anteriores. Com alguma pena não vi Blondie, pois nessa altura estávamos a jantar. E finalmente, Coldplay, a banda mais esperada da noite. Sinceramente, nada de muito surpreendente. A surpresa da noite, para mim, foi Patrick Wolf, que nos presenteou com um espectáculo exuberante e deliciosamente teatral. Tive pena de só ter ouvido 2 músicas. Fica para a próxima.
A noite acabou cedo, pois o melhor é ir descansar que amanhã há mais!
No 2º dia, foi um dia cheio de surpresas, para mim pelo menos. Boas e más...
É inacreditável como a vida e o destino nos proporcionam momentos fantásticos e ao mesmo tempo angustiantes. Para mim, este dia foi um pouco dificil de suportar, mas apesar de tudo, talvez tenha sido melhor assim. O importante é conseguirmos aguentarmo-nos e levantar a cabeça.
Quanto aos concertos, houve agradáveis surpresas, como Seasick Steve. Um concerto muito genuíno! Espectacular! Assistimos ainda aos My chemical Romance, Primal Scream e os Golpes.
Finalmente, para acabar em beleza Foo Fighters, um concerto frenético de 2h30 que foi non-stop. Foi um concerto delirante, onde gastámos todas as nossas energias. Nós, o Dave Grohl e aquele fantástico baterista, Taylor Hawkins. Espectacular!! Para mim foi o concerto do festival. Ainda bem que pude estar lá. Obrigada Elodie.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Patchana e Bajoja



Regresso outra vez à casa
ao quarto
à cama.
Onde me escondo outra vez
dentro de mim
quando lá fora
o mundo continua a ser um lugar austero.