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quarta-feira, 14 de março de 2012

À descoberta do Xisto

Nestas férias resolvi conhecer um pouco do nosso país, que à medida que o vou conhecendo melhor, mais vou gostando dele. Desta vez, eu e a minha irmã fomos à descoberta das aldeias de xisto. Uma vez que, mesmo aqui perto de Coimbra, ou seja, na Lousã, existem uma série de aldeias, resolvemos ficar aqui pela região.
Tinhamos uma lista de aldeias serranas na Lousã para descobrir...

...mas ficámos apnas pelo Casal Novo e Talasnal. O resto terá que ficar para quando eu tiver um jipe!!
Foi sem dúvida muito interessante descobrir estas aldeias. A nossa preferida foi Talasnal...

Aproveitámos também para visitar a aldeia das aldeias...Piódão!!

Só posso concluir que Portugal tem uma diversidade enorme de coisas bonitas para vermos...é sem dúvida um país LINDO!!

domingo, 11 de março de 2012

Quem espera sempre alcança

Finalmente de férias!!!Já estava MESMO a precisar de férias!! Tem sido trabalhar exaustivamente! Tento descontrair nas folgas mas são tão poucas que não dão para me abstrair suficientemente do trabalho.
Quando estou finalmente a relaxar é quando tenho que voltar para lá. Então, decidi que estava na hora de tirar uns dias de férias! É claro que sabe sempre a pouco mas é melhor que nada. 1 semana sem ter que ir para o hospital já é óptimo!!!
Entre os turnos mirabolantes tenho me dedicado à costura e tem-me animado bastante. Agora que já adquiri uma máquina de costura (obrigada mommy) vai ser mesmo a sério! Tenho feito alguma coisa, do qual me orgulho bastante e posso dizer que não me tenho saído nada mal...
Estas são as minhas últimas obras de arte!!



Agora que entrei de férias, também consegui fazer algo que gosto bastante, que é ir a um concerto. Já tinha saudades! Fui ver uma grande banda portuguesa, que muito aprecio... A Naifa!

Vou aproveitar o resto das férias para descansar e descontrair. Se der ainda vou dar uns passeios pela região e aproveitar este tempo maravilhoso!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Merry Cupcakes

Já estamos no novo ano, e como sempre existem imensos desejos e objectivos para ele. Mas não é preciso o ano mudar, ou ser algum dia especial para tomarmos decisões e decidirmos mudar alguma coisa nas nossas vidas. Como diz alguém "É preciso apenas atitude e força de vontade". E não desistir! Fazer um esforço mesmo quando não apetece, ou quando achamos que não vale a pena.
Só temos que acreditar em nós e naquilo que somos capazes. Temos que construir a nossa felicidade com o que realmente está ao nosso alcance e não viver de utopias ou sonhos ou de estar à espera de algo que sabemos que poderá não acontecer.
Faz bem sonhar, mas não demais, pois acabamos por viver de menos. Não vale a pena sacrificarmos a nossa vida à espera que determinada coisa aconteça...
Certezas ninguém as tem. A única certeza que tenho é que a vida se torna mais doce e gostosa com aquilo que conseguimos fazer. Então, que tal este cupcakes que fiz, que sabem maravilhosamente bem. Uma perfeição!
Por isso, vale a pena viver...nem que seja para comer os meus cupcakes!!! LOL!!!


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Costurar?!

Já estamos em Dezembro, na época natalícia e as noticias do país continuam péssimas, pois continuamos com a grave crise económica, que nos assola e que nos obriga a poupar e a contar os tostões, pois os cortes são mais que muitos e ao mesmo tempo os impostos sobem e os ordenados diminuem. É verdade, uma verdadeira tragédia! Mas não há nada a fazer o mal já está feito!
No final de contas, resta-nos menos dinheiro ao fim do mês, e nesta época de natal, não é fácil gerir isto, até porque gosto de oferecer um miminho às pessoas mais queridas, e não está fácil consegui-lo.
Então, pensei e pensei, até que me lembrei "porque não fazer as minhas prendas?". E "porque não costurá-las?". Impos-se um problema, Eu não sei costurar!
Decidi levar a ideia avante e fui aprender a costurar! E não é que descobri que não é tão dificil assim! E até gostei!!!
E foi assim, que descobri o meu novo hobbie - Costurar!
Tenho dedicado bastante tempo à costura, e tenho andado a fazer as prendas de natal para os meus amigos, e acho que não tenho me saído nada mal. O que acham??



E assim, foi com a crise que descobri o meu novo hobbie, que tem preenchido o meu tempo livre e que me tem agradado bastante. E para além de tudo ainda poupo uns trocos. Nada mau! Afinal, aprendi alguma coisa com a crise...

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

ROAD TRIP PELA CROÁCIA

Quem me conhece sabe que não sou adepta de viagens organizadas por agências e prefiro ser eu mesma a planeá-las. E estas férias na Croácia (que incluiram uma escapadela até a Bósnia e Montenegro) não foram excepção.
O meio de transporte escolhido foi o carro que alugámos logo no aeroporto em Zagreb o que nos permitiu percorrer o país com o máximo de liberdade.
A condução revelou-se muito fácil, pois as estradas são todas boas com bastante sinalização.
O itinerário foi:

1º dia: Lisboa/Zagreb
2º dia: Zagreb/Plitvice/Zadar
3º dia: Zadar/Krka Parque/Trogir/Split
4º dia: Split/Ilha de Brac
5º dia: Split/Makarska
6º dia: Makarska/Mostar/Dubrovnik
7º dia: Dubrovnik
8º dia: Dubrovnik/Kotor
9º dia: Kotor/Dubrovnik
10º dia: Dubrovnik/Lisboa

Zagreb: O tempo despendido na capital foi pouco e não deu para visitar muito da cidade, mas fomos conhecer à noite o centro a pé.
No dia seguinte de manhã, saímos de Zagreb em direcção ao Parque dos Lagos de Plitvice que são quase 150km. A viagem decorreu sem problemas.

Plitvice: Visitar este local por si só já é motivo suficiente para viajar à Croácia, pois não há dúvida de que Plitvice é um dos lugares mais surpreendentes deste país.
Explorar o parque demora cerca de 6h se se fizer todo o percurso a pé. Mas existem vários trilhos e dá para optar pelo melhor trilho para o tempo que queremos. Também dá para optar por fazer alguns trajectos de barco ou de autocarro. Apesar da grande extensão dos caminhos e da inclinação do terreno nalguns pontos, é um passeio fácil e não demasiado cansativo, acessível a toda a gente.
Nós fizemos o percurso a pé que demorou cerca de 3h e no final apanhámos o barco para a saída.
Fizemos o percurso em volta dos lagos inferiores, que deu para ver grande parte da beleza do parque pois são sequências de cascatas e lagos circulares, ao longo de vales escarpados e verdejantes, zonas de bosque com árvores altíssimas, adornado por passadiços de madeira. Saltam à vista os indescritíveis tons de azul das águas cristalinas que correm calmamente. São cenários de beleza natural sucedendo-se um após o outro. Ao longo do caminho, vamos parando para contemplar a paisagem, as fotografias são inevitáveis pois queremos capturar todo aquele cenário idílico, ou então simplesmente parar e apreciar a paisagem em silêncio. Plitvice é assim! Tudo parece perfeito. Deixa-nos sem palavras…

Plitvice

Zadar: Cidade pequena e simpática. Escolhemos passar por Zadar por ser um ponto estratégico no caminho em direção à costa. É também a cidade onde podemos ver um órgão gigante tocado pelas ondas do mar. Chama-se órgão marítimo ou Sea Organ e foi projectado como uma das estratégias para recuperar a costa de Zadar dos estragos da Segunda Guerra Mundial e assim atrair mais turistas.
Trata-se de um instrumento musical experimental feito com degraus de mármore branco e um conjunto de tubos que fica abaixo da água. Assim quando as ondas do mar e o vento batem nos degraus e nas cavidades formam sons harmónicos. Interessante! 
Zadar - Órgão do Mar (4).JPG

Krka Parque: De Zadar partimos para o Parque Nacional Krka, que demorou cerca de uma hora de viagem. Mais um lindo parque nacional com cascatas sucessivas a descer por dois rios de águas azuis transparentes, no meio de muita vegetação luxuriante. Percorremos o parque pelos seus passadiços e pontes de madeira. Ao contrário do que acontece no Parque Nacional de Plitvice, onde não é permitido nadar nos lagos, aqui pode-se mergulhar nas piscinas naturais, formadas pelo rio Krka. 



Trogir: Chegámos a esta cidade de noite e apenas por uma breve passagem para jantar, mas que valeu pela descoberta, pois é uma cidade pouco divulgada como destino turístico, no entanto, o seu centro histórico foi classificado pela Unesco como Património da Humanidade. Esta cidade fica numa ilhota e é circunscrita por muralhas. O seu centro medieval é pequeno e labiríntico com ruas estreitas mas cheio de vida. Revelou-se uma pequena cidade de encantos. Há vários restaurantes, nós optamos por um junto ao porto, cujos preços são acessíveis. A comida é tipicamente mediterrânica, à base de saladas e massas. 

Split: É a 2ª maior cidade da Croácia, cujo centro histórico também foi classificado Património da Humanidade pela UNESCO. A entrada na cidade faz-se pelas portas das muralhas. As suas ruas medievais são tão estreitas que não cabem carros e desembocam em praças amplas com vestígios romanos como catedrais que outrora foram templos e palácios. Fora da muralha existem passeios marítimos e barcos que partem para as diversas ilhas do mar Adriático. 

Ilha de Brac: Partimos do porto de Split num ferryboat com o carro, com destino à ilha de Brac. Brac é uma das 47 ilhas habitadas da Croácia e a 3ª maior das ilhas do Adriático. No entanto, esta ilha deve a sua popularidade à praia com formato em V e que muda ligeiramente consoante as marés- Zlatni Rat. Esta praia de formato triangular, é rodeada pelo fantástico azul do Adriático e com areia muito clara. É tão bonita quanto as fotografias a retratam. A praia é um verdadeiro paraíso com águas cristalinas, limpas e uma temperatura morna. Aí passamos o resto do dia a relaxar, tomar banho e a fotografar. 

Riviera Makarska: Saímos de Split em direcção a Dubrovnik sempre pela costa onde a certa altura reparámos que estávamos entre o Adriático e uma imponente montanha que se chama Biokovo. Ao longo de toda a costa fomos encontrando várias praias e baías e do outro lado montanhas e zonas de pinhais verdejantes, constituindo assim paisagens deslumbrantes. 
Uma das vantagens de não optar pelas viagens organizadas por agências é a liberdade de escolher o percurso que se prefere e outro é poder parar onde se quer ou quando de repente nos deparamos com um sitio lindo e alteramos assim o percurso a nosso belo prazer. E assim foi. Sempre que avistámos uma praia paradisíaca (e que são bastantes) paramos para dar um belo mergulho nas águas mornas e límpidas.

Chegámos à cidade de Makarska onde apenas pernoitámos. O plano seguinte é chegar a Dubrovnik mas há um pequeno pormenor: é preciso passar pela Bósnia-Herzegovina.

Mostar (Bósnia-Herzegovina): No posto alfandegário da Bósnia é necessário parar para mostrar os passaportes e os documentos do carro, mas tudo com tranquilidade. E com isto, ganhámos um carimbo no passaporte, e entrámos na Bósnia-Herzegovina. Já que temos que entrar no país porque não explorá-lo um pouco mais?! E assim decidimos ir até Mostar, a cidade mais perto da fronteira. 
As estradas da Bósnia eram uma incógnita para nós. Estávamos até um pouco apreensivas, mas as estradas são tão boas quanto as croatas.
Chegámos tranquilamente a Mostar, antiga cidade turca, conhecida pela sua ponte de pedra - Ponte Velha, antigo símbolo da união entre cristãos e muçulmanos e que foi destruída em 1993 por fortes bombardeamentos durante a guerra da Bósnia. Esta foi reconstruida à imagem da antiga e declarada Património da Humanidade.

Revelou-se uma povoação muito bonita, cheia de influências otomanas, diferente da maioria das cidades europeias. Aqui atravessámos a Ponte Velha e percorremos o Bazar, na rua principal que conduz à Ponte Velha. As marcas de guerra são ainda visíveis nalguns edificios, fazendo nos lembrar da fraqueza dos Homens.
Voltámos à estrada para regressar ao nosso destino inicial - Dubrovnik, no entanto, aconteceu-nos um imprevisto pois metemo-nos por uma estrada secundária que se revelou estreita e sinuosa, em mau estado onde não se via vivalma, por entre aldeias abandonadas e bombardeadas. Viemos a saber mais tarde que essa zona possui muitas minas terrestres ainda não identificadas!!!
Chegámos sã e salvas à fronteira croata. Parámos em Ston para ganhar novo fôlego e continuámos viagem até Dubrovnik. 

Dubrovnik: Chegámos à cidade ao fim da tarde e estacionámos o carro. Aqui decidimos ficar alojadas no centro histórico.  Assim que entrámos dentro da cidade muralhada ficámos logo deslumbradas e fascinadas. É dificil de explicar!

A cidade antiga de Dubrovnik é fascinante a todas as horas, seja vista de noite ou de dia, mas ter o primeiro contacto com ela de noite com luz artificial pouco agressiva é uma experiência absolutamente avassaladora: é amor à primeira vista. 
De dia a cidade transfigura-se cheia de turistas, pois vive nitidamente para o turismo. Existe gente por todo lado, tornando-se por vezes cansativo. Mas o charme da cidade consegue superar este excesso de gente. 
A cidade tem imensas coisas para ver e há que fazer opções. Aqui ficámos 2 dias e percorremos as suas ruas, ruelas, praças, e praçetas. Fizemos as suas muralhas a pé, que se revelou um passeio de 2km com vistas inesquecíveis sobre a cidade e os seus telhados e sobre o mar tranquilo e azul.

Kotor (Montenegro): De Dubrovnik até à fronteira com Montenegro não chegam a ser 40 km, por isso achámos que seria um desperdício não aproveitar a oportunidade de visitar um bocadinho desse país. Pegamos novamente no carro e atravessamos a fronteira para Montenegro, que foi tranquilo. Seguimos com destino a Kotor onde pernoitamos. A estrada até chegar lá é magnifica, sempre a contornar uma baía de um lado e um espectacular anfiteatro montanhoso do outro. 
Kotor, Património da Humanidade, é uma cidade muralhada com um castelo no topo da montanha. É uma cidade medieval pequena e muito bem preservada. Não circulam carros e é possível andar a passear distraidamente pelas suas ruelas labirinticas. 
Também é possível subir às muralhas que não é tarefa fácil, por isso é melhor fazê-lo de manhã cedo de forma a evitar o calor, mas vale a pena, pois de lá de cima a vista é incrível onde se avista o porto, as montanhas e a baía de águas verdes.
No dia seguinte, resolvemos rumar um pouco mais a sul, a cerca de 30 km, e visitámos Sveti Stefan, uma zona balnear lindíssima e muito popular entre o jet-set internacional desde há várias décadas. Apesar da distância curta, demorámos quase uma hora a chegar lá, pois a estrada continuou a ser cheia de curvas e contracurvas. Última paragem é uma visita rápida a Budva. Vítima do desenvolvimento turístico da área e da construção desenfreada, a cidade é algo incaracterística e a visita vale sobretudo pelo centro histórico, junto à marina. Apesar de menos interessante do que Kotor, merece ainda assim um passeio.
Regressámos a Dubrovink e terminámos a viagem com regresso a Lisboa. 

A Croácia é sem sombra de dúvida um país muito bom para viajar, com inúmeros locais de uma beleza fora de série, muita história e um património arquitectónico e cultural invejável. As pessoas não são as mais simpáticas do mundo, pois nalgumas delas ainda é possível ver alguns traumas de guerra, o que por vezes se poderá traduzir nalguma desconfiança. No entanto, existe um esforço da parte deles para tornar a nossa estadia o mais aprazível possível e isso é de agradecer. 

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Keep Calm and Carry On

Depois de uma noite espectacular, ficou isto na memória...

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Há palavras que nos beijam



Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto,
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas, inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.

Alexandre O'Neill