Pesquisar neste blogue

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Férias na Arrábida

Chegou a altura do descanso e desta vez o local escolhido foi a Serra da Arrábida. É um local que não conhecia, e por isso decidi explorar as terras de Setúbal.

O objectivo das ferias era descansar e conhecer um pouco a região por isso a estadia foi no Portinho da Arrábida na "Casa da Adôa". Local suficientemente calmo e estrategicamente situado entre Setúbal e Sesimbra.

1º dia de praia não estava muito agradável por causa das rajadas de vento, então decidimos ir visitar as redondezas e como tal fomos até o Cabo Espichel. Neste promontório ergue-se o Santuário Nossa Senhora do Cabo, local antigo de culto religioso que remonta aos séculos XIII-XIV. A paisagem sobre o mar é soberba vendo-se a costa até Lisboa. É um sitio maravilhoso mas que inspira alguma desilusão e tristeza pelo seu estado de degradação. É realmente triste ver este local com imenso potencial abandonado desta forma. Contudo, constatamos que estão a decorrer obras de restauro na Casa da Água, ou seja, ainda há esperança! Um pouco mais afastado encontra-se o farol que se ergue imponentemente na paisagem.

   


Já que estávamos numa de descoberta fomos à procura de uma praia que tinha lido ser para estes lados e que descreviam como paradisíaca. Chama-se Praia da Ribeira do Cavalo, mas não sabia onde, nem como lá chegar. Perguntámos aqui e ali e decidimos ir à sua descoberta.

Acabamos por ir dar a uma estrada de brita e abandonada mas com carros estacionados, sinal que devemos estar perto. Com chinelos no pé começamos a seguir um trilho pouco definido de areia e cascalho, por vezes escorregadio e com grandes pedras, quase sempre entre arbustos. Andámos e andámos sem certezas, mas acabamos por nos cruzar com pessoas que nos garantiram estarmos no caminho certo. Praia nem vê-la!
Depois de algum tempo começamos a vislumbrar um mar azul turquesa belíssimo e que empolgou mais a nossa demanda.

Chegadas ao areal ficamos rendidas aquele paraíso. Parece que estamos algures no caribe. Não resistimos e mergulhamos naquela agua fria mas paradisíaca. Encontravam-se algumas pessoas no areal mas tudo gente jovem que não se importam de arriscar o acesso menos convidativo. Ficámos o tempo suficiente de secar os bikins e retomámos a subida acidentada sem incidentes.

Os restantes dias foram propícios para fazer praia e passamos os dias a relaxar na praia, cujo o único som audível era o leve bater das ondas. Banhamo-nos nas águas frias mas cristalinas sempre como cenário o verde da Serra da Árrábida. Que mais se pode pedir desta vida?
As praias são absolutamente fantásticas. Alternámos os dias na Praia do Portinho e na Praia dos Galapinhos que são absolutamente maravilhosas.



Foram dias bem passados a descansar, a relaxar e a comer bem, como só se faz em Portugal! Por falar em comer bem, aconselho vivamente o restaurante "A Faena" em Setúbal. É daqueles sítios cujo sabor fica inesquecivelmente na memória!
E no final, colocadas as leituras em dia e repostos níveis de serotonina regressamos a casa.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Palácio Chiado

Cada vez que vou a Lisboa descubro um sitio fascinante diferente. É por isso que gosto de visitar a capital de vez em quando, para ter estas surpresas inebriantes. Desta vez descobri o Palácio Chiado.

Antes era conhecido pelo Palácio Quintela, no século XVIII, e acolhia, nessa altura, a aristocracia e bons vivants que bailavam e reuniam em faustosos banquetes e apreciavam obras de arte inéditas. É fácil de imaginar todo este ambiente ao visitarmos o palácio por toda a majestade que transborda.

O palácio tem uma arquitectura belíssima com várias salas de tectos abobadados, vitrais e paredes revestidas de pinturas com alegorias mitológicas. Percorrer todas as suas salas é recuar na história e ficar deslumbrado.

Hoje em dia foi recuperado e transformado num espaço de restaurantes. Em cada sala, decorada de forma diferente, existem propostas (sete) gastronómicas diferentes. É um conceito original e que dá uso ao nosso património histórico. Foi sem duvida uma bela surpresa. Aconselho a visita.





domingo, 20 de março de 2016

Aliança Underground Museum

Desta vez o passeio foi pelas redondezas de Coimbra e foi às Caves Aliança em Sangalhos. Trata-se de um museu que combina arte com vinho.

É um espaço que está aberto desde 2010, e que conta com 7 exposições de arte que fazem parte da colecção privada de Joe Berardo.

Por fora, o edifício tem o aspecto de uma adega e quando entramos, confirmamos que estamos realmente numa adega pelo aroma de mosto que perfuma o ar.

As visitas são guiadas e como tal, temos que obrigatoriamente seguir a guia pelo museu. Trata-se de um espaço com 1.500 metros quadrados de área subterrânea, em que ao longo da visita vamos passando pelas várias salas de arte distribuídas pelos túneis das caves e ao mesmo tempo passamos por entre pipas de vinho.


No final, já fora dos corredores subterrâneos, é possível ainda visitar a exposição temporária do momento, que neste momento era sobre a India.


A visita termina na loja do produtor com uma prova de vinhos da Aliança.


Foi sem duvida uma visita interessante.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Pas de la casa, Andorra

Mais uma férias fantásticas neste pequeno principado que é Andorra.
Alguma neve, mas muita diversão e boa disposição, com um grupo de pessoas fantástico.
É oficial, a prática do esqui já faz parte mim.




terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Perfect Sense



De entre a minha vasta lista de filmes para ver, deparei-me com este que achei interessante e que recomendo a ver.

O filme conta a história de Susan, uma epidemiologista, e Michael, um chef, que se apaixonam num mundo onde as pessoas estão misteriosamente a perder os seus sentidos um a um. 1º o olfacto, depois o paladar, de seguida a audição e por último a visão.

Faz-nos questionar "Qual o sentido da vida sem sentidos?" O que faríamos se os nossos sentidos simplesmente desaparecessem? Será que temos noção do sentido que nos dão à vida? Será que os valorizamos verdadeiramente?

Para além de uma bonita história de amor entre os protagonistas, o que mais me agradou no filme foi a proposta de reflexão sobre o quão dependentes somos dos nossos sentidos e sobre como poderíamos nos readaptar ao ambiente e retomar nossas rotinas se eles deixassem de existir.

Faz lembrar um pouco o “Ensaio Sobre a Cegueira”, de Saramago, mas de forma diferente, pois nesta história há uma perspectiva mais optimista sobre a capacidade do homem de se reconstruir uma vez que é desprovido de sensações.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Serra da Freita

Mais uma caminhada a descobrir Portugal. Desta vez rumei em direcção a Arouca para conhecer a imponente Serra da Freita. Foi um fim-de-semana inteiro a caminhar mas sempre acompanhada de boa disposição e de boa gente.

No 1º dia, fizemos um percurso de cerca 8 km que demorámos 5 horas a percorrer. Foi um passeio cansativo mas ao mesmo tempo desafiante.
Partimos do parque de campismo do Merujal e fomos caminhando pela serra.

O caminho por vezes ficava um pouco mais periclitante mas superável. A paisagem era notável e pelo caminho ainda nos deparamos com uma pequena cascata onde fizemos uma breve pausa à sombra pois o sol era intenso.

Seguimos caminho até à aldeia da Ribeira onde fizemos a pausa de almoço.
De seguida, prosseguimos rumo à aldeia da Mizarela cujo principal atractivo é a Freixa da Mizarela - uma das maiores quedas de água da Europa, com cerca de 70 metros de altura. É realmente uma beleza rara!

Terminado o percurso regressámos ao Merujal e fomos de carro até o Radar Meteorológico que possui uma vista panorâmica que vala a pena. Contudo não conseguimos visualizar grande coisa devido à neblina que teimava em obnubilar a vista! Ouvimos no entanto, uma breve explicação do técnico sobre o funcionamento do radar e algumas particularidades da região que foi interessante!
De seguida, demos um salto rápido aos famosos passadiços sobre o rio Paiva, que foram a atracção deste verão, contudo, infelizmente, não resistiram ao incêndio que houve e que os destruiu parcialmente. Quisemos no entanto, marcar a nossa presença, nem que fosse por um curto período. Fica para uma próxima!

No 2º dia a distância já foi mais longa. Foram 15 longos km sempre a caminhar pelo planalto da Serra da Freita.
Saimos do parque de campismo do Merujal, como no dia anterior, seguindo o percurso da PR 15 que nos leva até à Albergaria da Serra.

Pelo caminho passamos pelas Pedras Boroas do Junqueiro, que são 2 blocos graníticos que se apresentam deslocados do corpo residual e que apresentam fissuras semelhantes a uma broa. Trata-se portanto de um sitio com interesse geológico.

Fomos seguindo o carreiro paralelo às margens do rio Caima até ao Vidoeiro onde prediminam as bétulas. Caminho que se faz pelo planalto da serra e que possui vistas fantásticas!

Paragem obrigatório para almoço junto a um pequeno ribeiro. Aqui as sombras são escassas, mas o som da água a correr ajuda a suportar o sol escaldante. Fomos seguindo a rota até à aldeia da Castanheira onde se podem ver as pedras parideiras, que resultam de um fenómeno de granitização raro.

Novamente breve pausa para descanso pois de seguida tivemos que trilhar por uma subida íngreme pela encosta e que nos conduziu até à aldeia dos Cabaços. Daí regressámos novamente ao Merujal para a pausa final.
Foi um fim-de-semana cansativo mas no final fica uma sensação de bem-estar inexplicável.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Sintra

Ao longo deste ano Portugal tem sido eleito várias vezes como melhor destino de férias. Chegadas mais umas férias, optei novamente por conhecer melhor este pequeno país que possui uma tão grande variedade de paisagens que fez dele o país do mundo com mais diversidade em menos espaço.
O local escolhido desta vez foi Sintra, a pequena vila reconhecida como Património da Humanidade pela UNESCO e ao visitá-la percebi porquê.

Cheguei a Sintra de comboio pela manhã, com o sol radiante num imenso céu azul e com uma temperatura super agradável. Resolvi percorrer a vila toda a pé. Comecei pelo Palácio Nacional, que outrora abrigou a Família Real Portuguesa até o fim da monarquia, em 1910.

O palácio é muito grande e pode tornar-se um pouco labiríntico, mas vale a pena visitá-lo. O seu interior é belíssimo, no entanto, o que mais chama atenção é a cozinha.

No fim da visita já era hora de almoçar, acabei por me sentar ao sol a comer uma sandes. Após o almoço, segui para a Quinta da Regaleira, um dos locais mais excepcionais de Sintra.

Ao percorrê-la parece que entramos num sub-mundo cheio de mistério e magia. Comecei a visita por entranhar-me no interior dos jardins onde a cada momento fui surpreendida com lagos, fontes, torres, terraços, grutas, passagens secretas e muitos elementos simbólicos. Varias vezes nos deparamos com seres e animais estranhos que povoam os nossos sonhos e pesadelos, tornando-se por vezes a visita um pouco arrepiante.

A certa altura do percurso surge um aglomerado de pedras que esconde uma disfarçada porta de pedra que nos transporta para um dos locais mais impressionantes da quinta - o fantástico poço iniciático que, como se fosse uma torre invertida, nos leva ao interior da terra. São 9 patamares circulares que aludem aos 9 círculos do Inferno, às 9 secções do Purgatório e aos 9 céus do Paraíso, que Dante consagrou na Divina Comédia.

Acredita-se que este local tenha sido usado em rituais de iniciação à Maçonaria (daí o seu nome iniciático).
Depois da visita aos jardins fui ainda visitar o palácio exuberante, que era a residência de veraneio da família Carvalho Monteiro.

A visita à Quinta foi sem duvida uma experiência surpreendente e enigmática que valeu muito a pena.
De regresso à vila, agora era tempo de relaxar. No regresso ao hostel deparei-me com uma cara familiar e que já não via há algum tempo e, como eu não acredito em coincidências, acabamos o dia, num café muito agradável, a conversar e a matar saudades.

2º dia em Sintra e adivinhava-se mais um dia de sol e de calor. Hoje é dia de subir a serra e visitar o Palácio da Pena. Optei por ir de autocarro até lá, pois a subida é muito longa e a descida faria-a a pé.
Hoje será mais um dia de encantamento, pois logo ao chegar aos pés do Palácio fica-se logo encantado! É sem dúvida um dos palácios mais lindos e diferentes que já visitei. As suas cores e adornos tornam-no único! A primeira vontade ao chegar à sua beira é sentar num dos bancos à sua frente e ficar admirar cada detalhe. E assim fiz!

Depois lá entrei fascinada com todos os pormenores, confusa para onde deveria dirigir o olhar pois tudo é admirável. Para além de todos os pormenores do palácio a vista em redor também é igualmente bela, de onde se avista o mar, Lisboa e o rio Tejo. Fabuloso!
A visita ao interior revelou-se também muito interessante, onde facilmente podemos perceber a vida que se levava no seu interior.
Depois de visitar o palácio fui passear pelo Parque da Pena, que é igualmente notável, pois todo o ambiente natural possui uma beleza rara. Fui deambulando pelos caminhos sugeridos pelo mapa, desfrutando da paisagem e do sossego do local. O momento alto para mim, foi subir ao Alto de Santa Catarina, que era o miradouro preferido da rainha D. Amélia, com um trono talhado na rocha e que possui uma vista privilegiada sobre o palácio.

Horas depois, terminada a visita decidi regressar ao centro histórico a pé, junto à muralha do Castelo dos Mouros. Que caminhada! Chegada ao destino final, nada como ir recarregar as baterias com uns travesseiros de Sintra na afamada pastelaria "Piriquita". Uma verdadeira delicia!
E assim terminou a visita a esta vila pitoresca que parece que está inserida num conto de fadas. Foi sem duvida uma experiência inesquecível!
No entanto, a visita à região ainda não terminara, pois decidi ir de autocarro até Cascais. O sol e o calor eram tão intensos que assim que cheguei a esta vila de pescadores e vi o mar a minha vontade era ir dar um mergulho naquele mar tão apetitoso, no entanto, fica para uma próxima.

Passeei pela vila e visitei algumas das suas praias. Gostei muito desta vila que se revelou bastante charmosa.

Voltei a Sintra de autocarro, para apanhar o comboio até Lisboa e parei em Queluz para fazer uma ultima visita cultural - Palácio Nacional de Queluz. Um palácio de grande dimensão em estilo rococó e que foi residência de veraneio preferida da família real na 2ª metade do séc. XVIII e que é verdadeiramente notável pela sua sumptuosidade e elegância. Dei ainda um breve passeio pelos jardins que tem uma ligeira semelhança com os jardins de Versailles e que gostei muito e recomendo.

 






Terminaram assim mais umas férias que foram muito agradáveis, passadas a descobrir a beleza que o nosso país tem para oferecer e por isso é sempre muito interessante e valoroso.