Tal como prometido, chegaram as férias e chegou a hora de explorar melhor o nosso país. Fazê-lo em tempos de COVID-19 foi sem duvida uma experiência diferente pois tem que se respeitar sempre as medidas de segurança, no entanto, o desejo de voltar a algo que se assemelhe à normalidade é muito grande.
Nestas férias decidi percorrer de carro a Estrada Nacional 2. O entusiasmo era grande pois a estrada, dizem os entendidos, é mítica. Dizem que é 3ª maior estrada nacional do mundo!! Ela conta com 739 km e atravessa Portugal de norte a sul pelo seu maravilhoso interior, desde Chaves a Faro.
Parti então de Leiria em direção a Chaves, o quilómetro zero da estrada. Pelo caminho fiz uma paragem em Amarante para uma visita relâmpago, que valeu a pena, pois a cidade transpira charme.
Comecei em Chaves e percorri a estrada em 7 dias, a um ritmo lento, onde pude apreciar as paisagens, as aldeias e as vilas. Foi sem duvida uma oportunidade para visitar o interior do País e descobrir Portugal numa nova perspetiva.
Passei por vários distritos, serras e rios, o que por si revela a sua variedade.
Ao longo da rota fiz alguns desvios para visitar lugares que me foram sugeridos com algum interesse cultural ou paisagens inesquecíveis.
Quanto aos alojamentos, as ofertas são variadas, desde hotéis a alojamentos Airbnb. Sendo esta época particularmente especial, todos em que fiquei apresentaram regras de higiene e segurança o que me tranquilizou.
Roteiro:
1º dia
Chaves - Vidago - Pedras Salgadas - Vila Pouca de Aguiar - Lagoa do Alvão - Vila Real - Santa Maria de Penaguião - Miradouro São Leonardo da Galafura - Peso da Régua
Em Chaves visitei a cidade a pé, pelas suas ruas estreitas, revelando-se uma cidade pequena mas encantadora. Visitei o Castelo e subi a Torre de Menagem onde visitei o Museu Militar. Atravessei a Ponte de Trajano, a milenar ponte romana sobre o rio Tâmega e apreciei as vistas sobre o rio.
De seguida, iniciei a rota pela Estrada Nacional 2 rumo a Vidago, a localidade onde se encontra o histórico Vidago-Palace Hotel que, para minha tristeza, se encontrava fechado. Próxima paragem foi o Parque Termal de Pedras Salgadas, que também se encontrava fechado, no entanto, deu para andar pelo parque que é muito agradável.
Em Vila Pouca de Aguiar, fiz uma visita ao Castelo, que fica um pouco afastado da localidade e que também se encontrava fechado. Aí fiz um desvio para visitar a Lagoa do Alvão, que apresenta passadiços em volta da Lagoa, sendo um passeio bastante aprazível. Segui para Vila Real mas não parei e ao ir para Santa Maria de Penaguião fiz um desvio para o Miradouro São Leonardo de Galafura, que fica a 640m de altura. As vistas sobre o Douro Vinhateiro são soberbas e por isso vale a pena o desvio.
Terminei o dia em Peso da Régua, com um passeio pela ecopista ribeirinha onde dá para apreciar o rio Douro de perto. Aqui fiquei alojada no Hotel Columbano.
2º dia
Peso da Régua - Lamego - Serra de Montemuro - Castro Daire - Viseu - Tondela - Caldas de Sangemil
No segundo dia pela EN2 continuei pelas sinuosas estradas do Douro Vinhateiro que me levaram até Lamego. Aí visitei a Sé Catedral e os seus claustros e de seguida subi a escadaria infindável do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios. Segui em rumo a Castro Daire, mas pelo caminho fiz um desvio para visitar a Serra de Montemuro, cuja estrada até lá tem paisagens super cénicas. Passei ao lado de Castro Daire e de Viseu, perdendo muitas vezes a vista aos marcos da EN2 tornando-se confuso. Segui até Tondela e fiz um desvio até às Caldas de Sangemil, onde pernoitei no Hotel Beira Dão, situado no Vale do Rio Dão, justamente na praia fluvial de Caldas de Sangemil. Um local muito agradável e tranquilo, onde deu para terminar o dia apreciar o rio Dão.
3º dia
Caldas de Sandgemil - Santa Comba Dão - Barragem da Aguieira - Penacova - Góis - Pedrógão Grande
Parti em direção a Tondela, passando de seguida ao lado de Santa Comba Dão. Aqui o troço até Penacova torna-se novamente confuso, devido à IP3 e perdemos por momentos a EN2 de vista. Passei pela Albufeira da Barragem da Aguieira e pela Livraria do Mondego. Segui para a zona que me é bastante familiar, pela proximidade a casa, ou seja, de Penacova a Góis. Na vila de Góis, visitei o monumento mais emblemático - a Ponte Real - junto à Praia Fluvial da Peneda, que se encontrava interdita a banhos por causa do COVID. De Góis a EN2 segue em direção a Pedrogão Grande e pelo caminho fiz um pequeno desvio para visitar algumas Aldeias do Xisto da Serra da Lousã - Aigra Nova e Aigra Velha. A estrada até Pedrógão Grande é bastante agradável com vistas espetaculares da Serra da Lousã. Já em Pedrogão Grande passei na bonita Albufeira da Barragem de Cabril e aí pernoitei no Hotel da Montanha com uma vista fabulosa para esta albufeira.
4º dia
Pedrogão Grande - Pedrogão Pequeno - Sertã - Dornes - Centro Geodésico - Vila de Rei - Abrantes
Primeira visita do dia foi em Pedrogão Pequeno, à sua Ponte Filipina sobre o rio Zêzere, onde tive que fazer uma pequena caminhada para a conhecer, mas valeu a pena.
Segui para a Sertã, uma vila pacata, onde fiz uma paragem no seu jardim, junto ao rio e visitei também a sua Ponte Filipina. Aqui a estrada segue para sul, mas eu fiz um desvio até Dornes, a aldeia templária, que há muito tempo queria conhecer. Chegada à aldeia, constatei que esta é muito pequena, mas com muito charme. Visitei a praia fluvial, e a sua conhecida Igreja, mas não entrei por estar a decorrer a missa. O que há a realçar nesta pequena aldeia é a sua tranquilidade.
Despedi-me de Dornes e segui o caminho de volta até a EN2 rumo ao Centro Geodésico de Portugal, que assinala, com pompa e circunstância, o Centro de Portugal. Daqui as vistas são longínquas e conseguimos avistar a Serra da Estrela. Segui a EN2 e passei ao lado de Vila de Rei até Abrantes, onde terminei o dia. Aqui visitei a parte antiga da cidade a pé. O ponto alto da visita foi o passeio pelo jardim do castelo e as vistas sobre o rio Tejo. Nesta cidade arrendei uma casa muito agradável no centro histórico - A Casa da Barca.
5º dia
Abrantes - Ponte de Sor - Galveias - Avis - Parque Ecológico do Gameiro - Montargil
Abrantes visitada é hora de atravessar o rio Tejo e seguir em direção a Ponte de Sor. Aqui a paisagem muda drasticamente e começam as extensas planícies alentejanas. Depois desta cidade fiz um desvio da EN2 e segui até as Galveias. Pequena aldeia alentejana que é muito querida à minha mãe e por isso fiz questão de a visitar. Seguiu-se a vila de Avis, onde fiz uma visita ao seu castelo, que se encontra praticamente em ruínas. Uma pena!!
Ao longo da estrada torna-se bastante apetecível fazer uma paragem para um pic-nic nas planícies, no entanto, a realidade é que essa ideia poderá tornar-se bastante desagradável pela quantidade de mosquitos!!
Próxima paragem foi o Parque Ecológico do Gameiro, um sitio bem agradável com uma praia fluvial, onde fiz uma paragem para descansar e tomar um refresco. A estadia desta vez foi em Montargil, no Monte da Granja Nova, uma herdade com vários alojamentos, bastante agradável para terminar o dia.
6º dia
Montargil - Barragem de Montargil - Mora - Brotas - Ciborro - Montemor-o-Novo - Santiago do Escoural - Anta de São Brissos - Alcáçovas - Torrão - Ferreira do Alentejo
Fui conhecer a albufeira da Barragem de Montargil que fica paralela à EN2. De seguida passei por Mora, Brotas, Ciborro, parando apenas em Montemor-o-Novo. Nesta cidade aproveitei para visitar o Castelo de Montemor, que a julgar pelo que resta, deveria ser um castelo bastante imponente.
Aproveitei e almocei pela cidade. De Montemor-o-Novo avancei em direção a Santiago do Escoural e aí fiz um desvio para a Anta de São Brissos. Trata-se de uma anta primitiva que foi transformada em capela, mas que se encontrava fechada.
Regressei à EN2, em direção a Alcáçovas onde queria visitar o Paço dos Henriques, mas que também se encontrava fechado.
Segui para Torrão e terminei o dia em Ferreira do Alentejo. Aproveitei para jantar nesta vila e pernoitei no Monte Chalaça.
7º dia
Ferreira do Alentejo - Ervidel - Aljustrel - Castro Daire - Almodôvar - Ameixial - São Brás de Alportel - Estoi - Faro
Logo pela manha, após o pequeno-almoço fui surpreendida com uma experiencia rural, que consistiu em fazer uma visita à quinta dos animais do monte. Segui depois pela EN2 para fazer o último troço da estrada. Passei por Ervidel e Aljustrel, sem parar. A paragem foi na vila de Castro Verde, onde visitei a imponente Basílica Real da Nossa Senhora da Conceição e o Museu da Lucerna, que se encontrava fechado.
Retomei a EN2 em direção a Almodôvar e entretanto inicio a viagem vertiginosa pela Serra do Caldeirão. Passo pelo Ameixial e São Brás de Alportel, entrando assim no Algarve, em curva contra-curva, mas com uma paisagem magnifica da serra.
Já no Algarve, faço uma paragem em Estoi, para visitar as ruínas de Milreu e o charmoso Palácio de Estoi que para minha tristeza se encontravam fechados!!
Chegada a Faro, o último destino da rota, fui à rotunda onde fica o último marco da Estrada Nacional 2 que marca o km 738.
Terminei assim a estrada mítica e aproveitei para ficar aqui uns dias a descansar da viagem.
Foi sem duvida uma viagem inesquecível, pois é uma estrada surpreendente, com uma variedade de paisagens impressionante, onde ainda é possível visualizar o Portugal genuíno com um património riquíssimo, conferindo-lhe a sua identidade única, muitas vezes esquecida e ostracizada.
No entanto, por vezes senti algumas dificuldades, pois a sinalização da estrada está longe de ser a melhor. Ao longo do percurso vamos encontrando os famosos marcos de EN2, mas existem secções em que a estrada e os marcos desaparecem. Por isso aconselho fazer a estrada com GPS.
Viajar em tempos de pandemia foi uma experiência diferente pois a máscara e o desinfetante gel fizeram sempre parte da minha indumentária, mas em todos os locais onde estive houve sempre segurança sem aglomerados de pessoas.
"O destino não é coisa que se saiba pelas sinas, nem obra do acaso, nem artes para adivinhos ou leitores de palmas de mão, nem nada que se modifique com caprichos da fatalidade. O destino de cada indivíduo neste mundo está por cima do seu próprio caso pessoal". Almada Negreiros, in "Ensaios"
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segunda-feira, 22 de junho de 2020
quarta-feira, 15 de abril de 2020
COVID-19 - Viver em tempos de pandemia

Já lá vai mais de um mês que o mundo ficou abalado com o surgimento de um vírus letal e altamente contagioso entre os humanos e que todos desconhecem, chamado Coronavirus ou COVID-19.
De repente, o nosso mundo transformou-se e parece que estamos a viver um filme de ficção cientifica. O inconcebível está de facto a acontecer e não sabemos como nem quando vai terminar.
É decretado o Estado de Emergência e é exigido a todos o isolamento social e a quarentena.
Tudo fechado, escolas, lojas, centros comerciais, empresas, tudo excepto hospitais e supermercados.
A cidade está vazia. Poucos carros a circular. Poucas pessoas na rua...Mas nem tudo é mau neste cenário apocalíptico, ouvem-se aqui e ali os passarinhos a cantar e os níveis de poluição pelo mundo inteiro baixaram.
O trabalho para mim mantém-se, pois nós profissionais de saúde temos a obrigação de aliviar os efeitos do vírus no Homem, no meu caso nas crianças. O dia-a-dia no trabalho revela-se assustador pois trabalhamos de frente a frente com um inimigo invisível. Mas esse medo torna-se o nosso maior aliado nesta luta, impedindo-nos de baixar a guarda.
O trabalho para mim mantém-se, pois nós profissionais de saúde temos a obrigação de aliviar os efeitos do vírus no Homem, no meu caso nas crianças. O dia-a-dia no trabalho revela-se assustador pois trabalhamos de frente a frente com um inimigo invisível. Mas esse medo torna-se o nosso maior aliado nesta luta, impedindo-nos de baixar a guarda.
Os dias de folga, esses são passados em casa, em isolamento. Por vezes é necessário ir à rua, o que é um alívio, mas igualmente assustador, e o ir à rua resume-se em ir às compras.
A parte difícil de tudo isto é o afastamento da nossa querida família. O que mais quero é matar as saudades e abraçar/beijar a minha família.
Também sinto falta dos amigos e dos momentos de convívio.
A parte difícil de tudo isto é o afastamento da nossa querida família. O que mais quero é matar as saudades e abraçar/beijar a minha família.
Também sinto falta dos amigos e dos momentos de convívio.
Ansiosa para voltar à normalidade, o mais provável é que esse regresso à “normalidade”, se é que isso existe, há de ser gradual, meio-a-medo, com reservas e cautelas.
São momentos de crise como este que, pessoalmente, me levam a ser confrontada com uma concepção existencialista da vida. E questiono-me:
Será que podemos tirar alguma conclusão disto tudo? Será que depois desta pandemia vale a pena repensarmos nalguns hábitos nossos?
Durante este tempo reflecti e vou propor-me a um desafio: quando tudo isto passar, quando acalmar a pandemia e pudermos regressar à nossa vida mais ou menos normal, vou apostar em conhecer melhor o nosso país e incentivar a economia local.
São momentos de crise como este que, pessoalmente, me levam a ser confrontada com uma concepção existencialista da vida. E questiono-me:
Será que podemos tirar alguma conclusão disto tudo? Será que depois desta pandemia vale a pena repensarmos nalguns hábitos nossos?
Durante este tempo reflecti e vou propor-me a um desafio: quando tudo isto passar, quando acalmar a pandemia e pudermos regressar à nossa vida mais ou menos normal, vou apostar em conhecer melhor o nosso país e incentivar a economia local.
segunda-feira, 16 de março de 2020
Ski em Megève
Fazer ski para mim já é algo inquestionável, pois trata-se de uma paixão. Sempre que surge a oportunidade de fazer férias na neve para esquiar, agarro-a sempre!
Nos últimos anos tenho ido para Andorra, mas este ano surgiu a oportunidade de ir mais além, ou seja, para os Alpes Franceses. É claro que nem pestanejei.
A COVID-19 a surgir na Europa e lá fomos nós para França. Fomos para a estância de Saint-Gervais-les-Bains em França, perto de Megève que é uma pequena vila francesa que fica a cerca 34km de Chamonix e 70km de Genève, por isso compensa-nos voar por Genève.Lá alugámos um carro e fomos para França, com malas e bagagens.
Megève é uma vila encantadora, típica de um charme alpino, com um centro medieval muito bem preservado, uma bonita igreja e pequenas ruelas onde passam a toda a hora trenós puxados por cavalos. Não faltam lojas de roupa, joalharia, antiguidades e recordações, que contribuem para a aura chique da estância.
Fomos em Março, mas toda a vila estava iluminada com luzes de natal o que a torna ainda mais encantadora.
Nós ficámos na estância vizinha - Saint-Gervais-les-Bains onde as pistas são fabulosas e com paisagens deslumbrantes que têm como pano de fundo o Mont Blanc.
Na estância ficámos num apartamento - o Chalet Gabriel - uma típica casa em madeira mesmo à entrada das pistas de ski. Um verdadeiro luxo!!
Nós ficámos na estância vizinha - Saint-Gervais-les-Bains onde as pistas são fabulosas e com paisagens deslumbrantes que têm como pano de fundo o Mont Blanc.
Na estância ficámos num apartamento - o Chalet Gabriel - uma típica casa em madeira mesmo à entrada das pistas de ski. Um verdadeiro luxo!!
As pistas são arborizadas, cheias de pinheiros e a sua neve é fabulosa e incomparável às de Andorra em termos de qualidade e quantidade. É sem dúvida um ambiente natural de tirar o fôlego. E para além disso, têm muito menos gente e mais tranquilidade.
Os dias foram passados entre esquiar as inúmeras pistas e a fazer pausas para beber chocolate quente. Que vida!!
Foram sem dúvida umas férias na neve maravilhosas e inesquecíveis. Nem mesmo a COVID-19 as estragou, no entanto, no regresso a casa deparamo-nos com a gravidade da situação nacional e internacional, o que nos valeu uma quarentena de 10 dias em casa...Oops...
sábado, 8 de fevereiro de 2020
À conquista do Trevim
O ano mal começou e nada melhor que ir fazer uma caminhada na natureza para começar bem o ano. Aproveitei e fui com um grupo de caminhada descobrir mais um pouco da Serra da Lousã.
O dia estava chuvoso e cinzento e assim se manteve até o fim, o que condicionou muito pudermos vislumbrar as paisagens.
A primeira parte da caminhada foram 5 km´s praticamente em subida constante o que fisicamente foi um pouco exigente.
Passamos pelos Poços de Neve e a capela de Santo António da Neve, onde reza a história que aqui se condicionava neve para levar para a capital para que os nossos reis e sua corte pudessem saborear gelados no verão.
A subida continuou assim como a chuva até que chegamos ao ponto mais elevado da Serra da Lousã com 1204 metros. Dominado pelas antenas de radio-telecomunicações, em dias de céu limpo a vista daqui deve ser maravilhosa mas não hoje.
Na fase descendente passamos pelo baloiço da Lousã, mundialmente conhecido nas redes sociais. Pena o nevoeiro mas ainda deu para vislumbrar um pouco do vale!!
Continuamos a descida e a certa altura entramos num mundo encantado de bosques de Faias, Castanheiros e Carvalhos. Foi a parte mais bonita da caminhada. Aqui pudemos apreciar a vegetação luxuriante da serra.
Já perto do fim entrarmos na zona da Ribeira do Coentral Grande que nos levou ao ponto de partida.
Foram 6 horas a caminhar e foi sem duvida uma caminhada desafiante pelos desníveis acentuados de subida mas valeu muito e pena apesar do tempo de chuva.
quinta-feira, 21 de novembro de 2019
Viagem ao Sri Lanka
Apesar dos últimos acontecimentos trágicos no Sri Lanka, decidimos arriscar e visitá-lo, pois era um destino já há muito desejado. E o que verificamos é que o país vive com alguns receios mas segue com a sua vida regular.
O nosso roteiro de viagem incluiu os destinos que fazem parte da rota normalmente calcorreada pelos turistas independentes.
Em 19 dias percorremos o Sri Lanka no sentido dos ponteiros do relógio – ou seja, primeiro o Triângulo Cultural (mais a norte) e depois as praias da costa sul.
1. Colombo
Aterrámos no Aeroporto Internacional Bandaranaike, que fica a mais ou menos 30 km de Colombo e dali fomos para a capital.
Optamos apenas por pernoitar lá, pois regressaríamos no ultimo dia com mais calma para a visitar.
Optamos apenas por pernoitar lá, pois regressaríamos no ultimo dia com mais calma para a visitar.
No dia seguinte, partimos de autocarro com AC para Kandy. Uma viagem alucinante mas sem percalços. Aliás todas as viagens de autocarro foram alucinantes mas sem consequências, por isso a certa altura deixamos de olhar...!!!
2. Kandy
Chegámos a Kandy e abateu-se um diluvio durante o inicio da nossa visita à cidade que foi desmoralizador. Mas rapidamente desvaneceu-se e aproveitamos para visitar o Lago e o complexo de museus, nomeadamente o Museu Internacional do Budismo.
2. Kandy
Chegámos a Kandy e abateu-se um diluvio durante o inicio da nossa visita à cidade que foi desmoralizador. Mas rapidamente desvaneceu-se e aproveitamos para visitar o Lago e o complexo de museus, nomeadamente o Museu Internacional do Budismo.
Ao fim da tarde, entramos no Templo do Dente Sagrado, local de peregrinação por albergar o dente do Buda. Aqui assistimos à cerimónia e vimos os crentes em oração e a entregar as suas oferendas de flores e arroz.
No dia seguinte partimos para norte em direcção a Dambulla, num autocarro com AC porque ninguém aguenta este calor e esta humidade.
3. Dambulla
Ficamos aqui 4 noites e fizemos de Dambulla a nossa cidade base para visitar o Triângulo Cultural.
No dia seguinte partimos para norte em direcção a Dambulla, num autocarro com AC porque ninguém aguenta este calor e esta humidade.
3. Dambulla
Ficamos aqui 4 noites e fizemos de Dambulla a nossa cidade base para visitar o Triângulo Cultural.
No 1º dia visitamos as magníficas grutas de Dambulla, incluídas na lista de Património da Humanidade do Sri Lanka. As grutas estão situadas dentro de uma enorme rocha e têm no seu interior inúmeras estátuas de Buda e impressionantes frescos no tecto.
4. Annuradhapura
2º dia e apanhámos um autocarro para visitar a cidade antiga de Annuradhapura. Foi a primeira capital do Sri Lanka, fundada há 5000 anos e está classificada como Património da Humanidade pela UNESCO.
Já lá combinamos um preço com um condutor de tuk tuk que nos conduziu pelo complexo.
Durante a visita aos templos tivemos que nos descalçar inúmeras vezes. Algo muito comum na visita a todos os templos neste país, por isso um conselho prático é levar meias, pois por vezes o chão está tão quente que queimamos os pés.
Contudo, apesar do chão abrasador, durante a visita houve mais um diluvio e acabamos por optar em andar descalças o resto do tempo.
5. Polonnaruwa
3º dia em Dambulla e apanhamos um autocarro para Polonnaruwa, com o objectivo de conhecer a cidade antiga reconhecida também como Património Mundial Da UNESCO.
Lá alugámos umas bicicletas e visitamos todo o complexo arqueológico que durou a maior parte do dia. Foi uma visita fascinante onde vimos monumentos e templos milenares.
Tivemos sorte com o tempo porque apenas chuviscou um pouco, que nem fez mossa.
6. Sigiriya
4º e último dia. Saimos de Dambulla e fomos de tuk-tuk para Sigiriya.
Tivemos sorte com o tempo porque apenas chuviscou um pouco, que nem fez mossa.
6. Sigiriya
4º e último dia. Saimos de Dambulla e fomos de tuk-tuk para Sigiriya.
Este foi um dia cansativo mas magnífico. Foi sem duvida um dos momentos altos da viagem.
Compramos o bilhete no local. Este não é propriamente barato (30$) mas vale a pena.
A temperatura estava ideal para caminhar e fizemos a subida de toda a escadaria pela rocha rumo à antiga fortaleza no topo. Reza a teoria mais consensual que o Rei Kashyapa do Sri Lanka mandou construir aqui o seu palácio real, no século 5 A.D.
A subida é esgotante mas vale a pena, pois as ruínas do topo e a paisagem em redor são magnificas!
A seguir à visita a Sigiriya, aproveitamos e subimos ao topo da rocha que tem a melhor vista sobre a fortaleza - Pidurangala Rock.
Compramos o bilhete no local. Este não é propriamente barato (30$) mas vale a pena.
A temperatura estava ideal para caminhar e fizemos a subida de toda a escadaria pela rocha rumo à antiga fortaleza no topo. Reza a teoria mais consensual que o Rei Kashyapa do Sri Lanka mandou construir aqui o seu palácio real, no século 5 A.D.
A subida é esgotante mas vale a pena, pois as ruínas do topo e a paisagem em redor são magnificas!
A seguir à visita a Sigiriya, aproveitamos e subimos ao topo da rocha que tem a melhor vista sobre a fortaleza - Pidurangala Rock.
Pidurangala é uma formação rochosa impressionante, localizada a pouquíssimos quilómetros de Sigiriya. A primeira parte do trilho é feita através de uma escadaria irregular mas que é fácil. A segunda (e última) parte da subida, é muito exigente. Não há trilho e é preciso escalar rochas graníticas, mas o esforço compensa. Lá em cima, a vista é magnífica. De um lado, a rocha de Sigiriya envolta em selva e em todo o resto, kms e kms de vegetação abundante, de natureza no seu estado puro.
Da parte da tarde, tivemos outra aventura fascinante. Aceitamos a sugestão e fizemos um safari no Parque Nacional de Minneriya. Fomos de jipe para o parque, as únicas duas no jipe, e ao longo do passeio vimos inúmeras manadas de elefantes andar em liberdade pela imensa planície. Que experiência fantástica!!
7. Kandy
Saímos de Dambulla e regressámos a Kandy de autocarro.
Desta vez, como já conhecíamos a cidade, aproveitamos para relaxar e andar pela cidade sem pressas. E desta vez sem chuva! Fomos conhecer o mercado local e algumas lojas.
O dia seguinte foi dedicado à mais famosa viagem de comboio do Sri Lanka. Apanhámos o comboio em direcção a Nuwara Eliya e fomos em 2ª classe com lugares reservados.
Da parte da tarde, tivemos outra aventura fascinante. Aceitamos a sugestão e fizemos um safari no Parque Nacional de Minneriya. Fomos de jipe para o parque, as únicas duas no jipe, e ao longo do passeio vimos inúmeras manadas de elefantes andar em liberdade pela imensa planície. Que experiência fantástica!!
7. Kandy
Saímos de Dambulla e regressámos a Kandy de autocarro.
Desta vez, como já conhecíamos a cidade, aproveitamos para relaxar e andar pela cidade sem pressas. E desta vez sem chuva! Fomos conhecer o mercado local e algumas lojas.
O dia seguinte foi dedicado à mais famosa viagem de comboio do Sri Lanka. Apanhámos o comboio em direcção a Nuwara Eliya e fomos em 2ª classe com lugares reservados.
A viagem é conhecida pelas suas paisagens deslumbrantes e são sem duvida alguma. A certa altura na viagem, aparecem belíssimas montanhas verdes com infindáveis plantações de chá. É possível durante a viagem sentarmo-nos na porta do comboio e ver de mais perto a vista fabulosa.
8. Nuwara Eliya
8. Nuwara Eliya
Chegamos a Nuwara Eliya, denominada por Little England, fruto da influência britânica que, ainda hoje, é possível observar na cidade.
Aqui ficámos 2 noites. Durante a nossa estadia na cidade a chuva esteve sempre presente.
Aqui ficámos 2 noites. Durante a nossa estadia na cidade a chuva esteve sempre presente.
Já munidas de um chapéu de chuva fizemos a visita ao Grand Hotel onde fomos tomar o Afternoon Tea, que foi surpreendente.
No 2º dia visitámos o Parque Nacional de Horton Plains onde fizemos uma caminhada de 9 km. A caminhada é relativamente fácil, onde passamos por vários tipos de paisagens. O ponto alto da caminhada é a vista do World´s End e também da cascata de Baker´s Falls.
Nesse mesmo dia visitámos também as Ramboda Falls e fizemos uma visita a uma fábrica de chá - Blue Field, pois esta região é onde está a maior produção e a melhor qualidade de chá do Sri Lanka. Participamos numa visita guiada para conhecer as instalações e todo o processo de produção de chá. Valeu a pena. No final ainda tivemos direito a uma prova de chá.
No dia seguinte, fizemos a ultima parte da famosa viagem de comboio do Sri Lanka, Nuwara Eliya - Ella que apesar de ser de sonho para muitos, para nós diria que foi a viagem pesadelo.
No dia seguinte, fizemos a ultima parte da famosa viagem de comboio do Sri Lanka, Nuwara Eliya - Ella que apesar de ser de sonho para muitos, para nós diria que foi a viagem pesadelo.
Para além de o comboio se ter atrasado horas, o dia estava chuvoso e nublado, a meio da viagem tivemos que sair do comboio, no meio de plantações de chá, sem plataforma, o que implicou um salto gigantesco pela vida. Com o dia já a escurecer, sem qualquer luz eléctrica, trocámos para outro comboio, guiadas pelas lanternas dos telemóveis e fizemos o resto da viagem para Ella. Ou seja, nem sequer vislumbramos a paisagem tão idílica que tantos falam. Mas o que interessa é sobreviver!!
9. Ella
Chegámos a Ella já de noite e a chover.
No 1º dia em Ella visitámos o Little Adam’s Peak que é um trilho completamente plano, largo e em terra batida e que corre por entre as plantações de chá. Vale pela vista no topo. Uma vista de 360° sobre as montanhas, plantações de chá e vales de Ella.
De seguida, fomos por um trilho que nos levou à chamada Ponte dos 9 Arcos (Nine Arch Bridges). A certa altura chegámos a um miradouro transformado em tasco. Aí ficamos a tomar um sumo de fruta à espera da passagem do comboio, pois realmente a vista é privilegiada. Depois de muitas fotos e vídeos o comboio passou e descemos até à ponte.
Da ponte fomos a pé para Ella pelo caminho de ferro, a rezar para que o comboio não passasse. E não passou...
Chegámos a Ella já de noite e a chover.
No 1º dia em Ella visitámos o Little Adam’s Peak que é um trilho completamente plano, largo e em terra batida e que corre por entre as plantações de chá. Vale pela vista no topo. Uma vista de 360° sobre as montanhas, plantações de chá e vales de Ella.
De seguida, fomos por um trilho que nos levou à chamada Ponte dos 9 Arcos (Nine Arch Bridges). A certa altura chegámos a um miradouro transformado em tasco. Aí ficamos a tomar um sumo de fruta à espera da passagem do comboio, pois realmente a vista é privilegiada. Depois de muitas fotos e vídeos o comboio passou e descemos até à ponte.
Da ponte fomos a pé para Ella pelo caminho de ferro, a rezar para que o comboio não passasse. E não passou...
No 2º dia fomos visitar Ella Rock, que implicou uma caminhada e subida com algum esforço. O trilho a seguir, praticamente, não está definido o que nos deixou um bocadinho hesitantes, mas acabamos por encontrá-lo, e seguimos até o topo. A vista do topo é novamente feita de verdes colinas e de muito muito verde.
Da parte da tarde começou um dilúvio de proporções quase Bíblicas o que provocou o fecho da estrada por onde queríamos seguir viagem. Desta forma tivemos que alterar os planos e no dia seguinte apanhar um comboio e 2 autocarros públicos que demoraram uma eternidade para chegar a Tangalle.
10. Tangalle
10. Tangalle
Entre as dezenas e dezenas de praias existentes, escolhemos Tangalle para ficar.
Não tivemos grande sorte com o tempo pois choveu o tempo todo que lá tivemos.
Não tivemos grande sorte com o tempo pois choveu o tempo todo que lá tivemos.
O alojamento onde ficamos estava situado mesmo em frente à praia, verdadeiramente paradisíaco, o que foi desolador por não haver nem uma nesga de sol para poder dar um pequeno mergulho no mar!!
Aproveitamos o tempo para descansar e relaxar.
11. Mirissa
No dia seguinte fomos de autocarro para Mirissa, conhecida pela praia dos surfistas. Aqui vimos muitos turistas ocidentais. O local respira todo um ambiente muito descontraído.
No 2º dia, o tempo começou a ficar melhor e deu para ir à praia. Aproveitamos o bom tempo e almoçamos numa esplanada directamente sobre a praia.
12. Galle
Aproveitamos o tempo para descansar e relaxar.
11. Mirissa
No dia seguinte fomos de autocarro para Mirissa, conhecida pela praia dos surfistas. Aqui vimos muitos turistas ocidentais. O local respira todo um ambiente muito descontraído.
No 2º dia, o tempo começou a ficar melhor e deu para ir à praia. Aproveitamos o bom tempo e almoçamos numa esplanada directamente sobre a praia.
12. Galle
Partimos para Galle de autocarro.
Lá ficamos alojadas dentro do forte o que deu para explorar a pé o que a UNESCO classifica como Património da Humanidade.
Foi em 1505 que Lourenço de Almeida chegou à Taprobana “por mares nunca dantes navegados”e as gentes de Galle, quando dizemos que somos portuguesas vão-nos lembrando destes feitos. A presença portuguesa aqui ainda é recordada.
Lá ficamos alojadas dentro do forte o que deu para explorar a pé o que a UNESCO classifica como Património da Humanidade.
Foi em 1505 que Lourenço de Almeida chegou à Taprobana “por mares nunca dantes navegados”e as gentes de Galle, quando dizemos que somos portuguesas vão-nos lembrando destes feitos. A presença portuguesa aqui ainda é recordada.
Andar pelas ruas do forte é um encanto onde vimos casas coloniais, lojas, restaurantes e hotéis com muito bom aspecto e muito charme!!
No dia seguinte já contamos com o sol e passamos o dia na praia de Unawatuna, o que foi incrível. Foi um dia de dolce far niente, entre mergulhos e deitadas ao sol nas espreguiçadeiras.
No dia seguinte já contamos com o sol e passamos o dia na praia de Unawatuna, o que foi incrível. Foi um dia de dolce far niente, entre mergulhos e deitadas ao sol nas espreguiçadeiras.
No dia seguinte, apanhamos o comboio para Colombo que segue sempre junto à costa tornando-se uma viagem interessante.
13. Colombo
13. Colombo
Regressamos à capital. Durante a tarde aproveitamos para explorar a cidade. Visitamos o templo budista Gangaramaya (que vale a pena a visita), o Beira Lake (“Beira” ainda do tempo dos portugueses) e passeamos pelo Viharamahadevi parque.
Depois seguimos para a zona do Forte de Colombo, onde terminamos o dia no Dutch Hospital, que agora é uma zona com lojas e cafés trendy.
Regressamos ao hotel e terminamos assim o nosso roteiro pelo Sri Lanka.
Apesar dos problemas de segurança que afectaram o Sri Lanka, o país continua a ser um extraordinário destino de viagem.
Depois seguimos para a zona do Forte de Colombo, onde terminamos o dia no Dutch Hospital, que agora é uma zona com lojas e cafés trendy.
Regressamos ao hotel e terminamos assim o nosso roteiro pelo Sri Lanka.
Apesar dos problemas de segurança que afectaram o Sri Lanka, o país continua a ser um extraordinário destino de viagem.
É um país limpo, arrumado, com gente simpática, humilde e hospitaleira, cheio de paisagens maravilhosas, onde o verde domina completamente a paisagem, praias com coqueiros, dignas de postal e templos coloridos.
É muito fácil deslocarmo-nos pelo país por nossa conta, pois os autocarros são baratíssimos e percorrem todo o país, apesar de demorarem uma eternidade.
É muito fácil deslocarmo-nos pelo país por nossa conta, pois os autocarros são baratíssimos e percorrem todo o país, apesar de demorarem uma eternidade.
Ao longo de toda a viagem cruzamo-nos com turistas de todos os tipos – de mochileiros à chique mulher russa, passando por casais com filhos pequenos e viajantes maduros.
Sri Lanka é sem duvida um destino a conhecer.
Sri Lanka é sem duvida um destino a conhecer.
segunda-feira, 1 de julho de 2019
Operação Embondeiro - Missão p'ra Vida
No dia 14 de Março, Moçambique foi atingido por um ciclone tropical que devastou a província de Sofala, no centro de país.
Moçambique é um país com graves carências na área da saúde e o ciclone veio agravar essa situação.
Na sequência deste desastre natural, a Cruz Vermelha Portuguesa em parceria com os Médicos do Mundo criou a Operação Embondeiro com o intuito de ajudar as populações da cidade da Beira, com cuidados de saúde, assim como auxiliar nas obras de reconstrução da Maternidade e Centro de Saúde de Macurungo.
Surge assim a oportunidade de participar nesta missão e quando soube que poderia ir nem sequer hesitei. Esta viagem era muito importante para mim, pois fazer voluntariado sempre foi uma coisa que quis fazer.
Quando se parte para este tipo de missões nunca se sabe o que vai se encontrar. É mesmo agarrar o desafio pela vontade de querer ajudar de alguma forma, mas nunca temos noção da realidade que vamos encontrar no momento.
Parti em missão no dia 5 de Junho, juntamente com uma equipa fantástica de 7 elementos, todos diferentes mas todos empenhados em dar o seu melhor. Estivemos cerca de 3 semanas na cidade da Beira. A diferença uniu-nos e gerou um espírito de equipa fantástico.
O nosso local de trabalho era no Centro de Saúde e Maternidade de Macurungo, um dos bairros mais pobres e degradados da cidade. Todos os dias nos deslocávamos para aqui onde prestávamos cuidados de saúde aos utentes em parceria com os profissionais de saúde. Procurávamos ao mesmo tempo realizar algumas formações aos mesmos.
Conheci lugares e pessoas fantásticas. Durante a minha estadia vi pobreza, vi coisas menos boas e entristecedoras. Mas vi também crianças felizes a brincar e a sorrir e com elas brinquei, dançei, cantei, abraçei e chorei.
Vivi imensas emoções fortes mas que valeram muito a pena. Vale a pena sair da nossa zona de conforto habitual e arriscar, para se poder ajudar quem mais precisa.
Participar nesta missão foi uma experiência de vida enorme com a qual aprendi que posso fazer muito, com muito pouco.
Parti em missão no dia 5 de Junho, juntamente com uma equipa fantástica de 7 elementos, todos diferentes mas todos empenhados em dar o seu melhor. Estivemos cerca de 3 semanas na cidade da Beira. A diferença uniu-nos e gerou um espírito de equipa fantástico.
O nosso local de trabalho era no Centro de Saúde e Maternidade de Macurungo, um dos bairros mais pobres e degradados da cidade. Todos os dias nos deslocávamos para aqui onde prestávamos cuidados de saúde aos utentes em parceria com os profissionais de saúde. Procurávamos ao mesmo tempo realizar algumas formações aos mesmos.
Conheci lugares e pessoas fantásticas. Durante a minha estadia vi pobreza, vi coisas menos boas e entristecedoras. Mas vi também crianças felizes a brincar e a sorrir e com elas brinquei, dançei, cantei, abraçei e chorei.
Vivi imensas emoções fortes mas que valeram muito a pena. Vale a pena sair da nossa zona de conforto habitual e arriscar, para se poder ajudar quem mais precisa.
Participar nesta missão foi uma experiência de vida enorme com a qual aprendi que posso fazer muito, com muito pouco.
Aprendi também que não precisamos de tanto coisa para viver, pois vivemos rodeados com "coisas a mais" que pensámos que nos fazem felizes!!
Foi também um ponto de viragem no meu íntimo, enquanto ser humano, por ter sentido muito profundamente que dar Amor e Carinho é a coisa mais fácil do Mundo!
Franz Kafka
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quarta-feira, 8 de maio de 2019
Pelas Terras Altas Escocesas
A Escócia, em especial a ilha de Skye, era um destino que, há muito tempo, fazia parte dos paraísos naturais que eu e a minha irmã desejávamos visitar. E por isso tiramos 1 semana de férias para fazê-lo.
A nossa viagem pela Escócia começou em Edimburgo mas a roadtrip em si começou apenas em Glasgow, pois só aí é que alugamos um carro, e acabou em Edimburgo, onde o devolvemos.
Conduzir pela esquerda seria novamente um desafio mas se já o conseguimos uma vez, desta vez iria ser mais fácil.
O roteiro era ambicioso e implicou percorrer muitos km por dia, pois visitar a Ilha de Skye e as Highlands escocesas era o principal objectivo.
Dia 1
✈ voo Lisboa - Edimburgo
Visitar Edimburgo foi uma surpresa contínua!
A certa altura chegámos ao majestoso Glencoe Valley e ficamos deslumbradas. As paisagens são lindíssimas, com montanhas, lagos e vales.
Um dos locais mais bonitos do nosso percurso, foi o miradouro The Three Sisters. Este nome deriva do facto de ali se encontrarem três grandes montanhas: A Short Ridge, a Black Ridge e a Long Hill.
A vista neste ponto é simplesmente de tirar a respiração. Ficámos neste local durante algum tempo, não só a tirar fotografias mas sobretudo a desfrutar deste pequeno cantinho escocês verdadeiramente belo.
Já a chegar a Fort William ficamos totalmente impressionadas com a famosa montanha Ben Nevis. Este é o ponto mais alto do Reino Unido com 1344 metros de altitude. Ainda deu para fazermos uma pequena visita à montanha.
Dia 4
🚗 Fort William - Ilha de Skye
Partimos de manhã, em direcção a Mallaig e no caminho passamos pelo Glenfinnen Viaduct.
Apanhamos o ferry Mallaig-Armadale (ilha de Skye) cuja travessia demorou cerca de 30min.
Chegámos à ilha de Skye ainda de dia e fomos logo visitar Fairy Pools e fizemos o trilho de cerca 2,4 km.
Dia 5
🚗 Ilha de Skye - Inverness
Visitamos o resto da ilha de carro com destaque para Quiraing, Old Man of Storr e Portree. Lugares com paisagens inacreditáveis!!
De seguida, regressamos a Inverness, a capital das Highlands. Caminhamos um pouco pela cidade, visitamos o seu centro e o castelo, que não é aberto ao publico, mas tem uma vista bonita sobre o rio Ness e sobre a cidade.
Continuamos o nosso roteiro e seguimos em direcção a Stirling, passando pela região das montanhas Cairngorms, onde nos demoramos mais.
O parque nacional de Cairngorms situa-se no coração das Terras Altas escocesas e é o maior parque nacional da Grã-Bretanha. As paisagens são de tirar o fôlego.
Não fizemos nenhum percurso pedestre, no entanto, encontramos um lago com uma paisagem magnifica onde ficamos a contemplar e a fotografar durante um bom bocado.
Continuamos caminho até Stirling, passando sempre por estradas secundárias e a passar por dentro de pequenas aldeias com paisagens verdejantes. Fabuloso!!
Chegamos a Stirling já de noite, onde ficamos alojadas.
Dia 7
🚗 Stirling - Edimburgo
Visitamos Stirling, que é uma cidade medieval, cheia de história e com lugares de interesse como o seu castelo e a Igreja Holy Rude.
Visitámos o monumento erigido em honra de Sir William Wallace, o lendário herói da independência retratado por Mel Gibson no filme Braveheart. Vale pela vista sobre a cidade de Stirling.
Saímos da cidade e pusemo-nos a caminho de Edimburgo. Antes de chegar à capital, fizemos um pequeno desvio para visitar a Capela Rosslyn, a mais recente atracção turística da região, muito procurada desde que fora referenciada no livro «O Código Da Vinci», de Dan Brown.
Diz a lenda que ela foi construída pelos Cavaleiros Templários para proteger o Santo Graal, que, como se diz, está em baixo da rosa. Rosslyn é a linha rosa original, por isso a tal lenda.
Pois é graças a tudo isto que a capela está transformada numa verdadeira caixa-forte e com isso explorada ao máximo. A entrada é paga e bem paga. Se resolveres não entrar é completamente impossível ter um pequeno vislumbre da capela e do seu exterior, pelos muros altos que a circundam.
O desvio revelou-se portanto, uma desilusão.
Continuamos caminho até Edimburgo e desta vez visitámos outra parte da cidade e fomos a Dean Village.
É uma vila pequena, situada perto do centro da cidade, que fica junto ao rio Leith, e que tem casinhas e cenários encantadores. Ao caminhar pelas ruelas parece que estamos num conto-de-fadas.
Entregamos o carro no aeroporto de Edimburgo e optamos por ficar alojadas perto do aeroporto.
Visitar Edimburgo foi uma surpresa contínua!
Ficámos alojadas num hostel muito bem localizado, perto do Castelo e da Royal Mile, o que foi bom porque assim ficamos perto das atracções da cidade e visitámos tudo a pé, poupando assim o dinheiro em transportes.
A Royal Mile é possivelmente uma das ruas mais famosas da Europa e sem qualquer dúvida a rua mais famosa de Edimburgo.
Percorrer as ruas da cidade antiga é um verdadeiro regalo para os olhos. A arquitectura dos edifícios, a forma como estão bem conservados, assim como o equilíbrio de cores e de vida na rua é perfeito. À medida que se percorre as ruas apercebemo-nos que a quantidade de pessoas na rua, nomeadamente de turistas é grande, e em qualquer parte surge o som alegre e vibrante de alguém a tocar gaita de foles.
Existe outra parte da cidade que também vale a pena conhecer a pé. A cidade possui uma enorme oferta cultural com ruas cheias de galerias de arte e várias actividades de rua. Uma das melhores maneiras de absorver e conhecer todo este conteúdo cultural é com uma visita ao museu nacional da Escócia.
O museu é fantástico, para além de ser totalmente gratuito possui um enorme espolio. O museu está dividido em várias áreas de interesse: vida animal, história da Escócia, ciência, arte e cultura. Infelizmente o tempo que tínhamos disponível não nos permitiu ver todas as secções mas as que visitámos foram mesmo muito boas, sobretudo pela interactividade que todas as exposições do museu tem.
Dia 2
🚆 Edimburgo - Glasgow
Fizemos a viagem de comboio para Glasgow, que demorou cerca de 1h.
A Royal Mile é possivelmente uma das ruas mais famosas da Europa e sem qualquer dúvida a rua mais famosa de Edimburgo.
Percorrer as ruas da cidade antiga é um verdadeiro regalo para os olhos. A arquitectura dos edifícios, a forma como estão bem conservados, assim como o equilíbrio de cores e de vida na rua é perfeito. À medida que se percorre as ruas apercebemo-nos que a quantidade de pessoas na rua, nomeadamente de turistas é grande, e em qualquer parte surge o som alegre e vibrante de alguém a tocar gaita de foles.
Existe outra parte da cidade que também vale a pena conhecer a pé. A cidade possui uma enorme oferta cultural com ruas cheias de galerias de arte e várias actividades de rua. Uma das melhores maneiras de absorver e conhecer todo este conteúdo cultural é com uma visita ao museu nacional da Escócia.
O museu é fantástico, para além de ser totalmente gratuito possui um enorme espolio. O museu está dividido em várias áreas de interesse: vida animal, história da Escócia, ciência, arte e cultura. Infelizmente o tempo que tínhamos disponível não nos permitiu ver todas as secções mas as que visitámos foram mesmo muito boas, sobretudo pela interactividade que todas as exposições do museu tem.
Dia 2
🚆 Edimburgo - Glasgow
Fizemos a viagem de comboio para Glasgow, que demorou cerca de 1h.
Apesar de Edimburgo ser a capital, Glasgow é a maior cidade da Escócia.
É uma cidade jovem, cheia de gente e bastante grande. Para a visitar gasta-se bem a sola do sapato! Para os mais preguiçosos a cidade tem metro.
É uma cidade jovem, cheia de gente e bastante grande. Para a visitar gasta-se bem a sola do sapato! Para os mais preguiçosos a cidade tem metro.
O Centro de Glasgow é cheio de vida, com várias ruas fechadas para pedestres, repletas de artistas de rua.
Vale a pena visitar a Catedral, a Universidade de Glasgow e terminar o dia a beber um pint na Ashton Lane.
Dia 3
🚗 Glasgow - Fort William
De Glasgow partimos para as terras altas escocesas, seguindo pela A82, considerada uma das estradas mais bonitas da Escócia. Viajámos ao lado de vários lagos, entre os quais o comprido Loch Lommond.
Vale a pena visitar a Catedral, a Universidade de Glasgow e terminar o dia a beber um pint na Ashton Lane.
Dia 3
🚗 Glasgow - Fort William
De Glasgow partimos para as terras altas escocesas, seguindo pela A82, considerada uma das estradas mais bonitas da Escócia. Viajámos ao lado de vários lagos, entre os quais o comprido Loch Lommond.
A certa altura chegámos ao majestoso Glencoe Valley e ficamos deslumbradas. As paisagens são lindíssimas, com montanhas, lagos e vales.
Um dos locais mais bonitos do nosso percurso, foi o miradouro The Three Sisters. Este nome deriva do facto de ali se encontrarem três grandes montanhas: A Short Ridge, a Black Ridge e a Long Hill.
A vista neste ponto é simplesmente de tirar a respiração. Ficámos neste local durante algum tempo, não só a tirar fotografias mas sobretudo a desfrutar deste pequeno cantinho escocês verdadeiramente belo.
Já a chegar a Fort William ficamos totalmente impressionadas com a famosa montanha Ben Nevis. Este é o ponto mais alto do Reino Unido com 1344 metros de altitude. Ainda deu para fazermos uma pequena visita à montanha.
Dia 4
🚗 Fort William - Ilha de Skye
Partimos de manhã, em direcção a Mallaig e no caminho passamos pelo Glenfinnen Viaduct.
Este é um daqueles locais que deixou de ser apenas escocês e passou a ser do Mundo.
Adorámos conhecer este local sobretudo pela beleza do enquadramento do viaduto com as montanhas envolventes.
Adorámos conhecer este local sobretudo pela beleza do enquadramento do viaduto com as montanhas envolventes.
Tivemos ainda a sorte de ver passar a locomotiva a vapor, levando a nossa imaginação de imediato para o caminho da escola de Hogwarts, local onde filmaram uma cena do filme Harry Potter.
Apanhamos o ferry Mallaig-Armadale (ilha de Skye) cuja travessia demorou cerca de 30min.
Chegámos à ilha de Skye ainda de dia e fomos logo visitar Fairy Pools e fizemos o trilho de cerca 2,4 km.
De seguida fomos para o longínquo farol de Neist Point, que fica na ponta oeste da ilha. Já não chegamos a tempo do pôr-do-sol e o vento forte e a chuva não nos deixaram apreciar o local correctamente.
Chegamos ao alojamento já bastante tarde.
Chegamos ao alojamento já bastante tarde.
Dia 5
🚗 Ilha de Skye - Inverness
Visitamos o resto da ilha de carro com destaque para Quiraing, Old Man of Storr e Portree. Lugares com paisagens inacreditáveis!!
Fizemos algumas caminhadas, nomeadamente a de Fairy Glen, de Quiraing e de Old Man of Storr, apesar de não termos feito as ultimas na totalidade.
Skye é uma ilha maravilhosa cheia de paisagens incríveis que nos obriga estar sempre a parar.
A paisagem é agreste, muito montanhosa, acastanhada e pedregosa, e o vento sopra sem piedade. A vida na ilha é sem dúvida difícil mas Skye é um lugar magnífico.
Despedimo-nos da ilha e saímos pela Skye Bridge na estrada A87, passando pelo Eilean Donan Castle.
O magnífico castelo fica numa pequena ilha do Loch Luich, unida a terra por uma ponte de pedra. Este é um dos locais mais fotografados na Escócia pela sua beleza e cenário romântico.
Seguimos de carro até Inverness e a certa altura passamos pela margem direita do Loch Ness. O Loch Ness é o segundo maior lago da Escócia.
Skye é uma ilha maravilhosa cheia de paisagens incríveis que nos obriga estar sempre a parar.
A paisagem é agreste, muito montanhosa, acastanhada e pedregosa, e o vento sopra sem piedade. A vida na ilha é sem dúvida difícil mas Skye é um lugar magnífico.
Despedimo-nos da ilha e saímos pela Skye Bridge na estrada A87, passando pelo Eilean Donan Castle.
O magnífico castelo fica numa pequena ilha do Loch Luich, unida a terra por uma ponte de pedra. Este é um dos locais mais fotografados na Escócia pela sua beleza e cenário romântico.
Seguimos de carro até Inverness e a certa altura passamos pela margem direita do Loch Ness. O Loch Ness é o segundo maior lago da Escócia.
Passámos ao lado do lago tendo sempre à nossa esquerda uma encosta com uma floresta densa de abetos gigantes e de grandes carvalhos e à direita o lago que se perde de vista.
A certa altura deparamo-nos com veados e tal foi a excitação!!
Paramos para apreciar a vista do lago. Não é um local propriamente bonito, pois não se distingue em nada dos outros lagos da Escócia, mas é possível perceber a serenidade natural que este local emana. Só se ouve a água, os pássaros e as nossas vozes.
Chegámos a Beauly, uma localidade relativamente perto de Inverness onde ficámos alojadas.
A certa altura deparamo-nos com veados e tal foi a excitação!!
Paramos para apreciar a vista do lago. Não é um local propriamente bonito, pois não se distingue em nada dos outros lagos da Escócia, mas é possível perceber a serenidade natural que este local emana. Só se ouve a água, os pássaros e as nossas vozes.
Chegámos a Beauly, uma localidade relativamente perto de Inverness onde ficámos alojadas.
Dia 6
🚗 Inverness - Stirling
Antes de irmos para Inverness fizemos um desvio para noroeste para visitar Ullapool.
Ullapool é uma pequena aldeia piscatória a cerca de 72 km a noroeste de Inverness. Possui um importante porto de pesca, conhecido pela qualidade do seu marisco. A aldeia em si não tem muito para ver mas as paisagens até lá são fantásticas.
🚗 Inverness - Stirling
Antes de irmos para Inverness fizemos um desvio para noroeste para visitar Ullapool.
Ullapool é uma pequena aldeia piscatória a cerca de 72 km a noroeste de Inverness. Possui um importante porto de pesca, conhecido pela qualidade do seu marisco. A aldeia em si não tem muito para ver mas as paisagens até lá são fantásticas.
De seguida, regressamos a Inverness, a capital das Highlands. Caminhamos um pouco pela cidade, visitamos o seu centro e o castelo, que não é aberto ao publico, mas tem uma vista bonita sobre o rio Ness e sobre a cidade.
Continuamos o nosso roteiro e seguimos em direcção a Stirling, passando pela região das montanhas Cairngorms, onde nos demoramos mais.
O parque nacional de Cairngorms situa-se no coração das Terras Altas escocesas e é o maior parque nacional da Grã-Bretanha. As paisagens são de tirar o fôlego.
Não fizemos nenhum percurso pedestre, no entanto, encontramos um lago com uma paisagem magnifica onde ficamos a contemplar e a fotografar durante um bom bocado.
Continuamos caminho até Stirling, passando sempre por estradas secundárias e a passar por dentro de pequenas aldeias com paisagens verdejantes. Fabuloso!!
Chegamos a Stirling já de noite, onde ficamos alojadas.
Dia 7
🚗 Stirling - Edimburgo
Visitamos Stirling, que é uma cidade medieval, cheia de história e com lugares de interesse como o seu castelo e a Igreja Holy Rude.
Visitámos o monumento erigido em honra de Sir William Wallace, o lendário herói da independência retratado por Mel Gibson no filme Braveheart. Vale pela vista sobre a cidade de Stirling.
Saímos da cidade e pusemo-nos a caminho de Edimburgo. Antes de chegar à capital, fizemos um pequeno desvio para visitar a Capela Rosslyn, a mais recente atracção turística da região, muito procurada desde que fora referenciada no livro «O Código Da Vinci», de Dan Brown.
Diz a lenda que ela foi construída pelos Cavaleiros Templários para proteger o Santo Graal, que, como se diz, está em baixo da rosa. Rosslyn é a linha rosa original, por isso a tal lenda.
Pois é graças a tudo isto que a capela está transformada numa verdadeira caixa-forte e com isso explorada ao máximo. A entrada é paga e bem paga. Se resolveres não entrar é completamente impossível ter um pequeno vislumbre da capela e do seu exterior, pelos muros altos que a circundam.
O desvio revelou-se portanto, uma desilusão.
Continuamos caminho até Edimburgo e desta vez visitámos outra parte da cidade e fomos a Dean Village.
É uma vila pequena, situada perto do centro da cidade, que fica junto ao rio Leith, e que tem casinhas e cenários encantadores. Ao caminhar pelas ruelas parece que estamos num conto-de-fadas.
Entregamos o carro no aeroporto de Edimburgo e optamos por ficar alojadas perto do aeroporto.
Dia 8
✈ Edimburgo - Lisboa
Partida para Lisboa.
A Escócia não só preencheu todas as expectativas que tinha, como me surpreendeu a cada minuto.
Viajar de carro pela Escócia foi fantástico, pois viajar nas Terras Altas da Escócia e pela Ilha de Skye, é mais do que ir coleccionando lugares, já que o caminho percorrido entre eles é tão ou mais impressionante.
Deparei-me com um país fantástico cheio de história, com um património incrível, com paisagens marcadas pela história e cheias de histórias, um povo orgulhoso dos seus feitos mas sempre simpático e receptivo.
✈ Edimburgo - Lisboa
Partida para Lisboa.
A Escócia não só preencheu todas as expectativas que tinha, como me surpreendeu a cada minuto.
Viajar de carro pela Escócia foi fantástico, pois viajar nas Terras Altas da Escócia e pela Ilha de Skye, é mais do que ir coleccionando lugares, já que o caminho percorrido entre eles é tão ou mais impressionante.
Deparei-me com um país fantástico cheio de história, com um património incrível, com paisagens marcadas pela história e cheias de histórias, um povo orgulhoso dos seus feitos mas sempre simpático e receptivo.
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