"O destino não é coisa que se saiba pelas sinas, nem obra do acaso, nem artes para adivinhos ou leitores de palmas de mão, nem nada que se modifique com caprichos da fatalidade. O destino de cada indivíduo neste mundo está por cima do seu próprio caso pessoal". Almada Negreiros, in "Ensaios"
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domingo, 13 de fevereiro de 2022
Las Médulas
quarta-feira, 8 de dezembro de 2021
Natal em Lisboa
O Natal para mim é possivelmente o período do ano mais especial. O espirito que se vive nesta altura é único e as luzes e os enfeites de natal ajudam a torná-la numa época mágica.
Viver o natal em qualquer sítio do país é especial, mas as festividades natalícias na nossa capital são levadas a um nível mais elevado. Ano após ano os governantes têm investido em atividades e decorações cada vez mais elaboradas e magnificas. E daí nasceu a minha vontade em conjunto com umas amigas, para irmos passar uns dias à capital para poder vivenciar todo este ambiente natalício.
As atrações temáticas são imensas, desde mercados de natal espalhados pela cidade, como a iluminação de Natal nas principais ruas do centro, que por si só já é uma atração, dando especial destaque à árvore de Natal do Terreiro do Paço.
Outra atração é o Wonderland Lisboa, situado no parque Eduardo VII e que tem várias atrações, como uma pista de gelo, bancas de artesanato e de outros produtos, bancas de comida e uma roda gigante.
Claro que aproveitamos para comer aqui e em andar na roda. De lá de cima, tem-se uma vista privilegiada do parque Eduardo VII assim como do Marquês Pombal e da Avenida da Liberdade.
Visitámos também o Mercado de Natal do Rossio, mas o que foi mesmo especial foi caminhar pelas várias ruas e apreciar as luzes, as montras enquanto se ouviam as músicas de natal e se comiam umas castanhas. As ruas estavam apinhadas de gente a fazer o mesmo que nós.
Sem dúvida que nesta época do Natal, a cidade de Lisboa torna-se ainda mais vibrante e encantadora. Foram uns belos passeios natalícios.
segunda-feira, 25 de outubro de 2021
Comboio Histórico do Douro
segunda-feira, 27 de setembro de 2021
Ronda e o Caminito del Rey
Juro que não fiz de propósito, mas parece que todos os meus últimos caminhos foram dar à Andalucia.
Andava há muito tempo a planear fazer o Caminito del Rey, em Espanha e desta vez surgiu a oportunidade de me juntar a um grupo de caminhada - Wildest e de fazê-lo.
E assim, passado cerca de 1 mês, eu e a minha irmã voltamos a Andalucia e a Ronda , desta vez, propositadamente para fazer o Caminito del Rey.
Começamos o fim-de-semana em Sevilha, a capital da região. Um dia é manifestamente pouco tempo para conhecer a cidade e como já a conhecíamos desta vez focamo-nos em conhecer a sua catedral. Esta é a maior de Espanha e a 3ª maior do mundo.
Subimos a Torre da Giralda que outrora foi um minarete e cujas vistas sobre a cidade compensam o esforço.
De seguida, visitámos a Catedral que é absolutamente magnânima, com destaque para o seu altar-mor e cheia de recantos e de história, pois esta foi a última morada do famoso navegador Cristóvão Colombo.
Depois de almoço seguimos para a cidade de Ronda, que também já conhecíamos da nossa última visita à região. Andámos a pé pela cidade e desta vez fomos ver a Ponte Nova, mas desta vez, observá-la de cima.
No dia seguinte seguimos cedo para o Caminito del Rey, em Ardales. Este caminho é um trilho construído pelos antigos trabalhadores das barragens no desfiladeiro de Gaitanes, em El Chorro. Foi construído no inicio do séc. XX e servia de acesso aos trabalhadores durante a construção da barragem. Depois de criado o caminho, um dos engenheiros resolveu levar os amigos a visitá-lo e com o crescimento das visitas o desfiladeiro começou a tornar-se cada vez mais popular. O rei atravessou-o para inaugurar as barragens e passou a ser conhecido como o Caminito del Rey.
Nos anos 90, o caminho foi alvo de várias visitas de exploradores mais aventureiros. No entanto, nessa altura ocorreram vários incidentes mortais, pois o caminho encontrava-se em mau estado. Foi considerado o percurso pedestre mais perigoso do mundo e foi encerrado durante 15 anos.
Em 2015 foi reaberto ao público, totalmente remodelado e com condições de segurança. Hoje é conhecido como um dos locais mais incríveis para se conhecer.
O trilho é um percurso linear de apenas 1 sentido, com 8km no total em que 3km são feitos em passadiços de madeira e 5km em trilho de terra pelo bosque, com dificuldade reduzida.
O percurso percorre o canhão do fluvial do rio Gaitanes que proporciona paisagens magnificas e de tirar a respiração. A dimensão do desfiladeiro é avassalador! Tudo no percurso é intenso e cativante, mas a parte final do trilho foi sem dúvida a mais surpreendente e mais desafiante. Demoramos cerca de 3h a percorrer o trilho, sempre a fotografar as paisagens incríveis das rochas e do desfiladeiro.
Valeu muito a pena a viagem só por causa deste trilho. Andalucia é sem duvida uma região com muito para oferecer.
quarta-feira, 11 de agosto de 2021
De carro por Andaluzia
Fizemos a visita com guias de áudio e lá dentro, visitamos o museu, os túmulos dos reis católicos e a cripta onde estão os restos mortais do rei Fernando de Aragão e da rainha Isabella de Castela, juntamente com os corpos da rainha Joana I, Filipe I e Príncipe Miguel de La Paz.
quarta-feira, 21 de julho de 2021
D. Maria II. De princesa brasileira a rainha de Portugal
Aqui estão expostas várias peças, como objetos do quotidiano, quadros e documentos que evocam a biografia da rainha.
Foi rainha aos 15 anos, mãe de 11 filhos e morreu ao dar à luz o seu 11.º filho aos 34 anos.
O seu reinado foi um pouco atribulado, com sucessivas revoluções, pois foi a primeira rainha constitucional do nosso país.
A exposição não é muito grande. Gostei da exposição, é curta mas informativa.
Não posso deixar de referir que adorei ver as várias joias pessoais de D. Maria II, a sua Coroa Real, o mobiliário, assim como as vitrinas dedicadas à troca de correspondência entre a rainha e seu pai, entre outras figuras.
quinta-feira, 17 de junho de 2021
Picos de Europa
A vontade de voltar a viajar é enorme!! 2021 já vai a meio e a pandemia mantém-se, mas vai mais branda, pois cada vez existem mais pessoas vacinadas. As restrições continuam a ser impostas, mas já é possível sonhar com viagens, no entanto, temos que ser flexíveis e optar por viagens mais seguras e possíveis.
Viajar no continente europeu é uma das opções mais viáveis nesta altura e surge assim, com todas estas condicionantes a oportunidade de realizar uma escapadinha para fora de Portugal. A primeira depois de tanto tempo.
A escapadinha é a visitar os Picos de Europa, na nossa vizinha Espanha, durante 3 dias.
Os Picos da Europa fazem parte de um parque natural no norte de Espanha, que se estende pelo Principado das Astúrias e pelas Comunidades Autónomas de Cantábria e Castela e Leão. É considerada uma das regiões montanhosas mais bonitas não só de Espanha, mas de toda a Europa.
Fui com um grupo de viagens chamado Borealis - uma agência de viagens experiente em trekking. Fomos de autocarro com as devidas condições de segurança. A parte chata é que é uma viagem longa, pois são cerca de 500km, onde temos que estar sempre de máscara.
Dia 1: Porto - León - Benia de Onis
Partida do Porto às 7h com breve paragem em Braga, para apanharmos mais caminhantes.
Chegada a León por volta das 14h (hora espanhola). Fizemos uma visita à cidade em grupo e depois ficamos com tempo livre por nossa conta.
Andamos um pouco pela cidade e visitamos os seus pontos de interesse principais:
- Catedral de Santa Maria de León, que só visitamos o exterior
- Casa de Botines, da autoria de Gaudí
- Basílica românica de San Izidoro
Chegada a Benia de Onis. O nosso alojamento foi no Maria Manuela Hotel & Spa, um alojamento bem agradável nesta pequena localidade, bastante encantadora, no meio das montanhas.
O dia acordou solarengo. Saímos de manhã cedo de autocarro em direção a uma pequena aldeia, chamada Posada de Valdeón, onde iniciámos a nossa caminhada de 26km.
Chegamos a Caín, um pequeno e acolhedor povoado, rodeado por montanhas imensas, onde fizemos uma paragem para almoçar.
Depois do almoço, entramos na Ruta del Cares, dando início àquela que viria a ser uma das melhores caminhadas que fizemos. A Ruta é um dos percursos pedestres mais populares do Parque Nacional.
A maior parte da rota é plana e faz-se ao longo de um caminho estreito de terra batida que serpenteia ao lado de uma garganta profunda, no fundo da qual corre o rio Cares, de onde deriva o nome da rota. Passamos também por algumas pontes, miradouros naturais e túneis escavados na pedra.
As vistas vertiginosas sobre os desfiladeiros são absolutamente fabulosas.
Perto do final, surge a parte mais difícil do percurso. São 2 km de subida, já a chegar a Poncebos e o cansaço começa a apoderar-se dos nossos corpos.
Finalmente chegamos a Poncebos e terminamos a caminhada. Cansados mas com a sensação de vitória.
Pequena pausa num café para repor energias e trocar impressões. Caminhada longa mas vitoriosa.
Dia 3: Lagos de Covadonga - Santuário de Covadonga
Hoje o dia começou cinzento. Mal se via a estrada de tão denso o nevoeiro.
Fomos de autocarro para os famosos Lagos de Covadonga: o Lago Enol, Lago Ercina, e Lago Bricial, todos de origem glaciar. O autocarro deixou-nos no estacionamento das Minas de Buferrera, minas do século XIX onde se extraía mercúrio e magnésio e que foram desativadas. Daqui iniciamos o trilho.
O nevoeiro impedia-nos de ver para além de poucos metros e iniciamos assim o trilho a ver-se muito mal. Chegámos ao lago Ercina e passado pouco tempo, o céu ficou azul e o sol brilhou colorindo os verdes prados em torno do belo lago. Que paisagem deslumbrante. Aqui e acolá aparecem as vacas a pastar indiferentes aos nossos olhares.
Continuamos a caminhada. A paisagem sempre a surpreender, digna de uma verdadeira foto de postal, com picos rochosos, alguns deles ainda com neve, a servirem de pano de fundo a magníficos lagos rodeados por prados e vacas felizes.
Almoçamos a meio do trilho com estas paisagens a servir de pano de fundo. Encantador!
Aqui ficamos algum tempo a visitar e a relaxar. E daqui embarcamos de novo em direção a Portugal.
Terminei esta escapadinha com as pernas a doer mas com a alma cheia. Valeu a pena quer pelo desafio das caminhadas, quer pela beleza vista, quer pela tranquilidade e ar puro que se respira.





