sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Sintra

Ao longo deste ano Portugal tem sido eleito várias vezes como melhor destino de férias. Chegadas mais umas férias, optei novamente por conhecer melhor este pequeno país que possui uma tão grande variedade de paisagens que fez dele o país do mundo com mais diversidade em menos espaço.
O local escolhido desta vez foi Sintra, a pequena vila reconhecida como Património da Humanidade pela UNESCO e ao visitá-la percebi porquê.

Cheguei a Sintra de comboio pela manhã, com o sol radiante num imenso céu azul e com uma temperatura super agradável. Resolvi percorrer a vila toda a pé. Comecei pelo Palácio Nacional, que outrora abrigou a Família Real Portuguesa até o fim da monarquia, em 1910.

O palácio é muito grande e pode tornar-se um pouco labiríntico, mas vale a pena visitá-lo. O seu interior é belíssimo, no entanto, o que mais chama atenção é a cozinha.

No fim da visita já era hora de almoçar, acabei por me sentar ao sol a comer uma sandes. Após o almoço, segui para a Quinta da Regaleira, um dos locais mais excepcionais de Sintra.

Ao percorrê-la parece que entramos num sub-mundo cheio de mistério e magia. Comecei a visita por entranhar-me no interior dos jardins onde a cada momento fui surpreendida com lagos, fontes, torres, terraços, grutas, passagens secretas e muitos elementos simbólicos. Varias vezes nos deparamos com seres e animais estranhos que povoam os nossos sonhos e pesadelos, tornando-se por vezes a visita um pouco arrepiante.

A certa altura do percurso surge um aglomerado de pedras que esconde uma disfarçada porta de pedra que nos transporta para um dos locais mais impressionantes da quinta - o fantástico poço iniciático que, como se fosse uma torre invertida, nos leva ao interior da terra. São 9 patamares circulares que aludem aos 9 círculos do Inferno, às 9 secções do Purgatório e aos 9 céus do Paraíso, que Dante consagrou na Divina Comédia.

Acredita-se que este local tenha sido usado em rituais de iniciação à Maçonaria (daí o seu nome iniciático).
Depois da visita aos jardins fui ainda visitar o palácio exuberante, que era a residência de veraneio da família Carvalho Monteiro.

A visita à Quinta foi sem duvida uma experiência surpreendente e enigmática que valeu muito a pena.
De regresso à vila, agora era tempo de relaxar. No regresso ao hostel deparei-me com uma cara familiar e que já não via há algum tempo e, como eu não acredito em coincidências, acabamos o dia, num café muito agradável, a conversar e a matar saudades.

2º dia em Sintra e adivinhava-se mais um dia de sol e de calor. Hoje é dia de subir a serra e visitar o Palácio da Pena. Optei por ir de autocarro até lá, pois a subida é muito longa e a descida faria-a a pé.
Hoje será mais um dia de encantamento, pois logo ao chegar aos pés do Palácio fica-se logo encantado! É sem dúvida um dos palácios mais lindos e diferentes que já visitei. As suas cores e adornos tornam-no único! A primeira vontade ao chegar à sua beira é sentar num dos bancos à sua frente e ficar admirar cada detalhe. E assim fiz!

Depois lá entrei fascinada com todos os pormenores, confusa para onde deveria dirigir o olhar pois tudo é admirável. Para além de todos os pormenores do palácio a vista em redor também é igualmente bela, de onde se avista o mar, Lisboa e o rio Tejo. Fabuloso!
A visita ao interior revelou-se também muito interessante, onde facilmente podemos perceber a vida que se levava no seu interior.
Depois de visitar o palácio fui passear pelo Parque da Pena, que é igualmente notável, pois todo o ambiente natural possui uma beleza rara. Fui deambulando pelos caminhos sugeridos pelo mapa, desfrutando da paisagem e do sossego do local. O momento alto para mim, foi subir ao Alto de Santa Catarina, que era o miradouro preferido da rainha D. Amélia, com um trono talhado na rocha e que possui uma vista privilegiada sobre o palácio.

Horas depois, terminada a visita decidi regressar ao centro histórico a pé, junto à muralha do Castelo dos Mouros. Que caminhada! Chegada ao destino final, nada como ir recarregar as baterias com uns travesseiros de Sintra na afamada pastelaria "Piriquita". Uma verdadeira delicia!
E assim terminou a visita a esta vila pitoresca que parece que está inserida num conto de fadas. Foi sem duvida uma experiência inesquecível!
No entanto, a visita à região ainda não terminara, pois decidi ir de autocarro até Cascais. O sol e o calor eram tão intensos que assim que cheguei a esta vila de pescadores e vi o mar a minha vontade era ir dar um mergulho naquele mar tão apetitoso, no entanto, fica para uma próxima.

Passeei pela vila e visitei algumas das suas praias. Gostei muito desta vila que se revelou bastante charmosa.

Voltei a Sintra de autocarro, para apanhar o comboio até Lisboa e parei em Queluz para fazer uma ultima visita cultural - Palácio Nacional de Queluz. Um palácio de grande dimensão em estilo rococó e que foi residência de veraneio preferida da família real na 2ª metade do séc. XVIII e que é verdadeiramente notável pela sua sumptuosidade e elegância. Dei ainda um breve passeio pelos jardins que tem uma ligeira semelhança com os jardins de Versailles e que gostei muito e recomendo.

 






Terminaram assim mais umas férias que foram muito agradáveis, passadas a descobrir a beleza que o nosso país tem para oferecer e por isso é sempre muito interessante e valoroso.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Grutas do Casmilo-Vale das Buracas

Não há nada melhor que fugir da urbe e ir ao encontro da natureza para despertar os nossos sentidos.
Desta vez, agarrei em mim, na máquina fotográfica, numa garrafa de água, e lá fui eu equipada para fazer uma pequena caminhada.
A poucos quilómetros de Condeixa existem as Buracas do Casmilo que se situam na aldeia do Casmilo. Uma pequena aldeia serrana esquecida, como tantas outras neste Portugal, onde o fosso entre o urbano e o rural é cada vez maior.
Com inicio na aldeia serrana, a caminhada demora cerca de 15 minutos, por um caminho de terra batida.

O caminho vai dar então ao Vale das Buracas, que é um vale ladeado por altas montanhas rochosas, nas quais existem cavidades de diferentes tamanhos, designadas por Buracas.
Estas têm dimensões variáveis não passando despercebidas. Este vale encantador possui a maior concentração de buracas do país.

Permaneci um bom bocado no vale, a desfrutar e apreciar o silêncio e o sossego do local, assim como a paisagem, que é verdadeiramente acolhedora e encantadora.
Este contacto directo com a natureza provoca-me uma sensação de bem-estar assim como, uma sensação de equilibrio e liberdade. Ideal para recarregar as energias para conseguirmos lidar com a rotina, o ruido e o stress do dia-a-dia.