quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Interrogações da vida



Existem coisas não vida, que por mais que eu tente perceber não consigo. Às vezes até acho que gasto demasiado tempo a pensar nelas e a tentar decifrá-las. Existem tantas coisas que eu gostava de saber na vida, mas uma das minhas interrogações neste momento é esta:
Será que vou ou devo conseguir tudo o que quero na vida? Mesmo aquela coisa que quero muito e pelo qual luto para a conseguir?
Deparo-me a querer e a lutar muito por uma coisa mas por mais que eu lute não a consigo ter. Quando parece que está no bom caminho e estou quase a conseguir alcançá-la, ZÁS... acontece qualquer coisa que corre mal e que me impede de a ter! Bolas, isto às vezes cansa!!
E depois começo a questionar-me:
Será que não está destinado eu tê-la? Eu sei que por mais que eu não concorde, tudo é o que tem de ser. Mas, será que devo desistir de lutar por ela porque não está destinada por mim, ou será que não devo desistir e lutar por ela na mesma?
Como eu gostaria de ter a resposta a todas estas questões! Isto são tudo interrogações com que me deparo há já algum tempo. E continuo sem perceber nada de nada e sem conseguir responder às minhas próprias questões. Por vezes, sinto-me paralisada sem saber o que fazer, mas depois o coração fala mais que a razão ou vice-versa e lá consigo tomar um rumo. Mas, sempre na incerteza...

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Novembro Cultural

Afinal, existe cultura em Coimbra e Novembro é o mês quando tudo acontece. Sem dúvida que está a ser um mês bastante enriquecido culturalmente.
No início do mês, como em anos anteriores, ocorreu o 11º Festival do Cinema Francês. Já começa a ser um ritual em Coimbra, e eu faço questão de particpar, pois é sempre uma agradável surpresa, onde são exibidos filmes muito interessantes e enigmáticos que gosto bastante.


Terminou o festival e nada melhor que assistir a um grande concerto no Teatrão -"Dead Combo & Royal Orquestra das Caveiras". Que belo espectáculo! Que dupla genial e maravilhosa. Desta vez vieram acompanhados pela orquestra o que ainda tornou as coisas mais deliciosas. Sem dúvida que as músicas tocadas remetem-nos para bandas sonoras de filmes imaginários. O concerto foi espectacular, onde todo o ambiente envolvente e a sonoridade transmitem-nos uma força e intensidade imensa. Foi uma noite notável e inesquecível!


Agora, segue-se o Festival dos Caminhos do Cinema Português, que também promete ser um sucesso, pois o programa é bastante interessante que, para além da selecção oficial, inclui workshops, secção de Ensaios Visuais, caminhos do cinema europeu, sessões de Caminhos Júniores e after-parties. Estou a contar assistir a algumas sessões, pois aqui está mais uma oportunidade preciosa para assistir a alguns filmes raros em tela.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Repúblicas


Domingo terminou a peça que esteve em cena durante 1 mês no Teatrão que foi a peça as "Repúblicas". Digamos que foi um espectáculo delicioso onde me diverti imenso.
Na peça, além de se falar da República e dos seus cem anos, também se fala das repúblicas (casas de estudantes) de Coimbra.
Compara-se as Repúblicas - essas Repúblicas dos Pequenitos que, como a República dos grandes, acordam ao meio-dia, de ressaca, cheias de dívidas "aos sociais" e de grandes dramas acerca do que é feito daquilo que íamos ser (tudo porque, enfim, poucas coisas nestes cem anos correram como deviam ter corrido, e ainda por cima acabou o gás).
Tudo se passa na Real República do Deuz-Darah onde o objectivo das residentes é chegar a uma forma/projecto de conseguir dinheiro para comemorar o centenário da sua República. Instala-se a confusão, e por fim elas decidem protestar de forma convicta e destemida e decidem sair à rua, raptar todas as estátuas, placas e monumentos alusivos à implantação da República e substituí-los por símbolos vivos, que são elas mesmas. E assim conseguem o indispensável subsídio para festejar o seu e não o centenário republicano.
Foi sem dúvida um espectáculo fantástico, hilariante pela sua metáfora, onde esteve patente a ironia, a crítica e a democracia. Valeu a pena. E é claro, que a presença da minha grande amiga no elenco, também ajudou a tornar tudo muito mais aprazível. Obrigada Mimi!