segunda-feira, 27 de outubro de 2014

No lado de lá do mundo


Foram 3 semanas a carregar uma mochila de 12 kg às costas, noites de pouco sono, muitos km percorridos a andar sob um calor tórrido com suor a escorrer continuamente, mas todos estes sacrifícios valeram a pena, porque foi uma viagem extraordinária!

A geografia dita que quase todos os viajantes adoptem o mesmo percurso - do Norte para o Sul ou vice-versa - de Sul para o Norte. Nós optamos pelo percurso Sul-Norte, começando na Tailândia, indo pelo Cambodja, Vietname e por fim Laos.

Itinerário:
Dia 1: Lisboa - Londres - Bangkok.
Dia 2: Bangkok
Dia 3: Bangkok - Siem Reap.
Dia 4: Siem Reap - Angkor.
Dia 5: Siem Reap - Angkor.
Dia 6: Siem Reap - Phnom Penh.
Dia 7: Phnom Penh - Ho Chi Minh
Dia 8: Ho Chi Minh - Delta do Mekong
Dia 9: Ho Chi Minh - Hoi An.
Dia 10: Hoi An.
Dia 11: Hoi An - Hue.
Dia 12: Hue (Citadel)- Hanoi.
Dia 13: Hanoi - Baía de Halong.
Dia 14: Baía de Halong- Hanoi
Dia 15: Hanoi - Luang Prabang
Dia 16: Luang Prabang.
Dia 17: Luang Prabang
Dia 18: Luang Prabang - Bangkok
Dia 19: Bangkok - Londres - Lisboa.

Começando pela Tailândia ficámos logo a perceber porque é conhecida como a Terra dos Sorrisos, pois de facto as pessoas estão sempre com um sorriso.
Bangkok é uma cidade de contrastes porta com porta. Rapidamente avistámos ruas e ruelas antigas tipicamente asiáticas assim como ao lado avenidas com centros comerciais que deixam os nossos a um canto! Bangkok foi uma bela surpresa.

Seguimos para o Cambodja, que é um dos países mais pobres do mundo, mas apesar de tudo as pessoas levam a vida com um sorriso sincero vivendo um dia de cada vez! Aqui também nos sorriem quando passamos e acenam-nos um adeus, conseguindo assim superar a simpatia dos tailandeses. Por aqui deparamo-nos constantemente com crianças a pedir, que nos abordam e pedem dinheiro. Contudo, se lhes dermos rebuçados ou outra coisa qualquer ficam com um sorriso ainda maior que nos abala tremendamente! Este país passou por uma história muito triste e recente e que explica a razão de vermos tantas crianças na rua e por isso os adultos usam estas crianças absolutamente adoráveis para seduzir e sensibilizar os turistas.
A visita aos templos de Angkor foi um dos momentos altos da viagem, onde passámos 2 dias. Andar por aqueles templos fabulosos e magnânimos foi uma sensação indescritível, pois parecia que tínhamos sido transportadas para um outro mundo.
Passámos também pela capital Phnom Penh onde ficamos a conhecer um pouco mais da história do país.
Daí partimos com destino ao Vietname num bus que foi uma aventura, principalmente quando atravessamos a fronteira, pois foi um autêntico festival!!

Assim que entrámos no Vietname fomos confrontadas com a diferença de realidades entre o Cambodja e o Vietname, pois este último revelou-se bem mais modernizado e populoso.
A primeira cidade do Vietname foi Ho Chi Minh, ex-Saigão, que foi outrora a capital da colónia francesa da Indochina, e posteriormente a capital da Republica do Sul do Vietname. É a maior cidade vietnamita, bastante cosmopolita, com um trânsito absolutamente caótico e suicida. Nos primeiros dias esperávamos por uma "aberta" no trânsito para atravessarmos a rua, em vão, pois rapidamente percebemos que a única solução era atirarmo-nos para a frente dos carros e das motas na esperança de correr tudo bem! E o mais incrível é que corre sempre bem!! Esta cidade possui cerca de 10 milhões de habitantes e 5 milhões de motos!!
Aqui aproveitámos para fazer uma visita à famosa região do Delta do Mekong, onde existem vilas nas margens do rio e onde a vida das pessoas gira em torno do rio. As paisagens são absolutamente encantadoras!

Apesar das pessoas aqui no Vietname trabalharem diariamente com inúmeros turistas, algumas, nomeadamente taxistas, não falam uma palavra de inglês e fazem-se de desentendidos quando lhes fazemos perguntas. Outros consideram que falam inglês mas trata-se de um dialecto absolutamente indecifrável com que convictamente se expressam e em muito pouco se assemelha ao inglês!!

De seguida rumámos para o centro do Vietname e ficamos em Hoi An, uma pequena cidade de pescadores à beira-mar. Esta cidade foi uma surpresa agradável onde aproveitámos para descansar e relaxar. Foi-nos sugerido explorar a cidade de bicicleta e decidimos acreditar na sugestão, pois aqui o trânsito é menos caótico e assim alugámos 2 bicicletas por 1$/dia...

Hué foi a próxima cidade. É uma cidade relativamente agitada com trânsito, prédios, buzinas e poucos lugares para se descansar. Visitámos a cidadela, que há muito tempo atrás, foi a capital do Império.

A última cidade vietnamita foi a capital, Hanói, que foi a cidade mais original que conheci. O trânsito aqui é ainda mais caótico! É impressionante como carregam tudo nas motos: galinhas vivas, plantas, mobílias, espelhos, caixotes...tudo o que achámos impossível para eles não é!
Ficámos hospedadas no Old Quarter, ou seja, o bairro mais típico da cidade, onde os passeios perdem a sua função habitual de local de passagem para peões para se tornarem verdadeiros parques de estacionamento de motorizadas. Outra imagem da cidade são as centenas de mini-mesas e mini-cadeiras de plástico e os seus inúmeros ocupantes que alegremente conversam e degustam as iguarias típicas deste país. Os vietnamitas comem o dia inteiro e isso faz da rua um enorme restaurante a céu aberto com tantos cheiros. Uns agradáveis outros nem por isso!! E por vezes não é de admirar que enquanto se degusta uma maravilhosa refeição pelo preço de um café em Portugal, se vislumbre um pequeno insecto rastejante a passar pelo mesmo espaço. Tudo aqui convive alegremente!!
A visita indispensável foi à Baía de Halong, onde permanecemos num cruzeiro durante 2 dias, 1 noite. Quanto ao tour não há muito a dizer, pois valeu pelas paisagens, que nos deixa permanentemente deslumbrados, pois é realmente um cenário único no mundo!

O último país que visitámos foi o Laos, a cidade de Luang Prabang, que é uma cidade tranquila onde não há pressas. Aqui rena o silêncio, a meditação, ninguem grita, ninguém buzina, o trânsito é tranquilo. Digámos que é a paz total!! Laos é conhecido como a Terra de um Milhão de Elefantes, então nada melhor do que fazer um passeio de elefantes.

Terminámos assim a nossa viagem que foi inesquecível! Adorei conhecer este lado do mundo, pois em muito  se difere do nosso lado, mas que vale a pena conhecer pelas pessoas, pelas paisagens, pelos templos e pela comida.

Aviso: Todos os dias temos a sensação que estamos a ser enganados, e estamos, mas não vale a pena barafustar, basta respirar fundo, e seguir em frente, pois tudo é ultrapassável e no final ficámos todos felizes. É assim que funciona no lado de lá do mundo!!

sábado, 20 de setembro de 2014

Sudoeste asiático




Sudoeste Asiático...aqui vou eu!!

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

My art


"Art enables us to find ourselves and lose ourselves at the same time"



terça-feira, 22 de abril de 2014

Solidão




Quando estou só reconheço
Se por momentos me esqueço
Que existo entre outros que são
Como eu sós, salvo que estão
Alheados desde o começo.
E se sinto quanto estou
Verdadeiramente só,
Sinto-me livre mas triste.
Vou livre para onde vou,
Mas onde vou nada existe.
Creio contudo que a vida
Devidamente entendida
É toda assim, toda assim.
Por isso passo por mim
Como por coisa esquecida.

(em Novas Poesias Inéditas. Fernando Pessoa)

domingo, 23 de março de 2014

Andorra

Este ano foram mais umas férias na neve em Andorra. Já começa a ser um ritual que não posso perder. Considero-me oficialmente uma viciada da neve e do esqui. 
Gosto do que se vive por aqui. Primeiro a paisagem, pois tudo o que nos rodeia é soberbo. A monstruosidade da paisagem faz-nos sentir pequenos, mas ao mesmo tempo é uma sensação tranquilizanteDepois vem a adrenalina, o desafio, que se tornam viciantes. 
Este ano a neve não abundou pois, o sol e o calor eram mais intensos, mas foi suficiente para a nossa prática desportiva. 
Foi mais um ano com aulas. Desta vez apanhei um instrutor francês. "Que pena o Maxi não estar cá este ano". 
Considero que já me consegui safar melhor, apesar do medo ainda me acompanhar e não me deixar evoluir muito. Mas nos últimos dias ganhei coragem e fui com os rapazes para pistas mais longínquas, ganhei auto-confiança e acabei por melhorar bastante. Pistas vermelhas já não são um problema. As próximas a vencer serão as pretas! 
São sem dúvida umas férias sempre agradáveis. Espero poder repetir para o próximo ano, pois é sempre um privilégio poder estar num sitio assim.








quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Happy vs Comfortable

Eis a questão!
Fazendo uma análise e introspecção da nossa vida e do nosso intimo, qual será a nossa resposta?