segunda-feira, 2 de outubro de 2017

PR3 MDB

Fisgas de Ermelo


Nada melhor que aproveitar o fim-de-semana para conhecer melhor Portugal e fazer um trilho pedestre. Desta vez, juntamo-nos 3 amigas e fomos para norte, distrito de Vila Real. Resolvemos fazer o trilho das Fisgas do Ermelo que fica em plena Serra de Alvão. É um trilho circular de aproximadamente 12,4 km com um alto grau de dificuldade mas com paisagens magnificas.
Passa por locais de interesse ambiental e geológico de que se destacam as Quedas de Água das Fisgas de Ermelo, as pequenas lagoas de água cristalina designadas por Piocas de Baixo e de Cima e as singulares aldeias de montanha.

Iniciamos o trilho nas quedas de água das Fisgas de Ermelo e daí partimos em direção às Piocas de Baixo e depois Ermelo. Nos entretantos, perdemo-nos pois deixamos de ver as marcações por distração e perdemos algum tempo a retomar o trilho. Por sorte chegamos à aldeia de Ermelo onde fizemos uma paragem no café da aldeia que é um verdadeiro oásis. As horas já tardavam e o cansaço já teimava, e por ainda faltarem muitos quilómetros pela frente (7 km) pedimos boleia até às Piocas de Baixo e poupamos 5 km a andar. Batota, eu sei, mas tivemos receio das horas e do pôr-do-sol. Fica para a próxima!
Visitamos as Piocas de Cima e seguimos o resto do trilho até ao fim.

É sem duvida um percurso de rara beleza mas com grandes desníveis, o que o torna desafiante e que vale a pena pelas suas deslumbrantes paisagens. A Natureza em todo o seu esplendor!

Ao fim do dia, fomos para Mondim de Basto, onde pernoitamos no Hostel Carvalho. Mondim de Basto foi uma bela surpresa. Uma vila muito bonita, cheia de vida, com gente jovem e bonita. Jantamos no restaurante Casa da Cainha, que foi muito bom e recomendamos.

No dia seguinte, após o pequeno-almoço o plano era ir até a cidade de Vila Real que não fica muito distante. Chegadas lá, andamos um pouco a pé pela cidade e fizemos uma paragem na Pastelaria Gomes. Depois, seguimos viagem até Pinhão, passando por Mateus e Sabrosa. Chegamos a Pinhão à hora de almoço e nada melhor que comer numa esplanada à beira do rio Douro. Que maravilha!
Fizemos a famosa estrada N222, considerada a estrada mais romântica do país e que faz bem jus à fama que tem.
Estas paisagens do Alto Douro Vinhateiro são sem duvida de tirar o fôlego. Chegamos a Peso da Régua e tomamos a direção para sul, para Lamego onde fizemos nova paragem para lanchar. De lá regressamos a Coimbra.
Foi sem duvida um fim-de-semana relaxante e que deu para confirmar aquilo que há muito já sabemos: Portugal é mesmo um dos países mais bonitos do mundo!


domingo, 1 de outubro de 2017

Percorrer as praias da costa alentejana

O objectivo destas férias foi conhecer as praias da costa alentejana e vicentina. Esta região é sem duvida das mais bonitas de Portugal.
Uma semana não chega para explorá-la mas é melhor do que nada. O sonho seria fazê-la numa carrinha pão de forma, mas até lá terá que ser no meu velhinho Volkswagen Polo.
A viagem iniciou-se em Porto Covo.

1. Porto Covo

Quando chegamos a Porto Covo e às pequenas praias ficamos deslumbrados com as magníficas areias brancas e águas azuis.
A aldeia de Porto Covo é tão pitoresca e pacata, que faz-nos sentir bem . Esta aldeia conseguiu ao longo dos anos, preservar toda a traça tradicional que lhe confere tamanha beleza, tornando-a especial.
Quanto ao alojamento o parque de campismo é uma boa solução. 

Aqui vale a pena visitar:
- Praia dos Buizinhos
- Praia Grande de Porto Covo
- Praia da Samoqueira
- Praia da Ilha do Pessegueiro 


2. Aljezur

Aljezur já é Algarve e vale muito a pena conhecer. A cidade de Aljezur tem um castelo na parte antiga da cidade cujas ruelas antigas e estreitas nos levam até lá.
Do alto do castelo tem-se uma vista soberba.

Nesta região vale a pena ir até:
- Praia da Amoreira. Na foz do rio de Aljezur, existe esta espectacular praia rodeada de dunas e falésias, mar e rio.
- Praia da Arrifana. Bastante conhecida e movimentada, é a praia rainha do surf do litoral de Aljezur.
Esta praia está situada numa bela enseada em forma de concha, protegida do vento e das ondas, o que a torna perfeita.
- Praia Monte Clérigo
- Praia Vale dos Homens

3. Odeceixe

É a primeira praia do Algarve para quem se desloca pelo litoral vindo do norte.
A belíssima aldeia de Odeceixe esconde esta praia magnífica com uma língua de areia na foz da ribeira de Odeceixe. A praia é magnífica, com parte de rio e mar, mas as vistas do promontório em frente são ainda mais avassaladoras.

4. Praia do Carvalhal

Terminei as ferias na praia do Carvalhal, a sul da Zambujeira do Mar. Esta é uma bela praia com um areal bastante grande, especialmente na maré baixa, e o mar magnífico.
Aqui decidi mimar-me um pouco e escolhi o Monte Carvalhal da Rocha para ficar alojada. Trata-se de um alojamento de qualidade e conforto um pouco superior aquele a que estive habituada ao longo das ferias. E revelou-se o local ideal para terminar as férias.

Perto daqui temos a Praia Azenhas do Mar, que em termos de beleza não é nada extraordinária e temos a Praia dos Machados, que é uma praia deserta sem acessos mas que vale a pena conhecer.
É possível ir a pé desta praia até a Praia do Carvalhal, pela rota vicentina,que por aqui passa.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Pelo Médio-Oriente: Jordânia e Dubai


O Médio-Oriente revelou-se uma região cheia de encantos, com principal destaque para a Jordânia.

A Jordânia é um país surpreendente, acolhedor e seguro, tendo em conta a região do globo onde se encontra. Percorremos o país de carro, de norte a sul e a verdade é que os check-points nas estradas são uma constante, sobretudo nas estradas que ligam à Síria e aos territórios palestinianos. Mas tudo com muita tranquilidade.

O povo jordano é extremamente simpático, pois a frase mais ouvida durante a nossa estadia foi "Welcome to Jordan". Por todo lado onde deambulávamos sozinhas não só não tivemos qualquer tipo de problema como fomos surpreendidas pela arte de bem receber e pela simpatia das pessoas, na sua generalidade, sempre disponíveis para nos ajudarem.

Tudo isto contribuiu para tornar a nossa estadia muito agradável neste pequeno mas surpreendente país. Imagem que teima em não aparecer nos media!

A viagem começou pela capital Amã. Esta divide-se em parte moderna e parte antiga. Nós optamos por ficar alojadas na parte antiga, mais perto das atracções turísticas. Visitámos o Teatro Romano, a Citadela, outrora designada por Philadelphia quando dominada pelo Império Romano. Daqui a vista sobre a cidade é magnifica pois avistam-se todas as suas colinas (19). Assistir daqui de cima a última oração do dia é também uma experiência soberba. Ouvir as mesquitas entoarem o cântico a convocar os fiéis, é indescritível pois a melodia propaga-se pela cidade, tornando o momento místico e único.

Contudo, a Jordânia tem um aspecto menos positivo.
A rede de transportes públicos é quase inexistente e por isso a deslocação pelo país torna-se muito difícil. Por essa razão tivemos que recorrer a um motorista para nos transportar aos sítios. Encontrámos o Fouad ao acaso que se revelou uma bela surpresa pois tornou a viagem única.
Mostrámos-lhe o nosso roteiro, ele propôs um preço e lá nos pusemos por estrada fora de norte a sul.

A primeira paragem foi o Mar Morto, um dos ícones do Médio Oriente e que banha a Jordânia, Israel e Cisjordânia. É o local com maior altitude negativa do planeta, pois está 390m abaixo do nivel do mar. E por isso existe uma alta concentração de sal na água. Como resultado o desenvolvimento de vida é impossível e quando estamos dentro de água passámos o tempo todo a flutuar. Mal se entra na água deixamo-nos levantar, o nosso corpo bóia e é difícil voltar a colocarmo-nos de pé. É uma sensação extraordinária e indescritível. É diferente de tudo o que já experimentei. O acesso ao mar poderá se tornar difícil quando não é feita por um hotel e tem que se pagar. Nós fomos pela praia publica Amman Beach, pela quantia de 18JOD com direito a piscina no final.

Muitos dos locais de importância bíblica espalham-se por esta região, pois coincide com a linha de fronteira entre a Jordânia e Cisjordânia, território palestiniano ocupado por Israel desde 1967. Um destes locais bíblicos é o Monte Nebo, que se ergue no final de uma cadeia montanhosa, na orla do Mar Morto. Trata-se de um cume com vista para Jericó, Belém e Jerusalém, que ficam do outro lado da fronteira. E é por estas vistas que este monte é conhecido na bíblia, pois é daqui que Moisés terá avistado a Terra Prometida. Nós não tivemos essa sorte pois a neblina não deixou. Aqui neste local ergue-se uma basílica e é considerado lugar santo.

À medida que vamos percorrendo as estradas da Jordânia é possível observar um pouco por todo o caminho beduínos e suas tendas. Estes são um povo nómada nativo que constituem uma fracção considerável da população. É curioso ver a forma primitiva como vivem. São gentes do deserto, que vivem da pastorícia, vivem dependentes da natureza e cuja vida se torna por vezes muito penosa.

Terminámos o 1º dia em Madaba que é uma pequena cidade calma e que a partir do séc. IV tornou-se um importante centro de Cristandade, e hoje continua a ser a cidade da Jordânia com maior presença de cristãos e de igrejas cristãs. As principais atracções turísticas da cidade estão relacionadas com o mosaico da Igreja de S. Jorge que representa o mapa mais antigo da Terra Santa.

No 2º dia, reiniciámos a viagem e rumámos pela Estrada do Rei, estrada de 330 km, cheia de história que liga o norte ao sul. Por aqui passaram judeus a caminho da Terra Santa, Nabateus a caminho de Petra, Cruzados a caminho das suas fortalezas no deserto e peregrinos islâmicos a caminho de Meca.
Logo nos deparamos com a magnifica e imponente garganta de Wadi Mujib, desfiladeiro cuja beleza e imponência arrasa com os nossos sentidos.
A paragem seguinte foi Al-Karak, cidade mais conhecida por albergar uma pérola da engenharia dos Cruzados, a fortaleza de Karak, quartel-general dos Cruzados no séc. XII.
A outra paragem foi o Castelo de Shobak, mais um castelo dos cruzados, este isolado num promontório rochoso e também uma verdadeira fortaleza.
Continuámos viagem até Petra, onde terminámos o dia, a ver o pôr-do-sol , no terraço do nosso alojamento Valentin Inn (http://www.valentine-inn.com/) e a beber chá, ritual agradável deste país.

O 3º e 4º dia foram completamente dedicados a Petra, sem dúvida a maior atracção turística da Jordânia. Para se visitar todos os locais de Petra são necessários vários dias e é por essa razão que existem bilhetes de 1, 2 ou 3 dias. Nós comprámos um bilhete de 2 dias que nos custou 55 JOD (aproximadamente 70€).
Petra é uma cidade que foi construída pelos Nabateus, cujo sucesso deste povo assentou no aproveitamento, controle e conservação da água, bem precioso e escasso neste terreno desértico.
A cidade é constituída pelo Siq - a serpente, que é a entrada para Petra, que nos leva até o Tesouro e até muitos outros monumentos.
Percorrer o Siq é por si só uma experiência memorável. Caminhar ao longo deste e visualizar as rochas erodidas pelo tempo com as suas tonalidades é algo mágico!
Outro momento único é aquele em que a fachada do Tesouro surge por uma abertura nas escuras e apertadas paredes do Siq. Este monumento é o mais bem conservado da cidade, com uma fachada  de tirar a respiração e que tem este nome, pois pensava-se que albergava o tesouro de um rei.
A cidade está cheia de trilhos, e fazer o trilho para subir ao ponto alto onde se tem uma vista privilegiada do Tesouro é algo impressionante. O trilho é um pouco difícil, pois é sempre a subir, mas vale muito a pena!
Outro dos monumentos emblemáticos desta cidade é o Mosteiro, que fizemos no 2º dia. Para lá chegar, tivemos que subir 800 degraus, tarefa árdua mas que também vale muito a pena. Há a possibilidade de subir de burro, mas nós optámos por ir a pé. Claro!

5º dia e deslumbradas com Petra, seguimos viagem para o deserto Wadi Rum. Tentar enumerar o que Wadi Rum tem de especial é tarefa dificil, digamos que é como entrar noutro mundo. Trata-se de um deserto com uma vastidão de areias rosa onde se erguem monumentais rochas verticais esculpidas pelo tempo. Percorremos uma pequena parte do deserto de jipe para contemplar a paisagem magnifica.
As tribos beduínas são a alma de Wadi Rum. Pernoitámos num acampamento no deserto, onde fomos muito bem recebidas pelo beduíno Said. Passámos a noite a conversar, comer e a beber chá à beira de uma fogueira. O jantar foi tipicamente beduíno, ou seja, confeccionado na Zaarp, forno escavado na areia e revestido com brasas onde se coloca a carne, batatas e os vegetais, durante horas. O resultado é absolutamente delicioso.

No 6º dia de viagem saímos do deserto e fomos dar um salto à cidade de Aqaba, que fica no sul da Jordânia e faz fronteira com a Arábia Saudita e o Egipto. É uma cidade grande e moderna que nada parece ter haver com o resto da Jordânia. Parece o Algarve jordano. Banhada pelo Golfo de Aqaba com águas quentes e um clima veraneante durante todo o ano, aqui fomos dar um mergulho no Mar Vermelho, numa praia publica, que se tornou um pouco desconfortável pelos olhares perscrutadores. Daí haver praias publicas e privadas!! Foi uma experiência.
Saímos de Aqaba e voltámos a Amman de carro que demorou praticamente o resto do dia.

Todas as experiências vividas ao longo desta viagem contribuíram para tornar a nossa estadia neste pequeno, mas surpreendente país, muito agradável, onde a modernidade e a tradição andam de braço dado e as maravilhas do Homem e da Natureza surgem um pouco por todo o lado.

De Amman viajámos para o Dubai de avião. O Dubai é uma cidade dos Emirados Estados Unidos. É uma cidade com edifícios futuristas, ilhas artificiais, centros comerciais gigantes, hotéis de luxo, projectos megalómanos, carros de luxo, mulheres vestidas de preto e homens vestidos de branco. É um mundo completamente diferente de tudo o que já vi!
Aqui visitámos a torre mais alta do mundo - Burj Kalifa e o maior centro comercial do mundo - Dubai Mall.
A parte mais interessante foi visitar a parte mais antiga da cidade onde existem souks que são mercados de rua onde se vende tudo: especiarias, tecidos, souvenirs, etc. e onde a palavra de ordem para comprar é regatear! Aqui também visitámos o Gold Souk, famoso pela venda de ouro e jóias a um valor mais barato que no resto do mundo.
Fomos ainda a Abu Dhabi, a capital do país e aqui visitámos a mesquita Sheikh Zayed, a terceira maior do mundo e que apresenta uma belíssima arquitectura islâmica.

O Dubai foi uma experiência diferente e que valeu a pena conhecer pois pude contactar com um mundo moderno, extravagante e diferente do que estou habituada.





domingo, 12 de fevereiro de 2017

José de Almada Negreiros: Uma maneira de ser moderno




A exposição "José de Almada Negreiros: Uma maneira de ser moderno" está patente na Fundação Calouste Gulbenkian entre 03 de Fevereiro a 05 de Maio de 2017. 



Pintor, artista gráfico, autor de livros, com ligação ao cinema e ao teatro, aqui se expõe um património capaz de o colocar como homem do século XX.

É uma exposição imperdível, para ver e apreciar sem pressas.