terça-feira, 13 de dezembro de 2016

The Hundred-Foot Journey


Filme delicioso que vale a pena ver pelo argumento, imagem e musica. É todo um despertar dos vários sentidos.

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

China em 19 dias


Mais um destino no Oriente, desta vez foi a China. Foi uma viagem incrível, apesar de algum frio, chuva e das dificuldades com a língua (que já esperava!). Foi um pouco cansativa e difícil em alguns momentos mas muito gratificante, pois são as pequenas dificuldades que transformam uma viagem numa experiência única!
Foram 19 dias a percorrer muitos quilómetros, no entanto, saímos da China com a sensação que tem muito mais coisas para fazer e conhecer!

A 1ª cidade chinesa que visitámos foi Hong Kong e que ainda não é considerada China. Trata-se de uma Região Administrativa Especial com autonomia governamental e uma economia capitalista. É uma cidade moderna, agitada e cosmopolita, com inúmeros edifícios modernos e arranha-céus que formam o skyline da cidade. Trata-se da cidade com uma das maiores densidades populacionais do mundo, e que faz jus à fama de ser a cidade mais ocidental da Ásia, pois aqui existem placas por todo o lado em inglês e quase todos falam inglês.

Só quando aterrámos em Beijing é que nos apercebemos que chegámos realmente à China. A 1ª impressão ao chegar é que em território chinês, o inglês serve de pouco!! Por esse motivo, aprendemos rapidamente a certificarmo-nos de ter sempre as moradas dos hostels escritas em caracteres chineses!! Isto facilitou um pouco a viagem, porque boa parte da população não sabe falar inglês. A comunicação por vezes era feita através de sinais, o que se tornou muito eficiente em algumas situações. Algumas pessoas abordam-nos para poder praticar o inglês, pois existe uma curiosidade natural com os ocidentais. Outra forma de comunicação era através de aplicação de telemóvel que os chineses dominam.
2ª impressão é que o comportamento dos chineses, por vezes pode parecer estranho, pois tudo o que somos ensinados, desde pequenos, a não fazer, aqui é norma, tal como: arrotar alto em publico, escarrar e cuspir para o chão, abrir caminho aos empurrões, aspirar ruidosamente noodles...é todo um código de conduta muito sui generis!!
Quanto às cidades chinesas elas são cidades gigantes, super limpas, organizadas e modernas. As avenidas são enormes, com 3 a 4 faixas de cada lado (no mínimo), a construção é frenética, com inúmeras gruas a marcar o horizonte e a poluição está sempre presente no ar, comprometendo bastante a visibilidade. A poluição está tão presente que é praticamente impossível ver o céu azul e o sol.

Beijing é uma cidade colossal e moderna, que impressiona pela sua imponência e grandiosidade. É completamente impossível de ver tudo o que tem para oferecer de uma só vez. Visitámos as atracções principais: Cidade Proibida, Praça Tiananmen, a Grande Muralha da China e o Palácio de Verão, não dando para muito mais.

Para entrar na Cidade Proibida temos que passar obrigatoriamente pela Praça Tiananmen, praça com segurança muito apertada e considerada a maior praça do mundo. Esta possui uma enorme carga cultural, pois foi palco de vários acontecimentos ao longo dos anos na história deste país. Aqui está presente a herança de Mao Tsé-Tung, tal como revela a sua enorme fotografia pendurada no prédio de entrada para a Cidade Proibida.

A Cidade Proibida é o complexo arquitectónico mais majestoso da China, com os seus vários edifícios. É uma autêntica cidade dentro de outra cidade. Destaca-se pelos seus detalhes de construção e pelas suas cores, pois abunda o uso da cor vermelha, amarelo e azul e abundam as pessoas. No país mais populoso do mundo é sempre tanta gente que às vezes parece que estamos num parque temático gigante.

É através de Beijing que se pode aproveitar para visitar alguns troços da Grande Muralha da China. Considerada uma das maiores obras da humanidade, esta é constituída por um conjunto de muros e fortalezas defensivas com cerca de 7,200 km, distribuída por 6 províncias e regiões autónomas chinesas. Alguns troços são mais turísticos que outros, obviamente optamos pelo menos turístico - Mutianyu, que fica um pouco mais distante de Beijing (70 km). A intenção era visitar a muralha de forma independente, mas devido à falta de tempo e de algum receio de nos perdermos, decidimos ir no tour organizado pelo hostel e que foi tranquilo. Contudo, a visita foi uma desilusão, devido ao mau tempo. Não conseguimos ter visibilidade para além de 1 metro de distância e por isso não conseguimos vislumbrar a muralha a serpentear os cumes dos montes, tal como é conhecida! Valeu pela experiência de andar pela muralha, a percorrer as subidas e descidas íngremes. Foi também interessante e uma experiência única observar a forma como os turistas chineses se comportam!!
Neste dia tivemos ainda a oportunidade de comer um almoço tradicional chinês. Ao contrário do que se julga, a cozinha chinesa é saborosa e bastante equilibrada que aposta na variedade, muito mais do que o que se prova num qualquer restaurante chinês ocidental.

Ainda em Beijing pudemos experienciar a sensação de viver num hutong pois ficámos alojados no Hostel Downtown Backpackers que se situa mesmo no centro do hutong de Nanluoguxiang. Os hutongs são bairros característicos, onde vivia a população local, com ruas apertadas, paradas no tempo, ladeadas em toda a extensão por corredores de muros cinzentos, que foram construídos há centenas de anos e são um símbolo da história da cidade.

Deixámos Beijing e viajámos no comboio nocturno até Datong. Lemos em vários blogs que comprar viagens de comboio na China poderia tornar-se uma tarefa difícil, pois por vezes poderá estar esgotado ou o comboio ser até inexistente, por isso sempre que precisámos pedíamos à recepção do hostel (com quem habitualmente conseguíamos conversar em inglês), para o fazer por nós, pagando uma comissão (claro!) e foi sempre tranquilo. Dormir no comboio não foi assim tão mau, até porque quem já dormiu no comboio na Índia, este é para bebés!!

Chegámos a Datong. Esta é uma cidade cinzenta marcada pela forte poluição. O problema da poluição do ar na China é uma realidade em quase todas as cidades, pois em todas existe uma industria fortemente dependente do carvão, pois não fosse a China o maior produtor e consumidor, deste minério, no mundo!!
Datong é a porta de entrada para se poder visitar as incríveis grutas de Yungang situadas a alguns kms de distância da cidade. Sem querer exagerar estas são surpreendentes. É difícil encontrar um adjectivo para descrever este lugar fantástico. Existem cerca de 45 grutas com estátuas de Buda escavadas na pedra. Entrar em cada gruta torna-se uma surpresa, pois algumas grutas estão totalmente trabalhadas e esculpidas criando um aspecto de tirar o fôlego.

Chegámos a Pingyao de comboio. Esta é uma pequena cidade amuralhada, classificada como Património Mundial pela UNESCO. É considerada a melhor e mais bem conservada cidade medieval chinesa. Percorremos as ruelas de Pingyao com a sensação de termos recuado no tempo, pois esta mantém-se intacta.

Mais uma cidade, mais uma viagem de comboio, mas desta vez no High Seed Train. O destino final era Xi'an, a capital da província de Shaanxi. Trata-se de uma das mais antigas cidades da China, outrora o ponto de partida da Rota da Seda, de onde partiam os mercadores em direcção ao Ocidente. Continua a ser uma cidade onde se sente um grande mix cultural, bem visível quando visitámos o bairro muçulmano.

Xi'an é também o ponto de partida para ir ver os Guerreiros de Terracota, onde existem cerca de 8000 estátuas que foram construídas para proteger o 1º Imperador da China na vida para além da morte e que foram descobertos ao acaso durante a exploração de um furo para um poço, muito recentemente. Algumas estátuas ainda se encontram enterradas e desmembradas, mas todos os dias prosseguem os trabalhos de recuperação.

Há muito que sonho em viajar ao Tibete, no entanto, não tendo sido ainda possível resolvemos incluir Shangri-la no roteiro, que fica na província Yunnan e que faz fronteira com a região autónoma do Tibete. Digamos que já é um pézinho no Tibete. A cidade fica no meio das montanhas numa altitude de 3200m o que por vezes poderá condicionar a tua forma física. Depois de uma China hiperpovoada, hiperindustrializada, hiperpoluida, chegámos a Shangri-la, uma região ainda vazia de gente, de construção, de poluição e de confusão. É como se entrássemos noutro país. Direi até que se parece muito com os Andes: as pessoas com os rostos queimados e escurecidos, o artesanato colorido, o vento gelado e até a música. Em vez de Lhama há o Iaque. E vale a pena provar a carne de iaque. É deliciosa!
Shangri-la foi uma das minhas cidades preferidas da viagem. Aqui desacelerámos o ritmo e relaxamos. Andámos de bicicleta a contemplar as belas paisagens que respiram tranquilidade. Um momento curioso e bonito foi um dia à noite, quando chegámos a uma praça e vemos a população a dançar em roda, ao som de musica popular. Parece que é prática habitual, todos os dias por volta das 19h reunirem-se na Dancing Square para dançar. Achei lindo demais!!
Visitámos ainda o famoso Ganden Sumtseling Stompa (mini Potala Palace), um dos mais famosos mosteiros budistas do sudoeste da China. Subir as escadas poderá se tornar uma tarefa difícil, devido à altitude, mas quando se chega ao topo e se contemplam os templos e a paisagem, tudo é absolutamente perfeito.

Guilin é uma cidade relativamente grande do sudeste da China. Daqui temos acesso aos terraços de arroz (Dragon's Backbones Terraces) e a Yangshuo.
Os terraços de arroz consistem numa área com campos de arroz incríveis, que foram construídos durante a Dinastia Ming há cerca de 500 anos atrás. Para chegar aos terraços fomos numa tour de chineses, num bus que demorou 3h, na qual a guia falou incessantemente, em chinês (claro!) sem percebermos uma única palavrinha que ela disse, o caminho todo. Chegados aos  terraços separamo-nos do grupo e sozinhos percorremos os terraços por um trilho com caminhos de pedras e inúmeras subidas e descidas, até que nos perdemos e por milagre voltámos a encontrar o destino final e o grupo. No entanto, valeu a pena nos perdermos pois, conseguimos ver uma paisagem incrível, de tirar o fôlego, que dificilmente será esquecida.

Yangshuo é uma pequena cidade rural, localizadas a aproximadamente 65 km de Guilin e é o sitio idílico para descansar. Tanto Guilin como Yangshuo são caracterizadas pelas formações kársicas que tornam a paisagem avassaladora. Aqui andámos descontraidamente de bicicleta, metendo-nos pelos caminhos de terra batida, que seguem de aldeia em aldeia, sempre paralelo às margens do rio Li Jiang. A paisagem é única, com tudo verde, muito verde, com extensos arrozais e as espantosas formações rochosas que se elevam do solo como pano de fundo.

Por fim, chegámos a Macau, que nos pareceu tão familiar como se estivéssemos a chegar a casa, pois todas as informações, as placas de ruas, de lojas e restaurantes estão escritas em português e vêem-se pastéis de nata por todo o lado. No entanto, apesar do português ser língua oficial, ninguém fala português.
Macau divide-se em 2, de um lado a parte histórica e do outro lado a parte moderna. No centro histórico pode-se ver a calçada portuguesa e as construções em estilo português com as suas inúmeras igrejas e que são realmente bonitas. Do outro lado situa-se a parte moderna onde as igrejas são substituídas por inúmeros casinos que fazem cair o queixo, pois não é à toa que é considerada a "Las Vegas Oriental".
Foi sem dúvida um privilégio e orgulho poder visitar esta cidade onde a nossa herança cultural está ainda tão presente.

Ao fim de 19 dias a viajar pela China, esta revelou-se uma surpresa, tendo esta visita contribuído para mudar a ideia que tinha dela e para desmistificar alguns preconceitos.
Os chineses são um povo alegre, simpático, acolhedor, prestáveis, que tentam ajudar-te a todo o custo. Adoram quando os cumprimentámos com um "Ni hao" ou "xie xie". É também um país seguro, que cresce a olhos vistos, pois parece que 90% das gruas do mundo estão aqui!! O consumismo é frenético e a tradição há muito desapareceu.
No final, prevalece a ideia de que a China é sem dúvida um país grande, mas que quer ser muito maior!

Itinerário da viagem:
Dia 1 - Chegada a Hong Kong
Dia 2 - Hong Kong. Voo para Beijing
Dia 3 - Beijing
Dia 4 - Beijing
Dia 5 - Beijing. Comboio nocturno para Datong
Dia 6 - Datong. Grutas Yungang. Comboio para Pingyao (16h40). Chegada a Pingyao.
Dia 7 - Pingyao. Comboio rápido para Xi'an. Chegada a Xi'an.
Dia 8 - Xi'an
Dia 9 - Xi'an. Guerreiros de Terracota.
Dia 10 - Xi'an.
Dia 11 - Voo para Diqin (Shangri-la)
Dia 12 - Shangri-La
Dia 13 - Voo para Kunming. Voo para Guilin.
Dia 14 - Guilin.
Dia 15 - Guilin. Autocarro para Yangshuo.
Dia 16 - Yangshuo.
Dia 17 - Yangshuo. Autocarro para Guilin. Comboio rápido para Shenzhen. Ferry para Macau.
Dia 18 - Macau.
Dia 19 - Macau. Ferry para Hong Kong. Voo para Lisboa. 

terça-feira, 4 de outubro de 2016

De Castelo Novo a Monsanto

Fim de semana na Beira Baixa com amigos e porque não aproveitar para conhecer algumas aldeias históricas da região. Uma vontade minha já há bastante tempo. 
A 1ª visita foi a Castelo Novo que é uma aldeia entre a Guarda e Castelo Branco, cujas origens remontam ao século XII (o foral foi-lhe atribuído por D. Dinis em 1290). É uma aldeia típica encerrada no meio da serra, antiquada e bem tratada com o cunho dos templários cravado nas pedras.

É uma aldeia parada no tempo onde impera o silêncio. O ponto mais alto da aldeia é o castelo que possui uma bela vista sobre a Serra da Gardunha.


No dia seguinte rumamos até Monsanto, conhecida como a "Aldeia mais Portuguesa de Portugal". 
O ponto de chegada à aldeia começou numa subida íngreme pelas ruelas empedradas até o castelo.

Digamos que para chegar ao castelo é preciso alguma disponibilidade física, pois a subida é bastante inclinada e o percurso é longo, mas as vistas compensam tudo. 

De seguida, entramos na aldeia, propriamente dita, conhecida pela infinidade de ruelas com casas implantadas nas rochas que confere um certo equilíbrio arquitectónico, originando peças de construção únicas.

Chegados ao fim de tarde refugiamo-nos num café onde estivemos a contemplar o magnifico pôr-do-sol, com vista para um belo horizonte, tendo como referência a torre sineira encimada pelo galo de prata, imagem de marca da Portugalidade.


Foram apenas algumas horas, mas foi tempo suficiente para me render à beleza agreste de Monsanto. Adorei! Mesmo!

Estas aldeias são sem duvida locais de rico património cultural e arquitectónico e são locais de visita obrigatória em Portugal.

sábado, 17 de setembro de 2016

Laura Gibson em Coimbra



Finalmente pude assistir a um concerto da Laura Gibson e o facto de ter sido em Coimbra torna a coisa ainda mais agradável.

A cantautora norte-americana veio a Coimbra apresentar o 4º album “Empire Builder”. Descobri no concerto que o "Empire Builder" é um comboio que percorre a fronteira do Canadá em direcção à costa Este com belas e variadas paisagens que a terão inspirado para este álbum. Fica aqui a dica para uma possível viagem!!

O concerto foi muito inspirador. Havia alguma variedade de instrumentos, pois incluiu guitarras e violino mas o destaque é sem dúvida para a doçura da sua voz, que torna o concerto mais intimista e único. A emoção com que ela expõe as suas musicas tornou o concerto mágico.

Valeu muito a pena!!

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Praia de São Jacinto



Um dia de folga no verão e porque não ir à descoberta de lugares incríveis aqui na região. Resolvi meter-me à estrada à descoberta de uma das praias mais bonitas da região, a Praia de São Jacinto em Aveiro. 
São Jacinto é um vilarejo, com origem na actividade pesqueira, situado na ponta extrema de uma península, entre o Oceano Atlântico e a Ria de Aveiro.

Li algures que o acesso à praia não é fácil e daí ser considerada uma das melhores praias de todo o país. Existem duas formas de lá chegar, por estrada (caminho mais longo) ou por barco a partir de Aveiro (caminho mais perto).


Parti então à aventura até Aveiro e fui até o Forte da Barra, local onde se apanha o ferryboat até a praia. O preço da viagem de ferry com o veiculo são 8,10€, um pouco caro mas compensa pois a travessia na Ria é bastante agradável e torna-se por si só já um atractivo. Este acesso difícil faz com que a praia se mantenha num estado perfeitamente natural.

Chegada à aldeia de São Jacinto, encontramo-la rodeada, de um lado, pelas águas tranquilas da Ria de Aveiro e do outro, pelo mar com o seu imenso areal. 

Quando chegamos à praia ficamos completamente rendidos pela sua beleza. Deparamo-nos com um areal a perder de vista e que se confunde com as dunas. Em frente o mar revolta-se consigo mesmo numa luta desenfreada mas que tem um poder apaziguador. É sem duvida uma agradável surpresa, tornando-a numa das praias mais belas que vi. 


Para além da fantástica beleza da praia, podemos ainda ir visitar o outro lado da aldeia, que possui uma bela marginal à beira da ria, onde podemos passear e ficar numa esplanada a contemplar toda aquela vida que fervilha na ria e do qual muitas vidas dependem. Vêm-se os pescadores na sua azafama pela ria acima nos seus barcos.


Foi um belo dia de passeio, muito aprazível e com belas paisagens. Mais um sítio em portugal a não perder...

  


segunda-feira, 20 de junho de 2016

Férias na Arrábida

Chegou a altura do descanso e desta vez o local escolhido foi a Serra da Arrábida. É um local que não conhecia, e por isso decidi explorar as terras de Setúbal.

O objectivo das ferias era descansar e conhecer um pouco a região por isso a estadia foi no Portinho da Arrábida na "Casa da Adôa". Local suficientemente calmo e estrategicamente situado entre Setúbal e Sesimbra.

1º dia de praia não estava muito agradável por causa das rajadas de vento, então decidimos ir visitar as redondezas e como tal fomos até o Cabo Espichel. Neste promontório ergue-se o Santuário Nossa Senhora do Cabo, local antigo de culto religioso que remonta aos séculos XIII-XIV. A paisagem sobre o mar é soberba vendo-se a costa até Lisboa. É um sitio maravilhoso mas que inspira alguma desilusão e tristeza pelo seu estado de degradação. É realmente triste ver este local com imenso potencial abandonado desta forma. Contudo, constatamos que estão a decorrer obras de restauro na Casa da Água, ou seja, ainda há esperança! Um pouco mais afastado encontra-se o farol que se ergue imponentemente na paisagem.

   


Já que estávamos numa de descoberta fomos à procura de uma praia que tinha lido ser para estes lados e que descreviam como paradisíaca. Chama-se Praia da Ribeira do Cavalo, mas não sabia onde, nem como lá chegar. Perguntámos aqui e ali e decidimos ir à sua descoberta.

Acabamos por ir dar a uma estrada de brita e abandonada mas com carros estacionados, sinal que devemos estar perto. Com chinelos no pé começamos a seguir um trilho pouco definido de areia e cascalho, por vezes escorregadio e com grandes pedras, quase sempre entre arbustos. Andámos e andámos sem certezas, mas acabamos por nos cruzar com pessoas que nos garantiram estarmos no caminho certo. Praia nem vê-la!
Depois de algum tempo começamos a vislumbrar um mar azul turquesa belíssimo e que empolgou mais a nossa demanda.

Chegadas ao areal ficamos rendidas aquele paraíso. Parece que estamos algures no caribe. Não resistimos e mergulhamos naquela agua fria mas paradisíaca. Encontravam-se algumas pessoas no areal mas tudo gente jovem que não se importam de arriscar o acesso menos convidativo. Ficámos o tempo suficiente de secar os bikins e retomámos a subida acidentada sem incidentes.

Os restantes dias foram propícios para fazer praia e passamos os dias a relaxar na praia, cujo o único som audível era o leve bater das ondas. Banhamo-nos nas águas frias mas cristalinas sempre como cenário o verde da Serra da Árrábida. Que mais se pode pedir desta vida?
As praias são absolutamente fantásticas. Alternámos os dias na Praia do Portinho e na Praia dos Galapinhos que são absolutamente maravilhosas.



Foram dias bem passados a descansar, a relaxar e a comer bem, como só se faz em Portugal! Por falar em comer bem, aconselho vivamente o restaurante "A Faena" em Setúbal. É daqueles sítios cujo sabor fica inesquecivelmente na memória!
E no final, colocadas as leituras em dia e repostos níveis de serotonina regressamos a casa.

domingo, 20 de março de 2016

Aliança Underground Museum



Desta vez o passeio foi pelas redondezas de Coimbra e foi às Caves Aliança em Sangalhos. Trata-se de um museu que combina arte com vinho.

É um espaço que está aberto desde 2010, e que conta com 7 exposições de arte que fazem parte da colecção privada de Joe Berardo.

Por fora, o edifício tem o aspecto de uma adega e quando entramos, confirmamos que estamos realmente numa adega pelo aroma de mosto que perfuma o ar.

As visitas são guiadas e como tal, temos que obrigatoriamente seguir a guia pelo museu. Trata-se de um espaço com 1.500 metros quadrados de área subterrânea, em que ao longo da visita vamos passando pelas várias salas de arte distribuídas pelos túneis das caves e ao mesmo tempo passamos por entre pipas de vinho.


No final, já fora dos corredores subterrâneos, é possível ainda visitar a exposição temporária do momento, que neste momento era sobre a India.


A visita termina na loja do produtor com uma prova de vinhos da Aliança.


Foi sem duvida uma visita interessante.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Pas de la casa, Andorra

Mais uma férias fantásticas neste pequeno principado que é Andorra.
Alguma neve, mas muita diversão e boa disposição, com um grupo de pessoas fantástico.
É oficial, a prática do esqui já faz parte mim.




terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Perfect Sense



De entre a minha vasta lista de filmes para ver, deparei-me com este que achei interessante e que recomendo a ver.
O filme conta a história de Susan, uma epidemiologista, e Michael, um chef, que se apaixonam num mundo onde as pessoas estão misteriosamente a perder os seus sentidos um a um. 1º o olfacto, depois o paladar, de seguida a audição e por último a visão. 
Faz-nos questionar "Qual o sentido da vida sem sentidos?" O que faríamos se os nossos sentidos simplesmente desaparecessem? Será que temos noção do sentido que nos dão à vida? Será que os valorizamos verdadeiramente? 
Para além de uma bonita história de amor entre os protagonistas, o que mais me agradou no filme foi a proposta de reflexão sobre o quão dependentes somos dos nossos sentidos e sobre como poderíamos nos readaptar ao ambiente e retomar nossas rotinas se eles deixassem de existir.
Faz lembrar um pouco o “Ensaio Sobre a Cegueira”, de Saramago, mas de forma diferente, pois nesta história há uma perspectiva mais optimista sobre a capacidade do homem de se reconstruir uma vez que é desprovido de sensações.