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sábado, 17 de setembro de 2016

Laura Gibson em Coimbra



Finalmente pude assistir a um concerto da Laura Gibson e o facto de ter sido em Coimbra torna a coisa ainda mais agradável.

A cantautora norte-americana veio a Coimbra apresentar o 4º album “Empire Builder”. Descobri no concerto que o "Empire Builder" é um comboio que percorre a fronteira do Canadá em direcção à costa Este com belas e variadas paisagens que a terão inspirado para este álbum. Fica aqui a dica para uma possível viagem!!

O concerto foi muito inspirador. Havia alguma variedade de instrumentos, pois incluiu guitarras e violino mas o destaque é sem dúvida para a doçura da sua voz, que torna o concerto mais intimista e único. A emoção com que ela expõe as suas musicas tornou o concerto mágico.

Valeu muito a pena!!

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Praia de São Jacinto



Um dia de folga no verão e porque não ir à descoberta de lugares incríveis aqui na região. Resolvi meter-me à estrada à descoberta de uma das praias mais bonitas da região, a Praia de São Jacinto em Aveiro. 
São Jacinto é um vilarejo, com origem na actividade pesqueira, situado na ponta extrema de uma península, entre o Oceano Atlântico e a Ria de Aveiro.

Li algures que o acesso à praia não é fácil e daí ser considerada uma das melhores praias de todo o país. Existem duas formas de lá chegar, por estrada (caminho mais longo) ou por barco a partir de Aveiro (caminho mais perto).



Parti então à aventura até Aveiro e fui até o Forte da Barra, local onde se apanha o ferryboat até a praia. O preço da viagem de ferry com o veiculo são 8,10€, um pouco caro mas compensa pois a travessia na Ria é bastante agradável e torna-se por si só já um atractivo. Este acesso difícil faz com que a praia se mantenha num estado perfeitamente natural.

Chegada à aldeia de São Jacinto, encontramo-la rodeada, de um lado, pelas águas tranquilas da Ria de Aveiro e do outro, pelo mar com o seu imenso areal. 

Quando chegamos à praia ficamos completamente rendidos pela sua beleza. Deparamo-nos com um areal a perder de vista e que se confunde com as dunas. Em frente o mar revolta-se consigo mesmo numa luta desenfreada mas que tem um poder apaziguador. É sem duvida uma agradável surpresa, tornando-a numa das praias mais belas que vi. 


Para além da fantástica beleza da praia, podemos ainda ir visitar o outro lado da aldeia, que possui uma bela marginal à beira da ria, onde podemos passear e ficar numa esplanada a contemplar toda aquela vida que fervilha na ria e do qual muitas vidas dependem. Vêm-se os pescadores na sua azafama pela ria acima nos seus barcos.


Foi um belo dia de passeio, muito aprazível e com belas paisagens. Mais um sítio em portugal a não perder...

  


segunda-feira, 20 de junho de 2016

Férias na Arrábida

Chegou a altura do descanso e desta vez o local escolhido foi a Serra da Arrábida. É um local que não conhecia, e por isso decidi explorar as terras de Setúbal.

O objectivo das ferias era descansar e conhecer um pouco a região por isso a estadia foi no Portinho da Arrábida na "Casa da Adôa". Local suficientemente calmo e estrategicamente situado entre Setúbal e Sesimbra.

1º dia de praia não estava muito agradável por causa das rajadas de vento, então decidimos ir visitar as redondezas e como tal fomos até o Cabo Espichel. Neste promontório ergue-se o Santuário Nossa Senhora do Cabo, local antigo de culto religioso que remonta aos séculos XIII-XIV. A paisagem sobre o mar é soberba vendo-se a costa até Lisboa. É um sitio maravilhoso mas que inspira alguma desilusão e tristeza pelo seu estado de degradação. É realmente triste ver este local com imenso potencial abandonado desta forma. Contudo, constatamos que estão a decorrer obras de restauro na Casa da Água, ou seja, ainda há esperança! Um pouco mais afastado encontra-se o farol que se ergue imponentemente na paisagem.

   


Já que estávamos numa de descoberta fomos à procura de uma praia que tinha lido ser para estes lados e que descreviam como paradisíaca. Chama-se Praia da Ribeira do Cavalo, mas não sabia onde, nem como lá chegar. Perguntámos aqui e ali e decidimos ir à sua descoberta.

Acabamos por ir dar a uma estrada de brita e abandonada mas com carros estacionados, sinal que devemos estar perto. Com chinelos no pé começamos a seguir um trilho pouco definido de areia e cascalho, por vezes escorregadio e com grandes pedras, quase sempre entre arbustos. Andámos e andámos sem certezas, mas acabamos por nos cruzar com pessoas que nos garantiram estarmos no caminho certo. Praia nem vê-la!
Depois de algum tempo começamos a vislumbrar um mar azul turquesa belíssimo e que empolgou mais a nossa demanda.

Chegadas ao areal ficamos rendidas aquele paraíso. Parece que estamos algures no caribe. Não resistimos e mergulhamos naquela agua fria mas paradisíaca. Encontravam-se algumas pessoas no areal mas tudo gente jovem que não se importam de arriscar o acesso menos convidativo. Ficámos o tempo suficiente de secar os bikins e retomámos a subida acidentada sem incidentes.

Os restantes dias foram propícios para fazer praia e passamos os dias a relaxar na praia, cujo o único som audível era o leve bater das ondas. Banhamo-nos nas águas frias mas cristalinas sempre como cenário o verde da Serra da Árrábida. Que mais se pode pedir desta vida?
As praias são absolutamente fantásticas. Alternámos os dias na Praia do Portinho e na Praia dos Galapinhos que são absolutamente maravilhosas.



Foram dias bem passados a descansar, a relaxar e a comer bem, como só se faz em Portugal! Por falar em comer bem, aconselho vivamente o restaurante "A Faena" em Setúbal. É daqueles sítios cujo sabor fica inesquecivelmente na memória!
E no final, colocadas as leituras em dia e repostos níveis de serotonina regressamos a casa.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Palácio Chiado

Cada vez que vou a Lisboa descubro um sitio fascinante diferente. É por isso que gosto de visitar a capital de vez em quando, para ter estas surpresas inebriantes. Desta vez descobri o Palácio Chiado.

Antes era conhecido pelo Palácio Quintela, no século XVIII, e acolhia, nessa altura, a aristocracia e bons vivants que bailavam e reuniam em faustosos banquetes e apreciavam obras de arte inéditas. É fácil de imaginar todo este ambiente ao visitarmos o palácio por toda a majestade que transborda.

O palácio tem uma arquitectura belíssima com várias salas de tectos abobadados, vitrais e paredes revestidas de pinturas com alegorias mitológicas. Percorrer todas as suas salas é recuar na história e ficar deslumbrado.

Hoje em dia foi recuperado e transformado num espaço de restaurantes. Em cada sala, decorada de forma diferente, existem propostas (sete) gastronómicas diferentes. É um conceito original e que dá uso ao nosso património histórico. Foi sem duvida uma bela surpresa. Aconselho a visita.





domingo, 20 de março de 2016

Aliança Underground Museum

Desta vez o passeio foi pelas redondezas de Coimbra e foi às Caves Aliança em Sangalhos. Trata-se de um museu que combina arte com vinho.

É um espaço que está aberto desde 2010, e que conta com 7 exposições de arte que fazem parte da colecção privada de Joe Berardo.

Por fora, o edifício tem o aspecto de uma adega e quando entramos, confirmamos que estamos realmente numa adega pelo aroma de mosto que perfuma o ar.

As visitas são guiadas e como tal, temos que obrigatoriamente seguir a guia pelo museu. Trata-se de um espaço com 1.500 metros quadrados de área subterrânea, em que ao longo da visita vamos passando pelas várias salas de arte distribuídas pelos túneis das caves e ao mesmo tempo passamos por entre pipas de vinho.


No final, já fora dos corredores subterrâneos, é possível ainda visitar a exposição temporária do momento, que neste momento era sobre a India.


A visita termina na loja do produtor com uma prova de vinhos da Aliança.


Foi sem duvida uma visita interessante.

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Pas de la casa, Andorra

Mais uma férias fantásticas neste pequeno principado que é Andorra.
Alguma neve, mas muita diversão e boa disposição, com um grupo de pessoas fantástico.
É oficial, a prática do esqui já faz parte mim.




terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Perfect Sense



De entre a minha vasta lista de filmes para ver, deparei-me com este que achei interessante e que recomendo a ver.

O filme conta a história de Susan, uma epidemiologista, e Michael, um chef, que se apaixonam num mundo onde as pessoas estão misteriosamente a perder os seus sentidos um a um. 1º o olfacto, depois o paladar, de seguida a audição e por último a visão.

Faz-nos questionar "Qual o sentido da vida sem sentidos?" O que faríamos se os nossos sentidos simplesmente desaparecessem? Será que temos noção do sentido que nos dão à vida? Será que os valorizamos verdadeiramente?

Para além de uma bonita história de amor entre os protagonistas, o que mais me agradou no filme foi a proposta de reflexão sobre o quão dependentes somos dos nossos sentidos e sobre como poderíamos nos readaptar ao ambiente e retomar nossas rotinas se eles deixassem de existir.

Faz lembrar um pouco o “Ensaio Sobre a Cegueira”, de Saramago, mas de forma diferente, pois nesta história há uma perspectiva mais optimista sobre a capacidade do homem de se reconstruir uma vez que é desprovido de sensações.