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quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Férias na Sicília


Algures a meio do mediterrâneo está a Sicília, a sua maior ilha e que posso confirmar que é mesmo enorme.
As férias passadas na Sicília foram maravilhosas. A ilha revelou-se ser encantadora e mágica.
A maior parte dos dias foram passados em Milazzo, terra natal dos nossos amici, António, Simone e Alessio, que nos acolheram de uma forma muito calorosa, especial e única.
Milazzo é uma cidade pequena e com pouco turismo mas com muitos encantos, como por exemplo o mar. É fabulástico!! Tem uma cor tão translúcida, que nunca vi igual e a temperatura é muito agradável. Fantástico!


Nos primeiros dias, explorámos Milazzo e a sua fortaleza. Visitámos também o Capo Milazzo e a sua fantástica piscina natural. Que maravilha!
Nos dias seguintes foi sempre a passear pela ilha. Visitámos as Ilhas Eólias que são um arquipélago de origem vulcânica e o seu nome é atribuído ao deus do vento Aeolus. Fomos à ilha Panarea, Lipari e Stromboli. Este último é o mais activo vulcão europeu. As suas erupções acontecem com um intervalo médio de uma hora. A actividade "ordinária" do Stromboli consiste em explosões de média energia, que duram de poucos segundos a dez/vinte minutos. E nós fomos umas afortunadas, pois assistimos a sete destas explosões. Foram momentos inesquecíveis!
Fomos também visitar Cefalú, Tindari, o Monte Etna e Taormina. Taormina revelou-se ser uma vila muito bonita com um anfiteatro espectacular e com uma vista incrível!


As noites na Sicília também foram mágicas. Uma das noites tivemos uma festa na praia, com um ambiente fabuloso! Fogueira, Dj e bar aberto! Foi incrível tomar banho às 4h da manhã. Jamais vou esquecer esta noite.
Outra das noites mágicas foi quando fomos jantar a uma vila muito bonita e pitoresca, Castelmola, ao Bar Tirrisi. Jantámos no terraço com vista para o Etna e para o mar mediterrâneo. Fantástico!
A Sicília foi uma ilha extraordinário com belas paisagens, belas pessoas e bela comida. Claro que não me posso esquecer da Granita, que é uma espécie de raspadinha de gelo com vários sabores. Quando o calor apertava, e acreditem que apertava mesmo, nada melhor que uma vera granita siciliana, preferencialmente de limão. Tornou-se a nossa salvação nos dias mais tórridos.


Resumindo, estas férias foram inesquecíveis, por todos os motivos que já referi mas principalmente pela companhia dos nossos amigos António, Alessio e Simone, que foram extraordinários. Uns verdadeiros príncipes! Grazie mille ragazzi e até breve, espero!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Portugal a arder



É penoso assistir, continuamente, verão atrás de verão, as chamas a devastarem e a consumirem a paisagem linda e verdejante do nosso país! Será que esta praga nunca vai acabar?
Pois há quem diga que isto já é tão natural, ao ponto de já nem estranharmos a dimensão da tragédia, pois eu continuo a indignar-me contra este flagelo. É triste e aflitivo assistir às imagens que passam, dia após dia.
Os números de área ardida, só este ano, são assustadores, mas não parecem assustar ninguém!
Mas porque razão é que Portugal é fustigado desta forma todos os verões? Porquê? Dizem que a primeira intervenção está a funcionar, garantem bombeiros e ambientalistas. Só não funciona a prevenção.
Porque falha a prevenção? Será que não conseguimos aprender com os nossos erros? Depois de um campanha como "Limpar Portugal" tão bem sucedida, porque é que não conseguimos manter os terrenos e as matas sem lixo? Porque é que não conseguimos ter actos de civismo como não atirar beatas pela janela, não fazer fogueiras e lançar foguetes?
Claro está que também existe uma « sociologia do fogo» mas a verdade é que os incendiários não se resumem a meia dúzia de tarados que espalham as chamas por compulsão doentia; temos de assumir que são centenas, se não milhares, aqueles que ateiam fogos um pouco por todo o lado, pelos motivos mais fúteis e variados.
Temos que agir e rapidamente, passando por cada um de nós, cidadãos, mas onde o Estado também tem um dever enorme de intervir!
No entanto, não podemos esquecer que todo este combate tem de ser ao longo de todo o ano!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Optimus Alive 2010


Como festivaleira que sou, é obvio que não podia faltar ao melhor festival do ano!! Mas foi por um triz!!... Mas o destino foi meu amigo!
Entrei no recinto às 19:17, tarde demais para ver Sean Riley & The Slowriders mas ainda deu para vislumbrar Gomez. Música country cujos músicos são britânicos! Estranho!
De seguida, uma curta paragem da Carina, na tenda da Cruz Vermelha, e eu aproveitei para pedir pensos rápidos, pois adivinhava-se uma noite muito longa!! Entretanto, começaram os Dropkick Murphys, com a sua música irlandesa. Gaite de foles e tudo. Mas de irlandeses não têm nada, até porque vieram de Boston! Mais uma vez...estranho! O som, nada mau.
Segue-se a hora da janta e das filas...Sai uma pizza familiar para o pessoal ao som de Big Pink! Fantástico! Ainda deu para ir ver um pouco do concerto e ouvir "Velvet". Tive pena de não poder ouvir e ver mais, mas Gogol Bordello aguardava-nos. Fica para uma próxima.
E lá estavam eles a reinar no palco! Impossível ficar indiferente àquele som e a toda aquela energia que só Gogol Bordello consegue transmitir. Foi non-stop e os meus gémeos que o digam!!
Terminou Gogol Bordello e chegara o momento mais ansiado da noite. Eram 23h quando apareceram em palco e foi o delirio total do público. Pearl Jam, finalemente!
Foi um concerto mágico e memorável, onde público e banda estiveram em sintonia total. Até porque segundo Vedder “Vocês são o público que melhor canta, quiçá, no planeta”. Maravilhoso!!
Inesquecível foi o momento em que o Eddie Vedder pegou numa folha de papel e começou a falar português.


Outro momento alto da noite, foi quando ele começou a cantar uma música que escreveu para o nosso país – “Portugal, Portugal!” -, cuja letra dizia algo como «sou tão bem tratado, ainda venho para cá viver». Foi emocionante! Eddie, é só dizeres, que tenho espaço para ti em casa!!!!
Então quando ele pegou na bandeira portuguesa e cantou "Alive" foi o delírio total. Inesquecível Eddie Vedder!

ALINHAMENTO DE PEARL JAM NO OPTIMUS ALIVE!10:
1. Release
2. Elderly Woman Behind The Counter In A Small Town
3. Animal
4. Given To Fly
5. In Hiding
6. Unthought Known
7. Nothingman
8. Daughter
9. Even Flow
10. Just Breathe
11. Wishlist
12. Black
13. Glorified G
14. Why Go
15. The End
16. Portugal
17. Public Image
18. The Fixer
19. Wasted Reprise
20. Better Man
21. Smile
22. Once
23. Alive
24. Yellow Ledbetter

Foram 2 horas de concerto, cheias de emoções fortes. Thank you Pearl Jam. Thank you Eddie Vedder.
Depois dos Pearl Jam, já mais nada nos podia surpreender, mas os LCD Soundsystem vieram para dominar a cena, mas na minha opinião ficaram aquém das expectativas. Foi interessante mas soube a pouco!
Seguiram-se os Homens da Luta, no palco Clubbing, com a sua música reaccionária, que aparentemente resulta. Pois, o povo gosta!
A noite do Optimus Alive terminou comigo, a Elsa, o Nuno, o Miguel e os Galegos, a ouvir a música electrónica dos Boys Noize. Acabou a noite no recinto, mas nós continuamos pela noite dentro até de madrugada. Adorei a companhia pessoal. Foi uma noite e pêras! Até a proxima!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Frémito do Meu Corpo a Procurar-te



Frémito do meu corpo a procurar-te,
Febre das minhas mãos na tua pele
Que cheira a âmbar, a baunilha e a mel,
Doído anseio dos meus braços a abraçar-te,

Olhos buscando os teus por toda a parte,
Sede de beijos, amargor de fel,
Estonteante fome, áspera e cruel,
Que nada existe que a mitigue e a farte!

E vejo-te tão longe! Sinto tua alma
Junto da minha, uma lagoa calma,
A dizer-me, a cantar que não me amas...

E o meu coração que tu não sentes,
Vai boiando ao acaso das correntes,
Esquife negro sobre um mar de chamas...

Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"

sexta-feira, 28 de maio de 2010

A Naifa



Não há nada melhor como ir a um concerto para quebrar a rotina da semana e para nos animar um pouco. Ainda mais quando vamos ouvir um grupo fantástico como os "Naifa", que possuem uma presença ímpar, com um espectáculo onde transborda todo um sentimento de melancolia saudável. Conjugando o fado, com a musica tradicional portuguesa e música pop, os Naifa tornam-se, na minha opinião, na banda portuguesa mais inovadora que enaltece os poetas portugueses e a música portuguesa.
Depois de um ano de luto, A Naifa volta à luta. A imagem do João Aguardela mantém-se bem presente e marcada, tornando-se assim, num espectáculo ainda mais cheio de emoções.
Resumindo, foi um concerto extraordinário, onde música desta qualidade não se escuta todos os dias…

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Lágrimas Ocultas



Se me ponho a cismar em outras eras
Em que ri e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi noutras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida ...

E a minha triste boca dolorida,
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!

E fico, pensativa, olhando o vago ...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim ...

E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!

Florbela Espanca, in "Livro de Mágoas"

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Já lá vão 30 anos

Foi há 30 anos que desapareceu, na minha opinião, um dos maiores músicos de sempre - Ian Curtis, vocalista dos Joy Division.

Foi naquele fatidico dia, 18 de maio de 1980, que Ian Curtis se enforcou na sua cozinha, desaparecendo, para sempre, pelo menos fisicamente. Sim, fisicamente, pois o seu nome, a sua música, e todo o seu legado, perpetua ainda hoje, e influencia determinantemente a maior parte das bandas de hoje em dia, desde os Interpol aos Bloc Party, passando pelos Editors, Mount Sims ou The National, que incorporam claras influências do grupo nascido em Manchester no final dos anos 70.

Curtis inicialmente fundou os "Warsaw", que em seguida passou a chamar-se "Joy Division", a primeira banda do movimento que seria conhecido como pós-punk e tornou-se assim, um mito!
Após o seu desparecimento, os 3 elementos remanescentes formaram os "New Order", pois antes da morte de Ian Curtis, os elementos da banda tinham feito um pacto: caso alguém saísse, os restantes membros mudavam o nome do projecto e assim nasceu os "New Order".